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Quinta-feira será um dia histórico para a indústria cultural mundial. Finalmente é chegada a hora que a personagem Mulher Maravilha tanto merecia, o seu primeiro filme solo. O processo foi longo, as especulações sobre um possível filme atravessaram décadas, mas ele chega nesta semana num momento no qual a agenda midiática debate questões de gênero e representatividade feminina no Cinema. É um filme que vem para somar tudo o que já foi discutido e precisa ser ainda mais falado quando vemos homens fazendo críticas às sessões exclusivas do filme para mulheres.

Esta semana, durante o Festival de Cannes, Jessica Chastain, uma das juradas, fez uma crítica contundente a representação das mulheres nos filmes exibidos na ocasião. Apesar de termos vistos mulheres ganhando prêmios de roteiro e direção, havia poucos filmes em competição realizados por elas. Mas por que eu to falando de Cannes, e não de Mulher Maravilha? Porque essas diferenças também existem na cultura pop. Não à toa que só em 2017 vemos o primeiro filme solo de uma personagem criada na década de 1940. A propósito, os primeiros encarregados para dirigi-lo nos projetos da década de 1990 e 2005 eram homens. Mas a missão de levar a super-heroína, símbolo do feminismo, às telonas ficou a cargo da maravilhosa Patty Jenkins (Monster).

Como vocês fãs e curiosos já devem ter visto na mídia, o filme da Mulher Maravilha está tendo uma recepção maravilhosa. Uma surpresa para quem acompanha o Universo DC no cinema que tem nos decepcionados há anos. Depois do desastre de roteiro que foi Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, Allan Heinberg é um alento como roteirista de Mulher Maravilha. A história não é solta dos últimos acontecimentos nos filmes da DC, ela possui uma ligação com um fato de Batman vs Superman. Parece soar estranho já que o filme retrata a origem da personagem. Mas a ligação feita entre o presente e o passado é ótima.



Para quem não acompanha a super-heroína nos quadrinhos, não fica perdido na história. É uma personagem que ganha uma nova representação no Cinema, com referências, é claro, às suas origens nos quadrinhos. É um filme que vai agradar fãs de super-heróis do Cinema e os que também acompanham HQs. O filme acompanha Diana (Gal Gadot, ótima) desde a sua infância e seu interesse em se tornar uma guerreira em meio a proibição de sua mãe, a rainha Hipólita. Antíope (Robin Wright, sempre maravilhosa) é quem ajuda a protagonista a se tornar a maior guerreira da ilha Temiscira. Eis que acontece um fato que vai mudar a vida do lugar para sempre. Um homem, Steven Trevor (Chris Pine), acaba caindo com sua aeronave no local e é salvo por Diana. Ao saber o que acontece externamente, a personagem decide ir com ele para salvar o mundo das guerras.

A partir deste fato, o filme ganha um desenvolvimento extraordinário com pitadas de humor, que não estamos acostumados a ver nos filmes da DC, além de grandiosas cenas de luta, que tem uma estética referenciada a Zack Snyder em alguns momentos, com câmera lenta, por exemplo. O diretor de Batman vs Superman foi um dos criadores da história da Mulher Maravilha no cinema. Mas calma. O filme não é ruim! Muito pelo contrário.

O filme da Mulher Maravilha resgata uma essência do ser super-herói que não víamos há muito tempo na DC Comics, e também na Marvel. É algo que existe no Superman de 1978, como referenciado pela diretora Patty Jenkins. E também é um sentimento que encontrei nos dois primeiros filmes do Homem-Aranha, de Sam Raimi. Aquele sentimento de salvação e bondade que foi substituído por um tom sombrio nos filmes de Snyder.



Gal Gadot entrega uma Mulher Maravilha excepcional. Tão forte que não imagino outra atriz em seu lugar. O romance entre ela e Steven Trevor não é o protagonista do filme. Ainda bem! Longe disso. Entre eles, nasce uma parceria de luta e amizade durante todo o filme, enquanto ao romance são reservados pouquíssimos minutos. E ao contrário do que costumamos ver nos Cinemas, a personagem feminina não precisa ser salva pelo bom moço.

William Moulton Marston foi o criador da Mulher Maravilha e acreditava que as HQs podiam ser potenciais produtos educativos para crianças. Acredito que ele ficaria orgulhoso do primeiro filme solo da personagem. Ele funciona muito bem como uma pedagogia cultural sobre igualdade de gênero para mulheres e homens.

Quadrinhos

Se você não conhece a Mulher Maravilha nos quadrinhos, você pode iniciar com a coleção Lendas da DC, lançada pela Panini. É a história da personagem resgatada por George Perez na década de 1980 que foi relançada em três volumes. Outra opção são as duas HQs da coleção Os Novos 52, com os títulos de Sangue e Direito de Nascença. Para quem quer algo mais atual ainda, tem os novos lançamentos da linha Renascimento da DC Comics.



King Kong é um clássico inigualável. Quando lançando em 1933, foi revolucionário não apenas em seus efeitos, que na época era o que existia de melhor em Hollywood, mas por sua trama ao envolver um primata gigante e trazê-lo para plena Nova York da década de 30.

Depois de várias tentativas de trazer o "macacão" de volta às telas(algumas bem sucedidas, outras nem tanto), incluindo 1976 e 2005 (esta última tentativa assinada pelo todo poderoso Peter Jackson), Kong está de volta, e digo uma coisa, mais poderoso que nunca!

Jordan Vogt-Roberts dirige a nova incursão do animal nas telonas e o faz com maestria! O filme, além de ter um visual deslumbrante, consegue cativar o público em cheio! O ritmo do filme é avassalador, mesclando cenas aterrorizantes e ação descontroladas. Jordan não só acerta como mostra um novo visual ao personagem icônico. Dizem os boatos que o diretor produziu a cena inicial do longa para provar ao estúdio que era apto a dirigir a nova adaptação do monstro, e olha, ele estava certo! Os closes fechados nos olhos dos personagens é uma marca registrada do diretor nesse longa, mostrando toda a fúria e raiva, deixando isso evidente nas cenas.

O grande problema do filme são seus protagonistas. Tom Hiddleston e Brie Larson não empolgam e entregaram apenas caras e bocas.  As expressões de Hiddleston no filme são embasadas em clichês de dos galãs dos anos 40 e em filmes onde os protagonistas não exercem suas funções. Os personagens secundários brilham e sua torcida acabará sendo por algum deles no final das contas. Samuel L. Jackson interpreta o vilão e se sai muito bem.  Um homem frustrado pelo fracasso da guerra do vietnã procurando a todo custo mais uma vitória em seu currículo.

Kong: A Ilha da Caveira não é apenas mais uma tentativa bem sucedida de reimplantar o personagem no imaginário dos mais jovens, ele é um fôlego em meio a tanta produção sem carisma produzidas pelos estúdios atualmente. A Warner apostou em Godzilla alguns anos atrás e acertou em cheio, agora ela volta a acertar revivendo espetacularmente o personagem e mostrando que não existe apenas um macaco gigante, mas toda uma fauna por trás dessa mitologia! Uma dica, fiquem até o os créditos finais, sua cabeça vai explodir com as informações! 




Antes de falar sobre Logan, eu vou inverter a ordem da frase que fecharia o texto para começa-lo: Logan é o melhor filme de super-herói, corra pra vê-lo! Pronto. Dito isso, agora eu posso argumentar sobre essa premissa e você vai entender o motivo.

O filme se passa em 2029 e reúne dois mitos que fizeram parte da equipe dos X-men, Professor Xavier (Patrick Stewart), agora com 90 anos, e o próprio Logan (Hugh Jackman), que evita usar seus poderes e se tornou chofer de limousine. A história já traz uma carga dramática com esses dois personagens que passam por problemas de saúde. Xavier sofre de uma doença degenerativa e quando não toma seus remédios pode ter uma convulsão causando desordem para todos que estão a sua volta. Já Logan está morrendo por dentro. Seu corpo não é mais o mesmo de anos atrás, quando começou a primeira trilogia dos X-men.

Mas o plot principal da história é a entrada de Laura (X-23), que nasceu de um experimento proibido feito com o gene de Logan. A personagem já é famosa por aparecer na série animada “X-men: evolution”. Na época foi uma grande e boa surpresa a sua entrada e agora, no filme, o carisma e o ar enigmático trazidos por Laura é uma das qualidades do longa. A relação de Laura com o mundo lembra muito Eleven de Stranger Things.

Os responsáveis pela criação de Laura vão atrás dela a todo custo, gerando perseguições que lembram Mad Max e cenas de lutas tão incríveis que dão medo. São sangrentas e cruas. Parecem filmes de terror.

Logan é o último filme de Hugh Jackman como Wolverine. Ele se despede do personagem de forma magistral. Merece todo reconhecimento do mundo. Além disso, o longa é uma esperança para a franquia X-men que anda passando por problemas nos roteiros, por mais que eu ame todos os filmes, isso é um fato.

Divulgação Donwtown Filmes
"Comédia Nacional? Quem assiste essa merda, pow?", esta é uma das frases ditas por um dos personagens no novo filme da atriz e comediante, Tatá Werneck. E tenho que concordar com ele, a comédia nacional cinematográfica do Brasil não anda bem das "pernas", salvo algumas exceções, como o segundo capítulo das desventuras do carismático personagem criado por Paulo Gustavo, Dona Hermínia, em Minha mãe é uma peça 2. 

Em T.O.C - Transtornada, Obsessiva, compulsiva, Tatá interpreta Kika K, sua primeira protagonista nas telonas(ela dividiu esse espaço com Ingrid Guimarães e Suzana Pires em Loucas pra Casar (2015), mas agora contempla 100% do protagonismo neste filme. A decepção do longa não fica com sua protagonista, mas sim, por prendê-la a um roteiro batido e fraco, desenvolvido por Paulinho Caruso(que também dirige) e Teodoro Poppovic. 

Prender uma atriz com tamanha agilidade para o improviso como a Tatá em um roteiro com piadas sem graça, tirando sarro de uma doença psíquica(ao menos fossem inteligentes?!), é definitivamente uma fórmula que não daria certo. 

Divulgação Downtown Filmes
A personagem interpretada por Tatá Werneck convive com T.O.C(Transtorno Obsessivo Compulsivo), mas ele é apenas um pequeno pano de fundo para destilar o que mais é absurdo nos meios das celebridades e subcelebridades atuais, como o fã obsessivo(Luis Lobianco), um namoro baseado no marketing(Bruno Gagliasso) e o lançamento de um livro, que cabe dizer, não foi escrito por ela. Daniel Furlan, que vive o par romântico, apesar de mal aproveitado, é o único que consegue escapar do péssimo roteiro e entrega um pouco de improviso em cena. 

Apesar da boa premissa, o que vale no filme são suas cenas improvidas, como o encontro entre Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, ou até mesmo alguns personagens não explorados, como o de Bruno Gagliasso ou Vera Holtz. Apesar do esforço dos atores, a falta de improviso, especialidade da protagonista, não é explorado com competência, deixando a produção a mercê de um roteiro sem graça e batido, não é dessa vez que veremos uma Tatá enérgica e fazendo o que gosta e sabe, improvisar!

O Vivo Open Air entrou na sua segunda semana com o primeiro encontro entre Michelle e Obama, em filme homônimo do diretor estreante Richard Tanne. A exibição aconteceu nesta quarta (7), em uma noite de pré-estreia. Isso porque o filme chega aos cinemas nesta quinta (8).

Retratada em um único dia, a história mostra como ocorreu o primeiro encontro entre dois jovens que se tornariam mais tarde o casal mais poderoso do mundo. Aliás, encontro não, melhor dizer que foi uma saída a trabalho, já que Michelle afirma no filme que só será um encontro quando ela disser que é um.

O filme tem diálogos fortes e mostra Obama muito diferente do que estamos acostumados a ver na mídia, como presidente dos Estados Unidos. O Barack do filme é um cara descolado, que fuma horrores, e que tenta conquistar Michelle. Já esta personagem ganha mais destaque no filme pelas suas falas e postura decidida e forte.

Michelle e Obama não é um filme de romance, é um filme, acima de tudo, sobre luta. Um diálogo que me chamou bastante atenção foi o da protagonista falando para Barack o quanto é difícil ser mulher negra num escritório de advocacia comandado por homens.

É um filme curto, com 83 minutos, mas com diálogos muito interessantes que prendem a atenção do espectador. A direção do estreante Richard não se destaca, mas também não erra.

Perto de terminar seu mandato, Barack Obama vai ganhando o mundo cinematográfico. Agora foi com Michelle e Obama, mas no dia 16 de dezembro, estreia Barry, filme original da Netflix.

Confirma a programação  aqui.




Um dia com Michelle e Obama

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08/12/2016
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Crédito: Carlos Cajueiro

Antes de ir para o Vivo Open Air no domingo (4), minha mãe olhou para mim e disse: menina, tu só quer saber de cinema, né? Sorri para confirmar a pergunta que era mais uma afirmação. Na sessão de Cinema Paradiso, que eu nunca tinha assistido (tive a sorte de poder ver esse tesouro num telão ao ar livre), mal sabia que iria me identificar tanto com um personagem. E acredito que tantas outras pessoas que estavam lá naquele local também sentiram essa relação. Percebia-se por causa das lágrimas que caíram durante a sessão.

Cinema Paradiso funciona como uma metalinguagem. Assistimos a uma história sobre a paixão pelo cinema em um cinema. A sessão foi praticamente uma inception. A história de amizade entre Totó e Alfredo é uma das narrativas mais lindas que já vi na minha vida. Não sei se me arrependo de não ter visto o filme antes, porque pude assistir num telão de 325m².

Desde criança, Totó se apaixona pela sétima arte e pelo trabalho desempenhado por Alfredo no Cinema Paradiso. Curioso e perspicaz, Totó aprende rápido a mexer nos equipamentos antigos e vemos o tempo agir, mostrando o crescimento do personagem. É uma história que se passa em meados da década de 1940 na Itália, mas que pode ser relocada para o Recife também.

Com o passar dos anos, o cinema fica abandonado. A justificativa é a televisão e o home vídeo. Uma das cenas mais tristes é a demolição do Cinema Paradiso, que dará lugar a um estacionamento. Dois dias antes, Aquarius ganhou exibição no telão do Open Air. É a história sobre um edifício antigo que resiste a uma construtora. No entanto, infelizmente, o Cinema Paradiso não conseguiu resistir como o edifício Aquarius.

Entrando em outro exemplo, espero que a vida não imite a arte e que os cinemas de ruas existentes, como o Cine Olinda, continuem resistindo. Afinal, a paixão pelo cinema que habita Totó, também vive em nós.


Primeira Sessão

Antes de Cinema Paradiso, o filme dos Minions abriu a noite do Vivo Open Air, que abrangeu vários públicos.

Confira a programação:

07 de dezembro (quarta-feira)

Abertura da casa: 19h
Sessão: 21h
Filme: Pré-estreia – Michelle e Obama

08 de dezembro (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton

Sessão: 21h
Curta: Até a China
Filme: Táxi Driver (Legendagem Eletrônica)


09 de dezembro (sexta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Hugo Linns
Sessão: 21h
Filme: O Lar das Crianças Peculiares (Legendado)
Atração: 23h Los Sebosos Postizos


10 de dezembro (sábado)

1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h
Filme: Pré-estreia – A Qualquer Custo (Legendado)

Sessão Especial
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h
Filme: O Silêncio dos Inocentes (Legendado)


11 de dezembro (domingo)
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h
Filme: Procurando Dory (dublado)

2ª Sessão
Abertura da casa: 20h30
Sessão: 21h
Filme: Spotlight

14 de dezembro (quarta-feira)
Abertura da casa: 19h
Sessão: 21h
Filme: Pré-estreia – Minha Mãe É uma Peça 2


15 de dezembro (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h30
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 21h
Filme: O Poderoso Chefão 2 (Legendagem Eletrônica)



16 de dezembro (sexta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton
Sessão: 21h
Filme: Dirty Dancing (Legendagem Eletrônica)

17 de dezembro (sábado)
1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Amaro Freitas
Sessão: 20h
Filme: Esquadrão Suicida (Legendado)

Sessão Especial
Abertura da casa: 23h Amaro Freitas
Sessão: 00h
Filme: O Iluminado (Legendado)


18 de dezembro (domingo)
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h
Filme: Frozen (dublado)



Serviço
VIVO OPEN AIR
Cidade: Recife
De: 30/11 a 18/12 de 2016
Local: CAXANGÁ GOLF & COUNTRY CLUB
Estacionamento no local: R$ 15, sujeito à lotação
Horário de funcionamento
- De quarta à sexta: Portões abertos às 19h30/ Filme às 21h
- Dias Sábados: Duas sessões
· 1ª Sessão: Portões Abertos às 19h30 / Filme às 20h
· Sessão Especial: Portões Abertos às 23h / Filme às 00h
- Domingos: Duas Sessões
· 1ª Sessão: Portões abertos às 16h/ Filme às 18h
· Sessão Especial: Portões abertos às 20h30 / Filme às 21h

Ingressos
CINEMA ou CINEMA + SHOW
R$ 50,00 (inteira)
R$ 25,00 (meia)

Vendas: www.vivo.com.br/openair

Pontos de venda
Loja VIVO – Shopping RioMar, Tacaruna e Recife
Lojas Renner - Shopping Recife e Imperatriz
Teatro Guararapes (Bilheteria)

Bilheteria
Dias do evento, de 30/11 a 18/12, de quarta a sábado, das 16h às 02h
Caxangá Golf & Country Club – Entrada lateral (Rua Engenho Poeta, s/nº)
Crédito: Carlos Cajueiro


Chico Science já cantava “Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”, em Mateus Enter. E na noite desta sexta (2), o Vivo Open Air fez jus ao trecho da canção, trazendo para o Caxangá Golf & Country Club uma programação pernambucana.

A curadoria está fazendo um trabalho incrível de combinar a programação: na quarta, o jazz de Amaro Freitas casou com a trilha de Café Society. Na quinta, o curta Malária se relacionava com o Cinema de Tarantino e, na sexta, com ingressos esgotados, foi a vez do premiado Aquarius dividir a noite com Otto, que fez seu último show do ano para lançar o vinil do ótimo Certa Manhã acordei de sonhos intranquilos.

Assisti a Aquarius pela terceira vez e a sensação é que o filme melhora cada vez mais. Aquarius é resistência e ocupação, palavra bastante em voga nos dias atuais. Uma palavra necessária, aliás. Uma ação que precisa ser feita nesses tempos sombrios. Assistir a história de Clara é imaginar essa resistência da personagem além do telão do tamanho de uma quadra de tênis. Há inúmeras Claras pelo Brasil resistindo em escolas, universidades e no Cine Olinda.

Quase no final da sessão, começou uma pequena chuva, que passou rapidamente. Mas a produção do festival entrou em ação e distribuiu capas protetoras para o público, que não se intimidou com o contratempo e grande parte continuou a assistir ao filme, que foi ovacionado ao final ao som da voz de Taiguara, cuja música se conecta no início e fim do longa. Se você quiser ler mais sobre Aquarius, nós publicamos duas críticas do filme que podem ser acessadas aqui e neste outro link. 
Crédito: Carlos Cajueiro

Otto com toda sua performance já conhecida do público fez um show memorável em sua terra natal. Afinal, o músico cresceu no bairro da Cidade Universitária, que fica próximo ao local do evento. O show foi dividido em duas partes, a primeira com as músicas do disco Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos. E a segunda ele passeou por outros álbuns e homenagem a Chico Science.

Não faltaram críticas ao governo atual e gritos de Fora Temer acompanhados pelo som da banda. Na música Cuba, do álbum Condom Black, Otto a dedicou a Fidel Castro, falecido no dia 25 de novembro. O palco de Otto, assim como o filme Aquarius, foi um momento de resistência e de perseverança de que não podemos desistir.

Hoje é a vez de Star Wars e o Exorcista dividirem a noite do Vivo Open Air. Confira a programação: 

03 de dezembro (sábado)

1ª sessão 
Abertura da casa: 19h 
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h 
Filme: Star Wars – O Despertar da Força

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h 
Filme: O Exorcista (Legendado)


04 de dezembro (domingo) 
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Minions (dublado) 

2ª Sessão 
Abertura da casa: 20h30 
Sessão: 21h 
Filme: Cinema Paradiso (Legendagem Eletrônica)


07 de dezembro (quarta-feira)

Abertura da casa: 19h 
Sessão: 21h 
Filme: Pré-estreia – Michelle e Obama 

08 de dezembro (quinta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton

Sessão: 21h 
Curta: Até a China 
Filme: Táxi Driver (Legendagem Eletrônica) 


09 de dezembro (sexta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Hugo Linns
Sessão: 21h 
Filme: O Lar das Crianças Peculiares (Legendado)
Atração: 23h Los Sebosos Postizos 


10 de dezembro (sábado) 

1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h 
Filme: Pré-estreia – A Qualquer Custo (Legendado)

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h 
Filme: O Silêncio dos Inocentes (Legendado)


11 de dezembro (domingo) 
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Procurando Dory (dublado) 

2ª Sessão 
Abertura da casa: 20h30 
Sessão: 21h 
Filme: Spotlight

14 de dezembro (quarta-feira)
Abertura da casa: 19h 
Sessão: 21h 
Filme: Pré-estreia – Minha Mãe É uma Peça 2 


15 de dezembro (quinta-feira) 
Abertura da casa: 19h30
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 21h 
Filme: O Poderoso Chefão 2 (Legendagem Eletrônica)



16 de dezembro (sexta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton
Sessão: 21h 
Filme: Dirty Dancing (Legendagem Eletrônica)

17 de dezembro (sábado) 
1ª sessão 
Abertura da casa: 19h 
Show Instrumental: 19h30 Amaro Freitas
Sessão: 20h 
Filme: Esquadrão Suicida (Legendado)

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h Amaro Freitas 
Sessão: 00h 
Filme: O Iluminado (Legendado)


18 de dezembro (domingo) 
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Frozen (dublado) 



Serviço
VIVO OPEN AIR
Cidade: Recife
De: 30/11 a 18/12 de 2016
Local: CAXANGÁ GOLF & COUNTRY CLUB
Estacionamento no local: R$ 15, sujeito à lotação
Horário de funcionamento
- De quarta à sexta: Portões abertos às 19h30/ Filme às 21h
- Dias Sábados: Duas sessões
· 1ª Sessão: Portões Abertos às 19h30 / Filme às 20h
· Sessão Especial: Portões Abertos às 23h / Filme às 00h
- Domingos: Duas Sessões
· 1ª Sessão: Portões abertos às 16h/ Filme às 18h
· Sessão Especial: Portões abertos às 20h30 / Filme às 21h

Ingressos 
CINEMA ou CINEMA + SHOW
R$ 50,00 (inteira) 
R$ 25,00 (meia)

Vendas: www.vivo.com.br/openair

Pontos de venda
Loja VIVO – Shopping RioMar, Tacaruna e Recife
Lojas Renner - Shopping Recife e Imperatriz
Teatro Guararapes (Bilheteria)

Bilheteria 
Dias do evento, de 30/11 a 18/12, de quarta a sábado, das 16h às 02h
Caxangá Golf & Country Club – Entrada lateral (Rua Engenho Poeta, s/nº)
Crédito: Carlos Cajueiro

Amaro Freitas. Crédito: Carlos Cajueiro
A quarta-feira é o meio termo da semana. Estamos cansados dos dias anteriores ou ficamos esperando ansiosamente pelo fim de semana. No entanto, este dia 30 de novembro foi especial. Não teve cansaço, mas teve ansiedade pelo início da temporada do Vivo Open Air Recife.

A noite começou com show instrumental de Amaro Freitas. Uma sonoridade que teve tudo a ver com o que surgiria depois, Café Society, de Woody Allen. Isso porque o jazz do músico casou bem com a trilha do filme, que explora os anos 1930 e os bastidores do cinema. Um show a parte foi a subida do telão, que durou quase cinco minutos e levantou o público no Caxangá Golf & Country Club. Se quiser ver o vídeo, corre lá na nossa fan page Claquete Pop.

Allen não faz seu melhor trabalho, mas também não decepciona. É um filme que carrega seu estilo irônico e com muitos encontros e desencontros. É uma história que mostra o amor além dos relacionamentos. Não importa quanto tempo passe ou com quem você fique, pode existir um afeto que perdurará pelo resto da vida. Os caminhos da história lembram um pouco o desfecho do musical Os Guarda-chuvas do amor. Ahh, e um parêntese pra elogiar as atuações de Kristen Stewart e Jesse Eisenberg, além do sempre ótimo Steve Carell.

Crédito: Luanna Valentim
A abertura do Vivo Open Air Recife foi para convidados e com ingressos distribuídos numa ação realizada através do facebook. A estrutura estava impecável e tudo perfeitamente organizado, com bebidas e comidas a vontade e um tempo agradável, mesmo com alguns pingos de chuvas que não impediu a exibição do filme já que o telão suporta fortes contratempos.

Para encerrar a noite, Pepeu Gomes, que integrou os Novos Baianos, subiu ao palco, localizado ao lado telão, para comemorar 50 anos de carreira. A maratona de filme e shows segue até o dia 18, com sessões sempre as quartas, quintas, sextas, sábados e domingos.

O Claquete Pop fará cobertura de todos os dias do evento e você pode acompanhar aqui pelo site através da nossa fan page e pelo Instagram @claquetepop.

Pepeu Gomes. Crédito: Carlos Cajueiro


Confira a programação:

01 de dezembro (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental 19h30: Hugo Linns
Sessão 21h
Curta: Malária
Filme: Cães de Aluguel

02 de dezembro (sexta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental 19h30: Amaro Freitas
Sessão 21h
Curta: Kidchup
Filme: Aquarius
Atração: 23h Otto

03 de dezembro (sábado)
1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h
Filme: Star Wars – O Despertar da Força

Sessão Especial
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h
Filme: O Exorcista (Legendado)


04 de dezembro (domingo)
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h
Filme: Minions (dublado)

2ª Sessão
Abertura da casa: 20h30
Sessão: 21h
Filme: Cinema Paradiso (Legendagem Eletrônica)


07 de dezembro (quarta-feira)
Abertura da casa: 19h
Sessão: 21h
Filme: Pré-estreia – Michelle e Obama


08 de dezembro (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton
Sessão: 21h
Curta: Até a China
Filme: Táxi Driver (Legendagem Eletrônica)


09 de dezembro (sexta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Hugo Linns
Sessão: 21h
Filme: O Lar das Crianças Peculiares (Legendado)
Atração: 23h Los Sebosos Postizos


10 de dezembro (sábado)
1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h
Filme: Pré-estreia – A Qualquer Custo (Legendado)
Sessão Especial
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h
Filme: O Silêncio dos Inocentes (Legendado)


11 de dezembro (domingo)
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h
Filme: Procurando Dory (dublado)
2ª Sessão
Abertura da casa: 20h30
Sessão: 21h
Filme: Spotlight


14 de dezembro (quarta-feira)
Abertura da casa: 19h
Sessão: 21h
Filme: Pré-estreia – Minha Mãe É uma Peça 2


15 de dezembro (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h30
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 21h
Filme: O Poderoso Chefão 2 (Legendagem Eletrônica)


16 de dezembro (sexta-feira)
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton
Sessão: 21h
Filme: Dirty Dancing (Legendagem Eletrônica)


17 de dezembro (sábado)
1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Amaro Freitas
Sessão: 20h
Filme: Esquadrão Suicida (Legendado)
Sessão Especial
Abertura da casa: 23h Amaro Freitas
Sessão: 00h
Filme: O Iluminado (Legendado)


18 de dezembro (domingo)
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h
Filme: Frozen (dublado)


Serviço

VIVO OPEN AIR
Cidade: Recife
De: 30/11 a 18/12 de 2016
Local: CAXANGÁ GOLF & COUNTRY CLUB
Estacionamento no local: R$ 15, sujeito à lotação

Horário de funcionamento

- De quarta à sexta: Portões abertos às 19h30/ Filme às 21h

- Dias Sábados: Duas sessões

· 1ª Sessão: Portões Abertos às 19h30 / Filme às 20h

· Sessão Especial: Portões Abertos às 23h / Filme às 00h

- Domingos: Duas Sessões

· 1ª Sessão: Portões abertos às 16h/ Filme às 18h

· Sessão Especial: Portões abertos às 20h30 / Filme às 21h

Ingressos

CINEMA ou CINEMA + SHOW
R$ 50,00 (inteira)
R$ 25,00 (meia)
Vendas: www.vivo.com.br/openair


Pontos de venda

Loja VIVO – Shopping RioMar, Tacaruna e Recife

Lojas Renner - Shopping Recife e Imperatriz

Teatro Guararapes (Bilheteria)

Bilheteria

Dias do evento, de 30/11 a 18/12, de quarta a sábado, das 16h às 02h

Caxangá Golf & Country Club – Entrada lateral (Rua Engenho Poeta, s/nº)



Um olá bem caliente para todos vocês! O Claquete Hot ressuscitou e para voltar a ativa com muito
gozo gosto, falaremos sobre uma diretora sueca que revolucionou a indústria pornográfica mundial. Com vocês, senhoras e senhores, Erika Lust! Antes de tudo, um aviso: mulheres também gostam de pornografia, tá?

Mas por que Erika Lust revolucionou o pornô? Veja bem, quando direcionamos o nosso olhar para a pornografia mainstream o que vemos? Vídeos com pouquíssima qualidade técnica e uma indústria feita por homens e para homens. Nas imagens vemos mulheres submissas que estão ali apenas para dar prazer ao homem, além de mostrarem corpos esculturais que estão relacionados a um padrão hegemônico social. Quando vemos produções de Erika, todos esses pontos são desconstruídos em trabalhos com uma apuração técnica impecável.

Erika é sueca e formada em Ciências Políticas. Sua estreia no mundo pornográfico começou em 2004 com o curta-metragem The Good Girl. Depois, lançou o Five hot stories for her, uma compilação de cinco curtas. Com este último, ela venceu prêmios pelo mundo. O trabalho de Erika é categorizado dentro da pornografia feminista.

Para ter acesso ao seu material, você pode se cadastrar em seu site. O ponto negativo para nós com a conta bancária zerada é que é pago. Mas os trailers de seus filmes estão disponíveis no vimeo.

Há um trabalho dela intitulado XConfessions. Nele, a diretora pega histórias reais que usuários enviam e transforma em pequenos filmes. Tem histórias na praia, por exemplo, com uma fotografia belíssima.

O site Lugar de Mulher publicou uma palestra feita por Erika no TEDxVienna, e vou reproduzi-la aqui:






Com Amantes Passageiros, seu último filme lançado, Almodóvar retornou às comédias. Já, em 2014, Relatos Selvagens foi sucesso de público e crítica. É uma comédia argentina, mas com produção do diretor espanhol. Agora, ele retorna ao universo feminino com Julieta, sua mais nova obra que integrou a seleção oficial de Cannes de 2016 e estreia no Brasil nesta quinta (7).

Julieta é uma adaptação de uma obra da canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura em 2013. São três contos (Ocasião, Daqui a pouco e Silêncio) que estão no livro Fugitiva (2004), lançado no Brasil pela Biblioteca Azul. O filme é não segue uma linearidade e retrata o passado e o presente da personagem que dá nome ao título, interpretada pelas atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte.

Julieta mostra a história de uma mulher que abandona todos os seus planos de se mudar para Portugal com o namorado após descobrir que a filha vive em Madri. A partir de então, a protagonista mergulha em seu passado através de uma narração em primeira pessoa, destinada a filha, em que conta como conheceu o homem que se tornaria o pai de Antía. Mergulhamos juntos a Julieta em uma história de amor e decepção na qual se afoga mais quem se prender mais ao passado. E isso é algo que passa de mãe para filha.

O olhar das atrizes que interpretam Julieta penetra no espectador com muita dor e angústia. São duas atuações excelentes que carregam toda a carga dramática do filme de forma espetacular. Um dos destaques do filme é a mudança de uma atriz para a outra enquanto a filha Antía enxuga o cabelo da mãe. As cores de Almodóvar, tão citadas na música de Adriana Calcanhoto, são mais fortes do que nunca e muitas vezes trazendo um equilíbrio entre vermelho e azul.

A trilha sonora se encaixa bem, principalmente nos momentos de tensão, incrementando ainda mais o roteiro bem elaborado e fechado com uma ironia do destino. Julieta é, antes de tudo, um filme sobre mãe e filha, sobre carregar e sobreviver com culpa e como lidar com a mesma. Almodóvar faz uma volta triunfal ao universo feminino. Não percam esse filme!

No capital pernambucana, o filme pode ser visto no Cinema do Museu, no Cine Rosa e Silva e na sala Delux do shopping Recife.


O Brasil também tem o seu Invocação do mal 2, ou quase isso. A mistura do recém-lançado filme de terror com o já clássico Sexto Sentido dão o sabor ao nacional O Caseiro, que estreia nesta quinta-feira (23), véspera de São João.

Estrelado por Bruno Garcia (que também atua na produção do filme), O Caseiro é um suspense que traz os ingredientes de filmes do gênero já conhecido. Mas isso não tira o seu mérito ou sua originalidade. O Brasil ainda é um país, cinematograficamente falando, a ser bastante explorado. Muitos filmes como O Caseiro ficam restritos ao circuito alternativo e aos festivais por dificuldades financeiras na distribuição em salas multiplexes, por exemplo. Mas, agora, eis que surge uma ótima oportunidade para apreciar o suspense brasileiro não restrito às salas alternativas.

Antes de mais nada, o filme conta a história do professor de psicologia Davi (Bruno Garcia), cuja linha de pesquisa traz explicações psicanalíticas para acontecimentos sobrenaturais. Ele possui um livro no qual retrata a história de um garoto que tinha visões de seu pai após o mesmo sair de casa. Famoso pelos seus estudos, uma aluna procura Davi a fim de conseguir uma explicação para o que acontece com sua irmã mais nova. Ela apareceu com alguns machucados e acreditam que o antigo caseiro da propriedade seja o responsável por isso. E o caseiro foi morto há décadas.

Davi tenta desvendar o mistério em uma narrativa que traz alguns clichês de suspense, mas que arrisca ao trazer essa temática para o cinema nacional. O filme possui alguns momentos monótonos, mas a sua parte final é eletrizante e bebe da fonte do já citado O Sexto Sentido, e não, isso não é um spoiler.

O roteiro e a direção é de Julio Santi e o destaque mesmo vai para as atuações das crianças, que seguram bem o clima de suspense do filme. Aliás, não vá esperando sustos baratos. O Caseiro não precisa deles para sustentar sua história.

Sob direção de Thea Sharrock, Como Eu era Antes de Você possui os elementos necessários para fazer o espectador sair do cinema com os olhos brilhando, o que realmente importa para um filme desse gênero se tornar um sucesso. E tem de tudo pra ser.

O longa foi baseado no livro escrito por Jojo Moyes, tem nossa Daenerys Targaryen interpretando Louisa Clark (Emilia Clarke) e Sam Claflin como Will. Um executivo que levava a vida corrida e cheia de aventuras que acaba sofrendo um acidente e ficando tetraplégico. Louisa é uma garota simples, sem muitas ambições na vida. Após ser demitida do ultimo emprego, ela encontra uma vaga para trabalhar cuidando do Will que, agora é um homem depressivo e hostil. Ela fará de tudo para mudar seu olhar sobre o mundo e acaba revendo conceitos sobre a própria vida.

Um romance com leves doses de humor e uma maior de drama. De fato, quem leu o livro, verá uma versão um pouco diferente, o que ocorre por ser uma adaptação (não concordo que filmes devam seguir exatamente o enredo do livro). Isso não diminui a qualidade do filme que possui uma belíssima fotografia e uma atuação de encher o coração de amor. <3 Sem contar a trilha sonora que é incrível.

Assista acompanhado ou sozinho(a), leve um lencinho e aproveite cada minuto desse filme que te deixará cheio(a) de vontade de viver... E ter um amor para vida toda.  Confira o Trailer abaixo:




Ed e Lorraine Warren estão de volta para ajudar uma família em Enfield, Inglaterra. O filme foi baseado em mais uma história Real, desta vez, o mais documentado caso de fenômeno Poltergeist ocorrido nos anos 1970. O longa não poupa sustos e possui elementos narrativos diferentes raramente usados em filmes de terror, mostrando que tem tudo para ser um sucesso.

O filme se passa sete anos após os acontecimentos do primeiro. Peggy (Francis O'connor) cuida de 4 filhos sozinha. Acontecimentos estranhos começam a acontecer na casa. Sua filha Janet (Madison Wolfe) começa a sofrer com a presença do espírito do antigo morador da casa, causado o Poltergeist. Após o caso ser investigado por especialistas, passaram para o Casal Warren que arriscam suas próprias vidas para salvar a família.

Além de sustos (dos grandes) inesperados, ambiente macabro e leve toque de humor, o filme dialoga com o Musical e apresenta um foco no Romance do casal. Eles ficam mais fortes e companheiros a cada minuto. Esses elementos tornam o Gênero Terror híbrido ao ponto que faz o telespectador gritar, rir, encher os olhos de brilho e -para os mais sensíveis- chorar.

Por fim, Invocação do Mal 2 é um filme que vale muito a pena ser visto. De fato, um dos melhores filmes de Terror dos últimos tempos. Confira abaixo o Trailer:





Talvez não seja tão profissional falar isso, mas minha intuição quanto a filmes adaptados de games não falhou com relação a Warcraft. Sim, pensei que ele não me agradaria. E não agradou mesmo. Por conhecer pouco esse universo, me senti perdida em meio a toda a história. Metaforicamente, fiquei ali no portal que divide os dois mundos.

O filme que tem sua estreia nacional nesta quinta (2) foi, claramente, feito para fãs do game. Uma constatação óbvia até. Mas, se a produção tivesse pensado em conquistar mais pessoas (o que mercadologicamente falando poderia render mais adeptos ao game) deveria ter investido melhor na narrativa. Em meu papel de leiga sobre este vasto universo, senti falta de aprofundamento na história dos personagens. Foi tudo raso. Afinal, são tantas figuras para serem destacadas em duas horas de filme que a narrativa por trás de cada uma delas foi deixada de lado. E, paradoxalmente, a sensação que ficou foi a de que duas horas pareciam quatro.

Mas vamos à história. O mundo de Azeroth, que me lembrou os reinos de Game of Thrones, está sob ameaça com a invasão dos Orcs. Estes estão em busca de um novo lugar para viver e tentam colonizar Azeroth, cujo reinado pertence a Llane. Ele possui um fiel guerreiro a seu lado, Lothar (personagem mais desenvolvido do longa), que vai lutar até o último minuto para proteger o seu mundo. Em paralelo, está Durotan, um orc que não concorda com a situação sob a qual está sendo governado. São dois heróis em lados opostos que lutam em busca de melhorias para os seus povos.

Soma-se a esta pequena descrição, cenas de guerra, melodrama, algumas piadas para tirar o peso da ação e reviravoltas. Pronto, isto é Warcraft. A direção é de Ducan Jones, que também escreve o roteiro ao lado de Chris Metzen e Charles Leavitt. No filme, existe uma carga de cores densas que lembram a saga O Hobbit, enquanto a trilha sonora nos remete a Mad Max. Enfim, Warcraft surge como mais uma franquia (seu final deixa aberto para sua sequência) de fantasia que não traz nada de inovador e faz-nos lembrar de outras produções existentes como as já citadas.



Conhecemos Jodie Foster pelos seus ótimos trabalhos como atriz e alguns como diretora. Veterana do gênero suspense como em O silêncio dos Inocentes e O Quarto do Pânico, ela agora brilha por trás das câmeras, como diretora de Jogo do dinheiro, que estreia nesta quinta (26) em todo o Brasil. A história envolve televisão e especulação financeira, um verdadeiro show business.

Além do nome do filme, Jogo do Dinheiro é o título (na tradução brasileira) de um programa de televisão apresentado por Lee Gates (George Clooney) e dirigido por Patty Fenn (Julia Roberts). O personagem de Clooney é um cara totalmente egocêntrico e insuportável, inicialmente, mas os acontecimentos futuros o farão repensar seu modo de agir. Já Patty está prestes a dirigir seu último programa, porque conseguiu um novo emprego.

O programa inicia e Lee é mantido como refém ao vivo por Kyle Budwell (Jack O'Connell), que invade o estúdio com uma arma na mão e duas caixas, uma delas com uma bomba. O sinal de ao vivo é cortado na hora, mas retorna para a transmissão do acontecimento, como uma espécie de “espetáculo” propagado pela mídia. Qualquer semelhança com transmissões ao vivo de alguns programas policiais brasileiros não é mera coincidência.

O filme trabalha com espectadores em duas dimensões, uma ficcional, sendo os que assistem ao programa no filme, e nós mesmos, espectadores no cinema, porém a sensação é a de que estamos na mesma posição dos figurantes que veem a situação dentro do próprio filme, se é que vocês me entendem. E essa sensação é provocada pela ótima direção de Jodie Foster (ou seria de Patty Fenn como diretora do programa em questão?) É uma metalinguagem daquelas, amigos. A montagem do filme funciona bem em todos os momentos e, principalmente, nas cenas paralelas. Jodie nos mostra um trabalho detalhado, com técnicas de câmera em 360º em alguns momentos.

Mas voltando à história do filme, Kyle apostou todo seu dinheiro em uma empresa, depois de um conselho de Lee em um programa passado. No entanto, todo valor é perdido, já que houve um problema na empresa. Como nos filmes de suspense, nem tudo é o que parece ser, e vamos desvendando, junto a alguns personagens, o que causou esse problema.

A transmissão ao vivo faz com que os espectadores passem a escolher um lado, a torcer para que algo aconteça. Enfim, sobre o programa Jogo do dinheiro, não sei se vale a pena assisti-lo, mas o filme de mesmo título vale cada minuto que você ficará concentrado(a) na telona.

Por Josimar Correia e Maria Eduarda Barbosa

Primeiramente, falar de Batman vs Superman: A origem da justiça é destacar a renovação pela qual a DC Comics passa no Cinema. O filme, dirigido pelo veterano Zack Snyder ( O Homem de aço e 300), introduz a nova série de blockbusters baseados nos quadrinhos da editora, que prometem bater de frente com as produções da Marvel.

Snyder traz muito de sua personalidade para Batman vs Superman. A equipe de produção é composta por diretores de arte, fotografia e edição de filmes anteriores do diretor, colocando o seu tom sombrio na direção e trilha sonora, que é onipresente e, às vezes, desnecessária.

Apesar dos novos personagens inseridos, a história soa como uma continuação de O Homem de Aço, pelo destaque dado ao Superman e seus desdobramentos com Lois Lane e Lex Luthor. No entanto, o vilão funciona como uma ligação para a inserção dos novos personagens. É por causa de seus planos que surge desavenças entre Batman e Superman. O Homem de Aço daquele primeiro filme agora é uma figura julgada pela opinião pública e requisitada até para uma audiência no senado devido a desdobramentos culminados em tragédias.

Batman vs Superman: A origem da justiça inicia fazendo uma espécie de reboot da história do Batman, contando a tragédia pela qual o personagem passou com a perda da sua família ainda na infância e, caminhando, para conectá-lo ao Superman. Inicialmente, existe uma rivalidade entre os dois personagens, cujo surgimento se deu principalmente por fatos apresentados na mídia, na qual ambos eram vistos de forma dúbia, em um maniqueísmo entre vilão e mocinho.

Paralelo a isso, Lex Luthor rouba a cena com a intepretação maravilhosa de Jesse Eisenberg que deu personalidade ao vilão. O personagem possui planos e segredos para destruir o Superman e encontrar novas pessoas com dons semelhantes ao de o homem de aço. É a partir de documentos da LexCorp que Bruce descobre os novos personagens que futuramente darão origem a Liga da Justiça como Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Mamoa), Cyborg (Ray Fisher) e Mulher Maravilha (Gal Gadot), cuja aparição é sutil e misteriosa inicialmente, mas a personagem mostra a que veio na luta final do filme. Aliás, pelo marketing feito em torno de a Mulher Maravilha, achamos que ela teria mais participação no filme. Resta-nos esperar pelo seu filme solo em 2017.

Batman vs Superman é um bom filme. Seu roteiro funciona mais como uma introdução dos próximos filmes da DC e conecta os acontecimentos do longa aos personagens centrais: Batman, Superman e Lex Luthor, não se transformando numa espécie de Homem-Aranha 3, por exemplo. No entanto, há cenas desnecessárias ao filme, sendo apenas minutos de entretenimento aos espectadores, como os pesadelos do Batman.

Para os fãs que relutavam em ver Ben Affleck como Batman, o ator surpreende de forma positiva, entregando uma performance sóbria e mais madura do herói de Gotham City. Henry Cavill prova que talento e beleza não andam necessariamente de mãos dadas, mas nada tão desastroso. O destaque (negativo, infelizmente), fica mesmo para Amy Adams, que passa praticamente todas a cenas do filme fazendo carão. Lois Lane é uma personagem que merecia mais destaque, assim como a própria Amy, que é uma boa atriz. Apesar da pequena aparição, Gal Gadot mostra talento e uma Mulher Maravilha com muita personalidade. 

Diferentemente da Marvel, a DC não utiliza a comicidade para segurar o roteiro da produção, o que indica a seriedade e o confronto darão o tom dos próximos filmes do estúdio.

Confira as datas de lançamento dos próximos filmes da DC:

Mulher Maravilha: junho de 2017
Liga da Justiça: novembro de 2017
The Flash: março de 2018
Aquaman: julho de 2018
Liga da Justiça parte 2: junho de 2019
Cyborg: abril de 2020



O fofo e esperto Jacob Tremblay está com novo filme. Depois de sua performance excelente em O Quarto de Jack (digna de tirar o Oscar de DiCaprio), ele agora protagoniza o terror O Sono da Morte, com previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 14 de julho. No filme, Jacob interpreta Cody, uma criança que é adotada por um casal e que tem seus sonhos transformados em realidades.



  Enquanto o filme não chega, aproveitem pra assistir e rever a O Quarto de Jack, que ainda se encontra em cartaz em alguns cinemas, e fiquem com uma imagem de Jacob Trembley mostrando sua meia de Darth Vader no tapete vermelho do Oscar.





Ao pensar em Anthony Hopkins, a mente faz logo uma associação à imagem do canibal mais famoso do cinema, Hannibal Lecter. Mas, em seu novo filme, Hopkins está mais para Will Graham, da série Hannibal, uma mudança bem curiosa de personagem. Presságios de um Crime é o novo thriller policial do ator, que também conta com as atuações de Colin Farrell, Abbie Cornish e Jeffrey Dean Morgan. É um longa que também lembra Seven, de David Fincher, pela forma construída de sua narrativa, e Hannibal, é claro. No caso de Hannibal, a lembrança está mais associada ao seriado. O porquê eu explico mais abaixo.

Uma série de homicídios começa a deixar o agente do FBI Joe Merriwether (Jefrrey Dean Morgan) sem saber como agir, até que ele recorre à ajuda do médico aposentado e analista civil Dr. Clancy (Anthony Hopkins), que possui uma espécie de premonição e consegue, também, visualizar como cada caso teve o seu desfecho. No entanto, Clancy resolve abandonar a investigação quando enxerga mais além e prevê algo que afetará a todos mais a frente.

Os arcos repletos de suspense vão sendo construídos, a partir de então, em momentos que chegam a ser macabros como algumas atitudes de Dr. Clancy. Cada caso possui uma ligação em comum, assim como Seven, que leva os personagens a entenderem o objetivo do assassino. Além dessa construção, há outro fato que também relembra a narrativa do longa de Fincher, que é a aparição do assassino, tornando-se mais um mistério. Quem será o assassino? Além da dupla formada por Clancy e Joe, a agente Katherine Cowles também rouba a cena no filme.

Mais acima, falei que o longa me faz lembrar a série Hannibal. Agora vou explicar o porquê e isso pode ser um spoiler. Então cuidado! Pense bem se você quer continuar lendo…

Quando Dr. Clancy chega às cenas do crime, ele tem uma visão do exato momento ocorrido. A situação é toda remontada, o que me fez lembrar de Will Graham interpretado por Hugh Dancy. A diferença é que Dr. Clancy não se torna o assassino nessa reconstrução.

Outra surpresa de Presságios de um crime é a direção, realizada pelo brasileiro Afonso Poyart (Dois Coelhos). Ela é repleta de efeitos especiais e cenas em slow motion, além de ser um longa esteticamente bem trabalhado. O filme cumpre sua função de thriller policial, prendendo o espectador do início ao fim e ainda traz suspenses em outras narrativas paralelas a respeito da vida pessoal dos personagens de Hopkins e Jefrrey. Então, se você está a fim de um bom filme desse gênero, corre pro cinema que Presságios de um crime estreia nesta quinta (25).







Divulgação Warner Bros.
O filme Férias frustradas de 1983, com um tipo de comédia um pouco exagerada, mas bem aceita nos anos 80, foi um grande sucesso nos cinemas, possibilitando o lançamento de diversas sequências, incluindo produções para a TV. Trinta e dois anos depois, temos o prazer (?) de relembrar as desastrosas situações em um remake do longa, chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10 de setembro) e trazendo consigo atores conhecidos do público e das comédias atuais como Ed Helms (Se beber, não case), Chris Hemsworth (Thor), Charlie Day (Quero matar meu chefe) e o casal protagonista do filme original Chevy Chase e Beverly D'Angelo interpretando os pais do protagonista Rusty (Ed Helms). Além de um elenco razoável, temos também John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, os roteiristas de Quero matar meu chefe assinando o roteiro e direção do remake. Juntando tudo isso, conseguiríamos uma comédia agradável, certo? Bom...

Divulgação Warner Bros.
A abertura, com diversas fotos antigas e inusitadas de situações familiares nos alerta, ao som de “Holiday Road” por Lindsey Buckingham, que um roteiro de piadas ácidas e politicamente incorretas está por vir. Antes fosse, pois era possível se divertir com as fotos da abertura. Algo que se tornou difícil quando o longa se iniciou de fato.

Nas sequências iniciais do remake, o protagonista Rusty nos é apresentado exercendo sua profissão de piloto de aeronaves numa companhia aérea americana de baixo nível e como pai de dois filhos em um casamento frio e sem novidades com Debbie (Christina Applegate). É então que, ao entender que precisa de algo diferente para salvar o casamento e estabelecer um bom clima na família, Rusty tem a brilhante ideia de levar todos para atravessar o país com destino ao parque Walley World, na Califórnia, onde ele e sua família foram quando adolescente. Em tal ponto, o longa já está sofrível de se assistir com o seu frequente banho de piadas desnecessárias e grotescas onde nem mesmo o bonitão Chris Hemsworth pôde amenizar a situação.

Divulgação Warner Bros.
O roteiro segue basicamente o mesmo trajeto da versão original, o que pode dar um sentimento vanguardista para os que apreciaram a versão dos anos 80 e se divertiram com ela, mas que talvez tenha confundido a mente dos roteiristas, dando a impressão que esquecerem que o novo longa se passa nos dias atuais, trazendo comportamentos, conversas e situações nem um pouco condizentes com uma família em pleno século XXI.

Divulgação Warner Bros.
Alguns pontos conseguem sobressair do constrangimento e provocam risadas honestas do público (ao menos daqueles com um humor mais ácido e negro), como a sequência da moça na estrada com sua Ferrari ou do desastroso passeio a remo ao som de Without you. Tais momentos não deixaram de causar o sentimento, ao sair do cinema, de alívio. Férias Frustradas poderia ser uma produção muito superior do que o apresentado se obtivesse um roteiro razoável, aproveitando melhor o elenco regular e removendo o pensamento "Como eles aceitaram fazer isso?". Infelizmente, a frustração foi além do seu título. Agora, nos resta apenas esperar por comédias melhores neste ano.



Com esse grande momento do cinema de super-heróis, com o Marvel Cinematic Universe (MCU) bombando, a DC preparando seu próprio universo e a Sony ferrando a imagem de diversos personagens legais, nada mais justo do que lembrarmos uma obra significativa dentro de tudo isso: Howard o Super-Herói (Howard the Duck, 1986), o primeiro filme pras telonas de um personagem da Marvel.


Escrito por Willard Huyck e Gloria Katz, com direção do Huyck e produção executiva de George Lucas, Howart the Duck é comumente colocado nas listas de piores filmes de diversas revistas e portais por aí e, nossa, que injustiça.


É interessante, antes de mais nada, fazer um comparativo com o filme da edição passada desta coluna, o Super Mario Bros. O longa do ícone da Nintendo é realmente difícil de defender, principalmente por passar longe de um fanservice, fazendo praticamente zero referência ao produto original. Se esse é frequentemente um argumento contra um filme de adaptação então cuidado quando for falar de Howard the Duck.


A obra fílmica de Huyck respeita muito o personagem dos quadrinhos, numa época em que readaptar de qualquer forma era a tendência. Assim como nos quadrinhos, Howard do filme veio de um local onde os seres racionais do planeta são patos, cai na Terra na cidade de Cleveland, conhece a mocinha Beverly Switzler, sabe lutar o Quack Foo. Tudo isso foi retirado das próprias HQs de 1973 (primeira aparição do pato) e 1976 (sua primeira revista solo). Vale destacar que essas são características de um personagem bem marginalizado e que provavelmente passariam despercebidas na época pela maior parte do público que desconhecia Howard se fossem ignoradas. 


Mas ok, descartar a mitologia de Howard não é a crítica a qual o público tanto se apega. O “problema” é: durante todo o filme há piadas com relação ao personagem principal ser um pato, indo desde expressões a versões aviárias de produtos conhecidos (Playduck, por exemplo). Isso, mesmo sendo bobo e óbvio, diverte muito e é bastante aconchegante para quem pretende ver um filme sem grandes dramas e tramoias mirabolantes. Então você não precisa assistir pisando em ovos (viram o que eu fiz?), vá ver para relaxar porque ignorar a obra devido ao fato de ter muitas piadas é uma pena (viram o que eu continuo fazendo?).


Mas há uma pergunta que não quer calar (o bico): Se eu já falei o que o filme tem de bom e de ruim porque você continuaria lendo este texto até o final? Então, porque ainda há muita piada infame há ser feita e uma imagem de erotismo elevado que vai valer a pena (eu não tenho um leque muito grande de opções, então algumas piadas vão se repetir, o que é uma pena).


 Howard é um ex-músico que hoje leva uma vida monótona em United States of Anatidae. Uma máquina na Terra apresenta uma falha e puxa, através de todo o espaço, a poltrona na qual o pato estava sentado (isso é ciência, vocês não entenderiam). Howard cai no nosso planeta e agora tem o objetivo de sair da casca do ovo e descobrir como voltar ao seu mundo.


Assim que chega, Howard salva Beverly (Lea Thompson) de um desses malucos que vivem nos becos dos filmes americanos dos anos 80 e assim forma sua primeira amizade. A jovem é vocalista de uma banda fracassada, que toca em um bar de Cleveland.


Alguns críticos podem questionar a forma como os seres humanos se relacionam com um pato falante no filme. Exceto todas as vezes que acham que Howard é um anão em uma fantasia, as pessoas realmente levam muito numa boa o fato. Mas novamente reforço: também é assim que funciona nos quadrinhos. Qualé, estamos falando de uma ave guitarrista! A HQ nunca precisou se levar a sério. O objetivo dela era satirizar com o clima Noir, com o Pato Donald, com os próprios super-heróis, entre outras coisas.


Dito isso, o filme tinha tudo para ser bem melhor. Ele começa bem despojado, com um pato carismático, piadista, metido a cool tentando se adaptar ao nosso planeta. Mais ou menos como nas histórias em quadrinhos. 


O filme faz pensar que o vilão seria um cientista que tenta sempre convencer o pato a aparecer na imprensa e ganhar dinheiro, mas da metade em diante aparece o grande vilão e ele não é muito divertido. Com este personagem, vem uma série de cenas maçantes.


Os efeitos especiais do pato são legais, a movimentação é aceitável. Já os do vilão são bem toscos. Outro aspecto que poderia ter contribuído é o próprio estilo do filme. O Howard do cinema é cool até demais. Nos quadrinhos, ele puxava muito mais para o noir e para um clima de detetive. 


Trabalhar com tal personagem também devia ser o sonho de muito roteirista porque há muita liberdade e situações a serem extrapoladas. Huyck não conseguiu desenvolver o enredo muito bem. Para você ter uma ideia, os primeiros inimigos que o pato enfrenta nas revistas Marvel são um sapo gigante e uma vaca vampira. 


Em resumo, o enredo é fraco, tirando o pato todos os personagens são desinteressantes, algumas cenas são cansativas e o humor é bobo, mas além do humor bobo poder pender para o lado positivo, o filme também tem seus momentos divertidos, grande parte dos efeitos especiais dignos, e é ideal para desopilar durante uma migração em bando para o sul.


Por que assistir a Howard the Duck:


Personagem atual: Howard apareceu na cena pós-crédito do filme Guardiões da Galáxia. Talvez tenha sido apenas uma piada, já que a estreia do blockbuster foi um dia depois do aniversário de 28 anos do clássico de 1986, mas pode ser também que haja planos para o pato extraterrestre e seria bom conhecê-lo melhor.


Imagem de erotismo elevado que vai valer a pena: Além duma cena perturbadora em que quase que Howard afoga o ganso  com Beverly, também temos essa imagem aí embaixo de pura sedução (valeu a pena esperar, certo?)


Mas enfim...

NOTA:

Howard the Duck (1986)

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20/02/2015
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