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Um dos personagens mais icônicos da ficção, criado em 1912 por Edgar Rice Burroughs, Tarzan já foi retratado diversas vezes na literatura, em quadrinhos e desde 1918 é adaptado para o cinema. Difícil alguém não conhecer essa história tão enraizada na cultura pop. O bebê órfão que, sozinho na selva africana, acaba sendo criado por macacos e desenvolve habilidades físicas superiores às de pessoas da civilização, além de poder se comunicar com os animais, é uma referência à tantas histórias mitológicas, como a lenda de Rômulo e Remo e Mogli: O menino lobo, por exemplo.

Falando nisso, ao final da sessão, a única coisa que pensei foi que eu deveria ter assistido o longa Mogli (2016) antes (e ainda não vi). Isso porque, apesar do 3D meia boca de A Lenda de Tarzan (2016), o filme tem estratégia e efeitos visuais que prenderam muito minha atenção, coisa que em Mogli (2016) também parece ser um grande trunfo percebido já no trailer. Então talvez eu ficasse menos impressionada com o filme nesse aspecto. Porém, voltando ao 3D, parece ter sido mais uma vez um recurso mal utilizado pela direção. A fotografia do longa é escura, seja na Londres acinzentada, cenário do início da história, seja nas cores fortes e quentes do Congo, e não há muita profundidade de campo, o que faz a tecnologia vista na telona ser desnecessária.

Sobre o roteiro, anos após ter saído da selva e vivendo na civilização, John Clayton III (Alexander Skarsgård) é um lorde que tenta se desligar da figura de Tarzan e da fama que a cerca. Casado com Jane (Margot Robbie), esta parece ser a sua única ligação mantida com o passado, além das memórias de uma vida livre de imposições sociais. Formalmente, Tarzan é Lord Greystoke, e este é convidado pelo Rei Leopoldo que nem dá as caras no filme, da Bélgica, a fazer uma visita ao continente africano. Relutante em aceitar, John acaba sendo convencido por George Washington Williams (Samuel L. Jackson), um ex-combatente da guerra civil norte-americana, que acredita que o monarca belga vem escravizando nativos no país e precisa de ajudar para provar isso.

Temos no meio disso tudo um vilão típico de Christoph Waltz e é muito triste ver um ator com tanto potencial, sendo rotuladíssimo. Waltz é o imoral Leon Rom, que prometeu entregar Tarzan ao líder de uma tribo de canibais (Djimon Hounsou) em troca das pedras preciosas da região. E aí, já sabe né? Vira aquele feijão com arroz de saga do herói para salvar a mocinha que foi sequestrada, muita luta na selva com animais muito bem trabalhados no CGI, as piadinhas mal humoradas típicas dos personagens de Samuel L. Jackson, flashbacks mostrando aquela história que a gente bem conhece... Enfim, nenhuma novidade.

Sobre os flashbacks, destaque para a divertida cena que mostra como Tarzan e Jane se conheceram. A Jane de Margot Robbie procura fugir sutilmente da linha "donzela indefesa". Robbie demonstra força no olhar e na atitude, mas infelizmente o roteiro não vai muito além no empoderamento da mulher. 
Em se tratando de violência e drama na história, o roteiro pega leve justamente pela classificação indicativa, na ambição de conseguir um público maior. Fico bem triste com blockbusters que se rendem nesse sentido, prejudicando o desenvolvimento natural da trama.

Para quem não sabia, assim como eu, David Yates, dirigiu os últimos filmes da saga Harry Potter, a partir de A Ordem da Fênix (2007), e isso ajuda a entender a percepção que o diretor costuma inserir em seus trabalhos, principalmente no aspecto visual. Coincidência ou não, também não sou muito fã dos últimos filmes da saga do bruxinho, embora em um saldo geral, os classifico como razoavelmente bons, mas que deixam muito a desejar se comparado com os ótimos “O Prisioneiro de Azkaban (2004), “A Pedra Filosofal (2001)”, “O Cálice de Fogo” (2005) e “A Câmara Secreta” (2002)” (por ordem de preferência SIM).

A Lenda de Tarzan (2016) também recebe esse veredicto. Razoavelmente bom, mas facilmente esquecível. Assim como aquela sua crush


Divulgação Diamond Films
Dois caras legais é uma espécie de filme que você não coloca muita fé em seu material de divulgação, mas torce pelo melhor, já que existe gente competente e muito boa envolvida, da direção aos atores. Mas apenas quando senta na poltrona do cinema, e em apenas 20 minutos de longa, você percebe que está diante de personagens incríveis, atores grandiosos e direção espetacular, fazendo você chegar a conclusão que está assistindo a uma das melhores comédias do ano.

Shane Black, que além de diretor também escreve o longa, quis mostrar todas as excentricidades da década de setenta, trazendo ao público, e expondo para o mesmo, algumas "verdades" presente naquele momento. Apesar de parecer chocante uma criança com arma em punho ou até mesmo tecendo uma crítica sobre determinada cena pornográfica(detalhe: com a própria atriz que a fez a cena), tentando mostrar os absurdos que a época achava "normal".

Divulgação Diamond Films
O correto e o certinho estão bem longe da trama, aqui conhecemos dois detetives particulares: um ex-alcoólatra e brutamontes, Healy(Russell Crow), e um pai desestruturado, alcoólatra e medroso, March(Ryan Gosling). Apesar do público está acostumado com um Crow mais pesado e sério, ele se sobressaí aos personagens anteriores e consegue brilhar, mas quem rouba a cena é o Ryan Gosling que consegue arrancar a maioria dos risos na sala. É incrível o quão acertado é o trio protagonista, com uma salva especial para a atriz Angourie Rice(Holly), que interpreta a filha do Ryan no filme. Ela é espetacular, e rouba as cenas em que está para si, sem deixar créditos para os dois atores mais experientes.

Divulgação Diamond Films
Com uma trama politicamente incorreta, Shane Black consegue trazer um ótimo filme(o terceiro na sua lista de direções). Suas referências são mais do que acertadas, e entendemos que os anos setenta não foi uma época inofensiva, mas que definitivamente rendeu bons pornôs, cinema alternativo, alcoólatras, piadas escrachadas, famílias destruídas e detetives particulares loucos por ação e dinheiro.


1, 2, 3, 4 e, agora 5. Esse é o total de filmes da franquia A Era do Gelo se juntarmos o mais recente: O Big Bang. A promissora animação da BlueSky (pertencente à Fox) foi um acerto tremendo que continua sendo rentável para o estúdio. Com várias sequências seguidas, eles arriscam sobrecarregar o público com os mesmos personagens, mas há tanto carisma neles que, por enquanto, o roteiro ainda não perdeu sua qualidade. Mas é preciso ficar atento para não espremer tanto a franquia só para obter lucros.

Há muito tempo as animações não são consideradas mais filmes de criança. E o novo filme de A Era do Gelo traz como questão a ser abordada a superproteção dos pais com os filhos. Aliás, a obra é ótima para ser um programa de pais e filhos. Mas qual animação atual não é assim, não é mesmo?

Nesta nova sequência, Manny e Ellie querem manter sua filha Amora por perto. Ela está decidida a morar longe dos pais com seu futuro marido Julian. O pai sente ciúme e faz de tudo para protegê-la, mas até que ponto isso faz parte de uma relação saudável? É um dilema existente em várias famílias e que precisa ser debatido.

No entanto, enquanto ocorre esse plot, os mamíferos estão tentando salvar o mundo de uma catástrofe, originada de forma descuidada pelas trapalhadas de Scrat e sua noz, o maior acerto já feito pela BlueSky desde o primeiro filme. É incrível como é difícil enjoar desse personagem, mesmo sabendo que a premissa dele é sempre a mesma. Uma das consequências das aventuras do esquilo pelo espaço (que traz até uma referência à trilha sonora de 2001, de Kubrick) é a vinda de um meteoro ao planeta Terra, deixando todos preocupados.

Durante todo o filme há alguns desfechos interessantes que arrancam risos e fazem de A Era do Gelo uma animação ainda viva, apesar de seus desdobramentos em várias sequências. Outro ponto positivo é a dublagem brasileira que traz influências culturais de sucesso na internet.

A Era do Gelo: O Big Bang estreia nesta quinta (7).


Divulgação FOX
Maze Runner:  Prova de Fogo é o segundo capítulo da saga iniciada ano passado, com o subtítulo Correr ou Morrer. Adaptada dos livros escritos pelo autor James Dashner, a história continua onde o primeiro longa parou, os sobreviventes do labirinto sendo resgatados por um grupo, até então, desconhecido.

Antes de começar a resenha devo salientar que minha experiência é exclusivamente com os filmes, infelizmente ainda não tive o prazer(?) de ler os livros já escritos. Dito isso, vamos ao que interessa. O primeiro filme da saga Maze Runner, lançado ano passado, obteve um exito tão absurdo que sua sequência saiu apenas um ano após o lançamento do original. As críticas foram medianas e a bilheteria mais que satisfatória(U$ 340 milhões arrecadados, sendo gastos para a produção "apenas" U$ 34 milhões).

É notório a pressa que a FOX teve para produzir este filme, visto o sucesso do primeiro longa, além, claro, para o filme não "cair no esquecimento", devido aos inúmeros longas metragens descartáveis que inundam cada vez mais os cinemas, procurando um público cativo e certeiro: os adolescentes entre 12 e 17 anos.

Divulgação FOX
O filme é dirigido, em sua grande maioria, a um público específico. Existe cenas interessantes de ação, mas nada que já não tínhamos visto antes, como por exemplo a sequência dos prédios em ruínas uns por cima dos outros. Ótimo, mas nada novo. Vimos sequência parecida em Cloverfield - Monstro, do Matt Reeves. Em alguns pontos do longa, os protagonistas procuram respostas que estão obvias para o público. E você fica se perguntando o porquê eles estão se perguntando tais coisas, já que são claras em determinadas situações.

O elenco principal funciona, e apesar de pouco tempo de produção, você sente uma empatia entre eles. Dylan O'Brien e Kaya Scodelario são os nomes mais fortes do filme, e conseguem transmitir todos as tensões e sentimentos, apesar de Kaya não ganhar muito destaque neste capítulo.

Divulgação FOX
O filme dirigido pelo Wes Ball é competente, e deve agradar aos fãs dos livros e dos atores, mas com toda a certeza não deve animar aos mais velhos, ou aos que como eu, tiveram sagas adolescentes realmente competentes, vide Harry Potter. As cenas de ação não trazem nenhuma surpresa, mas empolgam na medida certa. A terceira, e provável última parte, já foi encomendada e deve sair meados do ano que vem, e com ela apenas um sentimento: Vingança!
Divulgação Fox
Já imaginou a essência do fenômeno pop Kick-Ass(Ação e Humor), com pitadas caprichadas de James Bond? Bom, é essa mistura que dá o tom ao novo filme do diretor Matthew Vaughn (X-Men: Primeira Classe), Kingman - Serviço Secreto é a nova aposta do diretor inglês que ganhou notoriedade logo após o grande "BOOM" que Kick-Ass causou no mundo da cultura pop em 2010.

Kingman nada mais é que uma homenagem(muito bem feita e de ótimo gosto, diga-se de passagem), ao velho e clássico estilo de filmes de espionagem, que claro, remete-se automaticamente(mas não exclusivamente), ao agente secreto 007. A agência secreta, que não é ligada ao governo britânico, tem como objetivo recrutar novos agentes, e é nesse enredo que o longa faz sua trajetória, onde acompanhamos a evolução do jovem “Eggsy", interpretado aqui por Taron Egerton, adolescente problemático, mas com um potencial incrível. Ele é recrutado por Harry Hart(Colin Firth) para encarar um treinamento para ser um Kingsman.

Divulgação Fox
Matthew é genial, e realmente sabe fazer um filme de ação a altura, vide 'Primeira Classe'. Em Kingsman ele conseguiu juntar a classe de um agente secreto inglês com frenéticas cenas de ação, a la Kick-Ass. O filme tem requinte, e em meio disso consegue ter cenas desenfreadas, muito bem executadas e que deixará os espectadores inquietos em suas cadeiras no cinema. A ação é na medida certa, e é impossível não remetê-las ao estouro do diretor em 2010. São cenas rápidas, mas que ao mesmo tempo tendem a mostrar cada detalhe do que nela acontece(a cena interpretada pelo Colin Firth é espetacular).

O vilão interpretado pelo Samuel L. Jackson é caricato e divertido, o ator consegue nos surpreender em cada papel. Aqui ele interpreta um gênio da informática que deseja "limpar o planeta dos próprios humanos", as cenas em que o personagem demonstra fobia a sangue são as melhores. E claro, todo vilão tem seu assistente, neste caso é a Gazelle(Sofia Boutella), que simplesmente tem próteses que se transformam em lâminas (o quão Fucking Awesome poderia ser isso??). Colin Firth é a classe em pessoa, e aqui não é diferente, o ator consegue transparecer uma calma e sabedoria de um verdadeiro gentleman inglês, um verdadeiro James Bond, mas sem os "00".

Divulgação Fox
O grande destaque fica por conta do protagonista, o estreante em grande produções, Taron Egerton. Ao contrario do que aconteceu com o Aaron Taylor-Johnson, em Kick-Ass, o talento do ator é notável e ele consegue segurar bem o filme. O delinquente do Taron é realmente convincente e garante uma atuação além do esperado. O ator inglês deverá se tornar um queridinho do grande público, exatamente como aconteceu ao Aaron Taylor-Johnson, após sua interpretação mediana por Kick-Ass.

Kinsgman - Serviço Secreto é uma bela surpresa(ou não?) dirigido por quem mais entende e executa filmes de ação atualmente. O filme chega como uma grande sátira(e homenagem), aos filmes de espionagem e entrega um verdadeiro deleite aos fãs do gênero. Apesar das várias referências aos filmes anteriores do Matthew Vaughn, o longa consegue ser novo e cria sua própria identidade em meio ao ótimo humor e ação. A cultura pop ganhou mais um membro a se cultuar, e com isso um último pedido: Matthew, vida longa e próspera as suas criações e adaptações.

Estreia hoje, nos cinemas brasileiros, uma das apostas da Disney para o início do ano. Caminhos da Floresta, ou originalmente, "Into The Woods", que conta com a direção de Rob Marshall, que já despontou no comando de grandes produções musicais, vide "Chicago", em 2002.

O triste é saber que o público brasileiro não costuma recepcionar muito bem musicais, vide "Chicago", do próprio Rob Marshall, que amargou uma bilheteria pífia aqui no Brasil.

Com elenco estelar, e a premissa de um de "mix" de contos de fadas, misturando todos num caldeirão e entregando um final particularmente bem diferente dos "finais felizes" que vemos neles(diria até bem surpreendente para os "padrões Disney"), Caminhos da Floresta, vem tentar chamar a atenção de um público que ainda é tímido no país, mas que cresce a cada dia, os apreciadores de musicais.

Divulgação Disney
Baseado no musical de mesmo nome que estreou em 1987, na Broadway, James Lapine, criador, também é o roteirista do longa. Stephen Sondheim compôs as músicas e as letras. Estrelado por Meryl Streep, Emily Blunt, James Corden, Anna Kendrick e Chris Pine, eles encarnam os mais diversos contos de fadas, que incluem: Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão e Rapunzel.

O filme torna-se original ao sintetizar todos esses personagens em um mesmo mundo, todos interagindo entre si. A trama é bastante amarrada e certinha. Mas existem alguns problemas cruciais nessa história, e um deles é a escolha de parte de seu elenco. O ator James Corden, a atriz Anna Kendrick e as crianças do longa, são de longe, a pior escolha da película. Cantam bem, são bons atores, mas o carisma deles é zero! Todos, sem exceção, não exprimem carisma em nenhum momento do longa. Você não consegue torcer por tais personagens em momento algum, um erro fatal. Em determinados momentos você chega a torcer contra a eles.

Divulgação Disney
Já na outra ponta do elenco, temos a incomparável Meryl Streep, sempre roubando a cena no que faz, e aqui não é diferente. Sua bruxa má é incrível! Até sua atuação em "Mama Mia", que não foi muito bem recebida, não poderá ser questionada aqui. Meryl canta bem, e não desafina. Emily Blunt é sempre bem-vinda em qualquer produção, com sua atuação confiante e seu timbre de voz completando o bom personagem. Chris Pine é uma grata surpresa no longa, pois além de cantar muito bem, sua atuação como Príncipe é carismática e engraçada.

O terceiro ato do longa tenta inovar, deixando de lado o já tradicional "felizes para sempre", para incorporar algo diferente do universo Disney: Morte, destruição, adultério e um final totalmente diferente das histórias tradicionais já contadas pelo estúdio. Um ponto positivo, mas que não agradará aos mais conservadores fãs.

Rob Marshall consegue entregar um filme interessante, um bom musical. O diretor já tem experiência com eles, e comanda bem. Mas a escolha errada de parte do elenco é comprometedor em alguns momentos. Com um final inovador para o estúdio do Mickey, Caminhos da Floresta, é um bom entretenimento familiar.
Reprodução/Universal Pictures

Depois do inesperado sucesso de TED(2012), Seth Macfarlane volta como diretor e roteirista em um filme ambientado no faroeste americano, onde todos morrem de mil maneiras diferentes e das formas mais bizarras possíveis. 

Ao contrário do nome brasileiro, ("pegar na pistola" pros executivos do Marketing deve ter soado bem melhor do que "maneiras de morrer"), o filme brinca com o fato de ser difícil "sobreviver" no velho oeste em pleno século passado. E o filme não polpa maneiras de matar os figurantes. Seja por um confronto típico entre homens do velho oeste, ou até mesmo ser surpreendido por um touro descontrolado enquanto você vende loção para bigodes.

O filme tem um ar de "um nerd no velho oeste", uma verdadeira paródia sobre os filmes westerns, que já fizeram a cabeça do público norte americano por muitos anos, mas que hoje estão praticamente esquecidos. Todos os elementos de um faroeste estão lá: Saloons, donzelas, confrontos ao meio-dia, brigas, mortes e mais brigas. O personagem do Seth é Albert, um criador de ovelhas que mora com os pais, e acabou de ser dispensado pela garota que ama, personagem da Amanda Seyfried(Louise). Logo depois ele se envolve com Anna(Charlize Theron), esposa do grande assassino Clinch(Liam Neeson).

O filme tem várias piadas interessantes, e outras desnecessárias. A direção, roteiro e atuação do Seth é que deixam a desejar. Ele ainda tem muito o que aprender na direção e mais ainda no quesito interpretação, apesar disso, a química entre o Seth Macfarlane e a Charlize Theron é notável, eles ficam completamente a vontade um com o outro. Liam Neeson faz aquele clichê dos seus filmes de ação, e a Amanda Seyfried continua apagada, como em vários longas que interpretou recentemente. Surpresas interessantes aparecem nos coadjuvantes. Giovanni Ribisi e Neil Patrick Harris conseguem arrancar algumas risadas em seus respectivos personagens. 

Seth MacFarlane é um grande Nerd oitentista que procurou unir velho oeste com contemporaneidade sem muito sucesso neste longa. O Crossover com o "De volta pro Futuro III" é um exemplo disso, mas nada que salve o filme de uma bomba. O personagem Albert é o "moderninho" em um mundo com personagens confusos de seu tempo. Alguns estão no século passado, enquanto outros, assim como o Albert, estão no século atual. Direção, roteiro e atuação não estão em comum acordo. Seth escreve bem, suas piadas funcionam na maioria do longa, mas sua interpretação, assim como sua direção, são sofríveis. Menos Seth diretor/ator, e mais Seth roteirista seriam uma ótima pedida para o próximo longa assinado por ele.

Horns, ou melhor dizendo, "O Pacto"(título brasileiro que em nada remete ao filme), tem uma premissa interessante e original, mas infelizmente o roteiro e a direção do novo, porém experiente diretor, Alexandre Aja, não fazem jus a uma obra que poderia tornar-se única do gênero.

A história gira em torno do personagem de Daniel, Ig Perrish, que é acusado de ter assassinado a própria namorada, Merrin(Juno Temple). Mas além de ser perseguido pela imprensa local e ter todos duvidando de sua palavra, o mais bizarro acontece. Ig acorda com chifres em sua cabeça! Logo, ele descobre que com eles, as pessoas passam a revelar os seus maiores segredos.

Com esse contexto, o filme teria tudo para agradar, mas se perde em um roteiro muito auto-explicativo e que deixa as coisas fáceis e ao mesmo tempo confusas demais para o espectador. O humor negro do filme é um ponto forte, mas o horror explorado não é interessante.

Alexandre Aja começou bem sua carreira em filmes de horror, mas perdeu sua credibilidade com fracassos recentes, vide "Piranha 3D". O diretor não faz feio nesta película, mas o excesso de explicações do roteiro deixam as coisas chatas e entediantes. Infelizmente, a direção de Alexandre Aja não deixa a plateia tomar as rédias do filme e interpretar da sua própria maneira, tudo é devidamente explicado, sem necessidade.

Um ponto alto do filme são as atuações. Daniel mostra uma performance impecável, e é provavelmente sua melhor atuação até aqui. Juno Temple está perfeita no papel da vítima de assassinato e par romântico do protagonista. E não esquecendo do Max Minghella, que mostra-se eficiente, mas nada excepcional. Outro ponto a se destacar são os efeitos especiais e a maquiagem do filme, que são realmente fantásticos. Daniel caracterizado de demônio no final do filme é um verdadeiro espetáculo visual.

Horns é um bom filme, original e com atuações incríveis. Apenas se perde na tentativa de explicar demais o bem e o mal dentro de cada um de nós. Mas uma coisa o filme nos ensina bem, ter um par de chifres nem sempre é ruim...  

[Review] - Horns

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20/10/2014
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  Era uma vez num reino muito distante... Essa frase que marcou a infância e imaginação de todos se expande de uma maneira gigantesca e vai muito além do simples conto de fadas que conhecemos e partilhamos durante tantos anos. A adaptação francesa de A Bela e A Fera abrange relações e uma apreciação a narrativa psicológica que nos faz refletir e ter a conclusão de que, literalmente, o público alvo desse filme não são as crianças.

  Dirigido por Christophe Gans (Pacto com Lobos, 2003) o filme estrelado por Léa Seydoux (Azul é a Cor Mais Quente, 2013) e Vincent Cassel (Cisne Negro, 2010) possui uma maneira meio clichê de iniciar um filme sobre conto de fadas: uma mulher contando a história para duas crianças. Esse estranhamento (quanto ao clichê) se desfaz com o desfecho do longa que também vai além do simples “fechar o livro” e acabar a história.

  Depois de um naufrágio, o pai de Bela, que é um comerciante e mais cinco irmãos, perdem sua fortuna e vão morar num local ameno e rural. Apenas Bela se adaptou ao lugar. Na volta de uma viagem à cidade, o pai encontra um lindo palácio. Entra, bebe, come e pega uma rosa do jardim, quando o dono do local, a Fera (Vincent Cassel) o condena e diz que ele sobreviverá se trouxer alguém em seu lugar. Ao chegar em casa e contar aos filhos, Bela não pensa duas vezes e vai em direção ao castelo para proteger o pai. Chegando lá ela se depara com um local mágico e cheio de mistério. Percebendo a amargura da Fera, ela tenta descobrir sobre seu passado para entendê-lo e ajudá-lo enquanto seu ambicioso irmão planeja roubar as riquezas do castelo.

  A Bela e A Fera pode ser uma adaptação de exageros estéticos (sim, eles abusam dos efeitos especiais), mas que, com certeza, enchem os olhos com a beleza dos detalhes e o incrível trabalho da direção de arte, que trabalha muito bem os detalhes: figurino, locações e efeitos. Tudo é exagerado, o suficiente para nos fazer prestar mais atenção ao contexto geral da produção e não apenas na representação dos atores.

    Apesar de utilizarem muitos efeitos especiais, a adaptação não perde (e passou longe de perder) a característica principal do cinema francês: a valorização do diálogo. A história da Fera, mais especificamente, recebe um relevante foco e atenção. O roteiro do filme também é assinado por Christophe Gans juntamente com Sandra Vo-Ahn e fazem do filme tão grandioso quanto o conto original, escrito por Gabrielle-Suzane Barbot e publicado em 1740.









Marvel/ Divulgação
  Quando a Marvel anunciou Guardiões da Galáxia, muita gente se perguntou se o projeto daria mesmo certo. A questão é que a equipe liderada por Peter Quill nunca foi muito conhecida dos “marvetes’’, menos ainda do público geral. Uma aposta aparentemente arriscada, mas não se engane. Tudo cuidadosamente calculado pelo estúdio, que já havia se aventurado em produções anteriores como Homem de Ferro (2008), com a escolha de Robert Downey Jr para viver o bilionário  playboy, filantropo... Tony Stark. Anos depois, a Marvel Studios apresenta uma primeira fase totalmente concluída e sua segunda fase em andamento, já com Thor - O mundo Sombrio e Capitão América - O Soldado Invernal lançados, chegou a vez desse filme despretensioso, cheio de humor e de ótimo bom gosto: Guardiões da Galáxia.

  Como muitos sabem, o Universo Marvel é gigantesco, e vai muito além do planeta Terra. Se os planos da Marvel era colocar Thanos como o grande vilão (que fechará o arco das três fases), seria preciso expandir o Universo para os cinemas também. Expansão esta que não ficaria apenas com Thor, como um ser intergalático, mas também com os guardiões. Tendo isso em mente, eles não ficaram parados.

  O filme nos apresenta cinco "guardiões": Peter Quill, interpretado por Chris Pratt (Parks And Recreation, Zero Dark Thirty), é um caçador de recompensas. Chris está muito bem em seu primeiro grande papel nas telonas, parecendo saber por onde caminhar e segura a força e a malandragem do "Senhor das Estrelas" totalmente à vontade. Seu Peter Quill rende boas risadas e deve cativar o público. Gamora, interpretada pela belíssima e agora verde, Zoe Saldana, está muito bem, sem surpresas. A atriz já tem experiência com mundos originados em computação gráfica (Avatar) e sabe muito bem utilizar os recursos do Chroma Key para interagir com personagens que só irão existir no vídeo. Força, frieza e alma de guerreira são as características da interpretação de Zoe para Gamora. Drax é vivido pelo ator Dave Bautista. Um brutamontes com pouca inteligência, e uma vingança em mente, com ótimo texto. Suas entradas são quase todas para quebrar alguma coisa ou para fazer o espectador rir de algo que ele provavelmente não entendeu.

  Mesmo o Chris Pratt sendo o bonitão da história, quem rouba a cena definitivamente é a dupla de alienígenas Rocket Raccoon e Groot, dublados respectivamente por Bradley Cooper e Vin Diesel. Os atores emprestaram suas vozes para o guaxinim antropomórfico inteligente e para a  árvore humanoide, criados totalmente em computação gráfica (CGI). A dupla funciona como Cérebro (Cooper) e Coração (Diesel). Groot tem apenas uma frase no filme: "I'm Groot!" e solta grunhidos, respirações e uma variação dessa mesma frase. Apesar desse pouco vocabulário, Rocket consegue interpretar tudo que Groot está querendo dizer e sempre exerce a função de ''tradutor'' da árvore para os outros personagens. Falando nele, Rocket é definitivamente o melhor personagem do filme. Suas falas são cheias de ótimas tiradas, entradas e finalizações. Destaque para a interpretação de Bradley Cooper, que nunca tinha trabalhado com dublagem antes, e do irmão do diretor James Gunn (Seres Rastejantes), que "interpretou" Rocket nas locações. A atenção voltada as características da personalidade de Rocket foi tratada com muito primor, o que trouxe ao público uma humanização e complexidade onde menos se esperava.

  O filme é visivelmente focado nos personagens que formam o grupo dos "Guardiões". Alguns vilões apresentados, como Ronan (Lee Pace) e Nebula (Karen Gillan), são chatos e não fazem jus ao time de vilões já conhecidos nos filmes da Marvel (isso não se aplica ao Mandarim, claro), justamente por não terem muito desenvolvimento na trama. O único vilão que vale a pena é o personagem do ator Michael Rooker, Yondu. O ator tem um sotaque característico, bem interiorano, e encaixou perfeitamente no personagem, com um tom de humor interessante. Tivemos também atores mal aproveitados na trama, como a incrível Glenn Close (Nova Prime), que interpreta a líder da Tropa Nova e Benício del Toro, que interpreta "O Colecionador". Provavelmente, na já anunciada sequência de Guardiões da Galáxia, seus personagens serão menos esquecidos e terão mais falas no longa.

  A direção de Gunn é realmente competente. Como Joss Whedon, em Os Vingadores, Gunn sabe exatamente como agradar tanto os fãs dos quadrinhos, como também o público que nunca ouviu falar dos Guardiões da Galáxia, muito menos de toda a sua mitologia. Sua direção já foi confirmada para o segundo filme, o que é essencial para um bom desenvolvimento da história, durante os próximos anos que o filme deve tomar as telonas mundo a fora.

   A trilha sonora setentista é um espetáculo à parte. The Runaways, Marvin Gaye e Tammu Terrell, Jackson 5, Bowie, entre outros, fazem do filme um túnel do tempo que gostaríamos de entrar pra nunca mais sair. Essa mixtape, que Peter Quill carrega para todo lado, é parte fundamental dentro da narrativa e traz aquele ar nostálgico de produções de ficção científica de décadas passadas. Assim como a trama e os confrontos espaciais épicos muito lembram as sagas Star Wars e Star Trek. As referências são incessantes, mas agora vamos falar de dança. Kevin Bacon é incansavelmente citado por sua interpretação em Footloose, sendo ídolo e inspiração maior de Peter Quill (o que faz muito sentido, visto que o personagem é abduzido ainda criança, sendo Footloose um sucesso da sua geração anos 80), o que rende mais dezenas de piadas e dancinhas. 

  Pode esperar por muita aventura, humor exaustivo, confrontos empolgantes e muito dinamismo visual e coreográfico. Guardiões da Galáxia é uma ótima surpresa da Marvel Studios para o segundo semestre, e deve agradar ao público, assim como nos agradou. Prepare-se, pois o universo galáctico da Marvel apenas começou.


Vários filmes já retrataram a invasão alienígena ao nosso planeta, sempre com muita ação, guiado por um herói humano que salva a nossa a pele. Em "Sob a Pele" (Under The Skin), de Jonathan Glazer (Reencarnação), vemos exatamente o oposto:  a invasão ocorre de maneira discreta, e não sabemos exatamente o que motiva essa  incursão extra-terrestre. Sob a Pele também é um filme que não vai agradar aos expectadores  de ficção científica com ação convencionais.  A produção já tem um início atípico: uma sequência de alguns segundos de tela preta, com a nossa alienígena predadora aprendendo a enunciar palavras em inglês. 

Scarlett Johansson vive a personagem central do filme, uma alienígena sem nome, que com o auxílio de outro alien (também sem nome), provavelmente o líder da missão enigmática, sai pela cidade em uma van, com o propósito de seduzir rapazes e levá-los para a sua casa. Durante o filme, vemos a alienígena seguir em sua caçada ao mesmo tempo que absorve as emoções humanas, ao meu ver, o principal arco da história. O que chama a atenção nessa caça predatória, é que a alien só leva para o seu sombrio apartamento homens solteiros ou que não tenham família, o que já indica o primeiro indício de humanização da personagem. Chegando no apartamento, tem início o clímax da caça: Scarlett tira a roupa enquanto a vítima a segue e é sugada por uma espécie de gosma preta. As cenas podem ser consideradas como umas das mais tensas do últimos anos, mérito também de uma trilha sonora marcante  e aterradora, composta por Mica Levi.

O conceito e a estética do filme são peculiares, fazendo parte da narrativa, que com poucos diálogos, é  apoiada no instinto, tanto da personagem principal interpretada por Scarlett Johansson, quanto do espectador.  A fotografia de "Sob a Pele" é limpa, quase como um documentário. Uma curiosidade que destaca ainda mais essa estética de documentário, é o fato das cenas em que Scarlett aborda suas vítimas , serem filmadas com câmera escondida, e os rapazes serem avisados depois que estavam participando da gravação do filme.

"Sob a Pele" é um ótimo filme de suspense que evoca sensações e interpretações diversas sobre o que realmente a alienígena estava fazendo aqui na terra, e vale muito a pena assistir, não só para ver as belas curvas da musa Scarlett Johasson, mas por toda experiência estética e narrativa positivamente incomuns da produção.

Nota: 9.
Onde Encontrar: Já disponível On-Demand na internet.


E nesta quinta-feira estreou aqui no Brasil uma das obras primas dirigidas pelo diretor Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste! O filme conta com nomes de peso, e Anderson não economizou na lista dos atores e atrizes que fazem uma ponta aqui ou ali, são eles: Ralph Fiennes, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Jude Law, Bill Murray, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Owen Wilson e Tony Revolori, Léa Seydoux. Ufaa!! Muitos desses nomes já são figurinhas certas nos filmes do Wes Anderson, o Bill Murray é um deles.

Os filmes do Wes Anderson são sempre particulares e de público limitado, mas de ótimo bom gosto, principalmente por seu perfeccionismo na hora de dirigir as cenas. E em "O Grande Hotel Budapeste" não é diferente. Está tudo lá, os quadros perfeitos, a câmera com movimentos suaves (ou sem movimento algum), atores em marcações perfeitas e tudo bem centralizado, marca do Anderson. O filme apresenta nada menos que três aspectos de filmagem, 2.30:1, 1:82:1, 1.33:1. E não pense que o filme por mesclar tantos formatos perde o tom ou o ritmo, pelo contrário, ele ganha mais vida e tonalidades, visões diferentes, épocas distintas.

Mas calma, "Budapeste" não é apenas mais um show de perfeccionismo de um diretor espetacular como Anderson, mas sim uma comédia que mistura vários elementos de uma amizade verdadeira, um amor e atuações de se aplaudir de pé. Ralph Fiennes, por exemplo, está encantador na pele do M. Gustave, atuação brilhante e marcante. O seu fiel escudeiro, Zero, interpretado pelo iniciante, mas igualmente genial, Tony Revolori. A dupla consegue mostrar uma bela amizade, entre um concierge de um hotel, M. Gustave, e seu fiel Lobby Boy, Zero. E é com eles que acompanhamos os desfechos de duas guerras que assolaram o país, a disputa de uma herança de família e as súbitas mudanças que a Europa passou durante a primeira metade do século 20.

"O Grande Hotel Budapeste" também tornou-se a maior arrecadação de um filme independente da história dos EUA. Na sua estreia, no dia 7 de março deste ano, ele arrecadou em apenas quatro salas o valor de $800 mil dólares.

O filme merece todos os elogios que tem recebido da crítica e público, e ainda digo mais, é um dos melhores filmes do ano. Sua delicadeza e humor confuso desperta uma paixão a primeira vista de quem o assiste. "Budapeste" é uma obra-prima do Wes Anderson, e que merece ser visto e revisto diversas vezes, sem medo de ser feliz.

P.S. Fica apenas minha indignação a Fox, por ter lançado o filme com absurdos QUATRO meses de atraso em relação a estreia americana, em 7 de março. Segundo o site IMDB, fomos os últimos a receber o filme.

P.S.² O filme já foi lançado em alta definição nos EUA, e sabe qual a melhor notícia? Com áudio e legendas em nosso idioma!





Por Rebeca de Arruda

“A Culpa é das Estrelas” (TFIOS, para abreviar) é baseado no romance do americano John Green, que conta a história de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes com câncer que se apaixonam. Câncer e amor, duas coisas que rendem muitas lágrimas, e é isso que você pode esperar. É difícil, eu diria impossível, não se emocionar com a história de Hazel e Gus. Não tanto pelo câncer, que não é tão explorado como geralmente acontece no cinema, mas sim pelas suas histórias, pelas pessoas que eles são. No livro, Green está sempre lembrando que uma pessoa doente não é a sua doença, e no filme isso não poderia ficar mais claro.


Os fãs não tem do quê reclamar, tudo que Green escreveu foi brilhantemente traduzido para a tela – mostra que a Fox aprendeu com os erros (vide Percy Jackson) e entendeu que boa adaptação tem envolvimento do autor na sua produção, sim. Então, como o texto de Green, o filme faz com que você se sinta na TPM: você vai ter um milhão de sentimentos numa pequena fração de tempo, agora você está chorando, depois você está rindo, pouco depois diz “own” e aí está chorando de novo. Nunca vi tantos olhos cheios de lágrimas numa sessão, e olha que assisti “Marley & Eu” no cinema!


A trilha sonora foi escolhida a dedo para TFIOS, uma mistura que conta com nomes da música indie, como Jake Bugg e Lykke Li, até artistas mais pops, como Charli XCX (a maravilhosa que participa de Fancy da Iggy Azalea) e um duo de hip hop sueco Afasi & Filthy – tudo perfeito para acompanhar o mood swing ao qual será submetido o espectador.


Outra coisa que contribui para o sucesso do filme é o seu elenco – o casting não poderia ter sido melhor! Shailene Woodley, vencedora do Trophée Chopard de 2012, encanta o público com a sua interpretação da Hazel, provando que a atriz se dá tão bem em blockbusters, quanto em filmes indie. E Ansel Elgort, cuja estreia no cinema aconteceu no remake de “Carrie”, parece que nasceu para o papel de Gus – a aura de bad boy com um soft side cai muito bem no ator. Outro destaque do elenco é o Natt Wolff no papel de Isaac, um jovem que tem câncer nos olhos; Natt será o protagonista da próxima adaptação de uma obra de John Green, “Cidades de Papel”. 
 

E no elenco adulto, destaque para Willem Dafoe, (que na minha mente é o) eterno Duende Verde, no papel do Peter Van Houten, autor favorito da Hazel; e Laura Dern, de “Blue Velvet”, no papel da mãe da Hazel, a Sra. Lancaster – uma das atuações mais emotivas do filme. 
 

O maior hype do primeiro semestre de 2014 tem tudo para agradar gregos e troianos: 1) bem adaptado, para a alegria dos fãs, 2) com boas críticas, para a alegria do estúdio que deve superar o seu orçamento de U$$ 12 milhões logo na primeira semana, 3) e uma história de amor, e sobretudo da vida, para ninguém colocar defeito, que nos ensina que alguns infinitos são maiores que outros. O.K.?