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A franquia que marcou Matt Damon como Jason Bourne retorna aos cinemas após um hiato de 9 anos desde o último filme, "O Ultimato Bourne". Em Jason Bourne, o personagem título é confrontado mais uma vez pelo seu passado e tem que lidar com problemas maiores que nos filmes anteriores.

A personagem Nicky Parsons (Julia Stiles) retorna para expor a verdade sobre o assassinato do pai de Jason. Enquanto isso, Bourne está vivendo de forma sombria como um pugilista em lugares remotos. A trama deste quinto filme é recheada por temas atuais, com o mundo vivendo sob a ótica das mídias sociais e a ameaça de quebra de privacidade que governos podem estar envolvidos (entenda Governo Norte-Americano).

Alicia Vikander, vencedora do Oscar pelo filme "A Garota Dinamarquesa", interpreta Heather Lee, uma agente da CIA que começa um relacionamento duvidoso com Bourne.
A atriz  interpreta uma de suas personagens com menos nuances. Lee sempre aparece na tela com a mesma expressão, em uma interpretação sóbria e eficiente. As motivações da personagem é que deixam um pouco a desejar. Tommy Lee Jones, também vencedor do Oscar, é o diretor da CIA Robert Dewey, sendo o principal antagonista da história. São eles que dão combustível para o personagem de Vincent Cassel, Asset, perseguir Jason Bourne.

O trunfo de Jason Bourne são as sequências de ação. Pelas lentes de Paul Greengrass, diretor do segundo e terceiro filme da trilogia original, somos levados ao caos realista em que Jason Bourne se envolve. A trama, apesar de atual, pode parecer mais do mesmo. A história é parecida com o que vemos na série indicada ao Emmy Mr. Robot. Após sair da sessão podemos nos perguntar a razão pela qual este filme foi produzido. Não temos grandes reviravoltas sobre o passado de Jason Bourne. A trama sobre vigilância nas redes sociais se sobressai. Porém acredito que a principal razão para que Jason Bourne voltasse a ativa seja o fator nostalgia.

A montagem e a fotografia merecem destaque. Apesar de câmeras nervosas não serem tão interessantes, Greengrass utiliza este recurso de maneira mais leve que o habitual e as cenas ficam bastante realistas.

Se vale a pena assistir Jason Bourne? Com certeza. O filme é diversão garantida para os amantes de filmes de ação e da franquia. O roteiro pode até não ser perfeito, mas Paul Greengrass  e Matt Damon provam que é possível fazer um filme de ação com conteúdo.

Nota: 8





Com Amantes Passageiros, seu último filme lançado, Almodóvar retornou às comédias. Já, em 2014, Relatos Selvagens foi sucesso de público e crítica. É uma comédia argentina, mas com produção do diretor espanhol. Agora, ele retorna ao universo feminino com Julieta, sua mais nova obra que integrou a seleção oficial de Cannes de 2016 e estreia no Brasil nesta quinta (7).

Julieta é uma adaptação de uma obra da canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura em 2013. São três contos (Ocasião, Daqui a pouco e Silêncio) que estão no livro Fugitiva (2004), lançado no Brasil pela Biblioteca Azul. O filme é não segue uma linearidade e retrata o passado e o presente da personagem que dá nome ao título, interpretada pelas atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte.

Julieta mostra a história de uma mulher que abandona todos os seus planos de se mudar para Portugal com o namorado após descobrir que a filha vive em Madri. A partir de então, a protagonista mergulha em seu passado através de uma narração em primeira pessoa, destinada a filha, em que conta como conheceu o homem que se tornaria o pai de Antía. Mergulhamos juntos a Julieta em uma história de amor e decepção na qual se afoga mais quem se prender mais ao passado. E isso é algo que passa de mãe para filha.

O olhar das atrizes que interpretam Julieta penetra no espectador com muita dor e angústia. São duas atuações excelentes que carregam toda a carga dramática do filme de forma espetacular. Um dos destaques do filme é a mudança de uma atriz para a outra enquanto a filha Antía enxuga o cabelo da mãe. As cores de Almodóvar, tão citadas na música de Adriana Calcanhoto, são mais fortes do que nunca e muitas vezes trazendo um equilíbrio entre vermelho e azul.

A trilha sonora se encaixa bem, principalmente nos momentos de tensão, incrementando ainda mais o roteiro bem elaborado e fechado com uma ironia do destino. Julieta é, antes de tudo, um filme sobre mãe e filha, sobre carregar e sobreviver com culpa e como lidar com a mesma. Almodóvar faz uma volta triunfal ao universo feminino. Não percam esse filme!

No capital pernambucana, o filme pode ser visto no Cinema do Museu, no Cine Rosa e Silva e na sala Delux do shopping Recife.


O Brasil também tem o seu Invocação do mal 2, ou quase isso. A mistura do recém-lançado filme de terror com o já clássico Sexto Sentido dão o sabor ao nacional O Caseiro, que estreia nesta quinta-feira (23), véspera de São João.

Estrelado por Bruno Garcia (que também atua na produção do filme), O Caseiro é um suspense que traz os ingredientes de filmes do gênero já conhecido. Mas isso não tira o seu mérito ou sua originalidade. O Brasil ainda é um país, cinematograficamente falando, a ser bastante explorado. Muitos filmes como O Caseiro ficam restritos ao circuito alternativo e aos festivais por dificuldades financeiras na distribuição em salas multiplexes, por exemplo. Mas, agora, eis que surge uma ótima oportunidade para apreciar o suspense brasileiro não restrito às salas alternativas.

Antes de mais nada, o filme conta a história do professor de psicologia Davi (Bruno Garcia), cuja linha de pesquisa traz explicações psicanalíticas para acontecimentos sobrenaturais. Ele possui um livro no qual retrata a história de um garoto que tinha visões de seu pai após o mesmo sair de casa. Famoso pelos seus estudos, uma aluna procura Davi a fim de conseguir uma explicação para o que acontece com sua irmã mais nova. Ela apareceu com alguns machucados e acreditam que o antigo caseiro da propriedade seja o responsável por isso. E o caseiro foi morto há décadas.

Davi tenta desvendar o mistério em uma narrativa que traz alguns clichês de suspense, mas que arrisca ao trazer essa temática para o cinema nacional. O filme possui alguns momentos monótonos, mas a sua parte final é eletrizante e bebe da fonte do já citado O Sexto Sentido, e não, isso não é um spoiler.

O roteiro e a direção é de Julio Santi e o destaque mesmo vai para as atuações das crianças, que seguram bem o clima de suspense do filme. Aliás, não vá esperando sustos baratos. O Caseiro não precisa deles para sustentar sua história.


Talvez não seja tão profissional falar isso, mas minha intuição quanto a filmes adaptados de games não falhou com relação a Warcraft. Sim, pensei que ele não me agradaria. E não agradou mesmo. Por conhecer pouco esse universo, me senti perdida em meio a toda a história. Metaforicamente, fiquei ali no portal que divide os dois mundos.

O filme que tem sua estreia nacional nesta quinta (2) foi, claramente, feito para fãs do game. Uma constatação óbvia até. Mas, se a produção tivesse pensado em conquistar mais pessoas (o que mercadologicamente falando poderia render mais adeptos ao game) deveria ter investido melhor na narrativa. Em meu papel de leiga sobre este vasto universo, senti falta de aprofundamento na história dos personagens. Foi tudo raso. Afinal, são tantas figuras para serem destacadas em duas horas de filme que a narrativa por trás de cada uma delas foi deixada de lado. E, paradoxalmente, a sensação que ficou foi a de que duas horas pareciam quatro.

Mas vamos à história. O mundo de Azeroth, que me lembrou os reinos de Game of Thrones, está sob ameaça com a invasão dos Orcs. Estes estão em busca de um novo lugar para viver e tentam colonizar Azeroth, cujo reinado pertence a Llane. Ele possui um fiel guerreiro a seu lado, Lothar (personagem mais desenvolvido do longa), que vai lutar até o último minuto para proteger o seu mundo. Em paralelo, está Durotan, um orc que não concorda com a situação sob a qual está sendo governado. São dois heróis em lados opostos que lutam em busca de melhorias para os seus povos.

Soma-se a esta pequena descrição, cenas de guerra, melodrama, algumas piadas para tirar o peso da ação e reviravoltas. Pronto, isto é Warcraft. A direção é de Ducan Jones, que também escreve o roteiro ao lado de Chris Metzen e Charles Leavitt. No filme, existe uma carga de cores densas que lembram a saga O Hobbit, enquanto a trilha sonora nos remete a Mad Max. Enfim, Warcraft surge como mais uma franquia (seu final deixa aberto para sua sequência) de fantasia que não traz nada de inovador e faz-nos lembrar de outras produções existentes como as já citadas.



Conhecemos Jodie Foster pelos seus ótimos trabalhos como atriz e alguns como diretora. Veterana do gênero suspense como em O silêncio dos Inocentes e O Quarto do Pânico, ela agora brilha por trás das câmeras, como diretora de Jogo do dinheiro, que estreia nesta quinta (26) em todo o Brasil. A história envolve televisão e especulação financeira, um verdadeiro show business.

Além do nome do filme, Jogo do Dinheiro é o título (na tradução brasileira) de um programa de televisão apresentado por Lee Gates (George Clooney) e dirigido por Patty Fenn (Julia Roberts). O personagem de Clooney é um cara totalmente egocêntrico e insuportável, inicialmente, mas os acontecimentos futuros o farão repensar seu modo de agir. Já Patty está prestes a dirigir seu último programa, porque conseguiu um novo emprego.

O programa inicia e Lee é mantido como refém ao vivo por Kyle Budwell (Jack O'Connell), que invade o estúdio com uma arma na mão e duas caixas, uma delas com uma bomba. O sinal de ao vivo é cortado na hora, mas retorna para a transmissão do acontecimento, como uma espécie de “espetáculo” propagado pela mídia. Qualquer semelhança com transmissões ao vivo de alguns programas policiais brasileiros não é mera coincidência.

O filme trabalha com espectadores em duas dimensões, uma ficcional, sendo os que assistem ao programa no filme, e nós mesmos, espectadores no cinema, porém a sensação é a de que estamos na mesma posição dos figurantes que veem a situação dentro do próprio filme, se é que vocês me entendem. E essa sensação é provocada pela ótima direção de Jodie Foster (ou seria de Patty Fenn como diretora do programa em questão?) É uma metalinguagem daquelas, amigos. A montagem do filme funciona bem em todos os momentos e, principalmente, nas cenas paralelas. Jodie nos mostra um trabalho detalhado, com técnicas de câmera em 360º em alguns momentos.

Mas voltando à história do filme, Kyle apostou todo seu dinheiro em uma empresa, depois de um conselho de Lee em um programa passado. No entanto, todo valor é perdido, já que houve um problema na empresa. Como nos filmes de suspense, nem tudo é o que parece ser, e vamos desvendando, junto a alguns personagens, o que causou esse problema.

A transmissão ao vivo faz com que os espectadores passem a escolher um lado, a torcer para que algo aconteça. Enfim, sobre o programa Jogo do dinheiro, não sei se vale a pena assisti-lo, mas o filme de mesmo título vale cada minuto que você ficará concentrado(a) na telona.


Para retratar a Era de ouro hollywoodiana, na década de 1950, os irmãos Coen reuniram um alto escalão de artistas da atualidade. Astros como Josh Brolin, George Clooney, Scarlett Johansson, Jonah Hill, Channing Tatum e Ralph Fiennes protagonizam Ave, César!, novo projeto de Ethan e Joan Coen (Onde os fracos não têm vez, Fargo), que estreia nesta quinta (14).

O filme é uma brilhante comédia típica dos irmãos Coen. Com seu humor ácido, Ave, César! retrata um dia de trabalho do produtor da Capitol Pictures Eddie Manix (Josh Brolin). E nesse único dia o personagem precisa lidar com as mais diversas situações: mudança de ator em elenco de filme, gravidez de uma atriz solteira (que se tornaria manchete de colunistas), ofertas de trabalho e o sequestro do maior astro do estúdio, Baird Whitlock (George Clooney), estrela do filme Hail, Caesar!.

A metalinguagem entre o título fictício do filme estrelado por Baird e o filme dos Irmãos Coen não ocorre apenas nesse caso. Há cenas em que isso fica bastante explícito quando vemos através da telona os personagens do filme assistindo a uma película no cinema.



Os irmãos Coen acertam mais uma vez e fazem um primor cinematográfico, com suspense e muita comédia. Ave, César! É dividido em vários plots, alguns mais engraçados que o outro, sendo o principal o que envolve Baird Whitlock. No entanto, há uma certa desilusão em relação aos personagens. Com a divulgação do trailer e seu elenco de grandes estrelas, fica a sensação de que todos terão bastante tempo em cena. Mas não é bem assim que funciona. Jonah Hill, por exemplo, faz uma participação de pouquíssimos minutos.

Ave, César!
brinca com os mais diversos gêneros, passando pelo drama, faroeste e o musical, com uma cativante performance de Channing Tatum. Além disso, traz uma discussão interessante sobre a relação entre cinema e indústria. Assistir ao novo projeto dos irmãos Coen é conhecer, também, o cinema da década de 1950 através do olhar e do humor de Ethan e Joe Coen.
Por Maria Eduarda Barbosa e Josimar Correia

Se tem um produtor que está com tudo na esfera cinematográfica e televisiva é J. J. Abrams. Falar sobre ele, também é falar sobre mistério. Desde Lost, Abrams traz em suas obras boas doses de suspense. E seu mais recente trabalho que ganha lançamento nesta quinta (7), nos cinemas brasileiros, é puro mistério. Estamos falando de Rua Cloverfield, 10, filme que traz segredos não apenas em seu enredo, mas em toda a execução do projeto.

Por anos, a Paramount manteve Rua Cloverfield, 10 em segredo. Abrams não dirige, mas o produziu e deixou sua marca no projeto que traz no elenco Mary Elizabeth Winstead,  John Goodman e John Gallagher Jr. Pelo nome, associamos este novo longa a uma sequência de Cloverfield (2008). Mas não é bem assim que funciona. Rua Cloverfield, 10 é uma espécie de “primo” do primeiro longa. É como se fosse uma trama paralela ao que foi mostrado no filme de 2008.

Na história, conhecemos logo de cara Michelle (Mary Elizabeth Winstead), que toma uma decisão em relação ao seu relacionamento amoroso, em cenas de cortes sucessivos que dão ritmo ao início do longa ao lado de uma trilha sonora eletrizante. No entanto, enquanto a personagem dirige por uma estrada, algo inesperado acontece. Uma batida e seu carro capota. Ao acordar, Michelle se vê acorrentada e tomando soro em uma espécie de porão. O mistério começa, então, a ganhar contornos e, assim como a personagem, os espectadores também ficam repletos de dúvidas que perdurarão por todo o filme.

Eis que surge Howard (John Goodman), um personagem dúbio que transmite medo em seu olhar e nas suas atitudes. Segundo ele, Michelle foi salva de uma espécie de apocalipse que ocorria fora de sua casa, mas será um salvamento ou sequestro? Em paralelo a isso, Emmett (John Gallagher Jr.) consegue entrar na casa de Howard. Para ele, aquele ambiente era um lugar seguro para se proteger do que ocorria do lado de fora.


O filme centra-se nesses três personagens e se passa, em sua maior parte, em uma única locação, a casa de Howard. Durante a maior parte do filme, Rua Cloverfield me fez lembrar de O Quarto de Jack, que conta a história de uma mulher que passou sete anos sequestrada e vivendo em um pequeno quarto com seu filho. Ambos os filmes são as melhores estreias, até o momento, de 2016. Filmes repletos de suspense e protagonizado por duas mulheres fortes.

A direção de Rua Cloverfield, 10 ficou a cargo do estreante Dan Trachtenberg, que nos mostrou competência logo em seu primeiro trabalho. O roteiro aposta numa construção lenta. Ao contrário da tradicional fórmula dos filmes de horror, não temos uma trilha sonora barulhenta ou os famosos sustos de 5 em 5 minutos. É aí que está o trunfo do filme: dessa maneira o espectador tem tempo pra formular diversas teorias em momentos mais calmos da projeção, e também prepara o terreno para  o grande clímax da produção.

Cenografia e direção de arte ligam a obra aos outros filmes do universo de J.J Abrams, como Super 8 e o Cloverfield original. Os detalhes nos dão indícios de que todos os filmes pertencem ao mesmo universo, mas se tratando de J.J Abrams, tudo é um mistério.

Segundo o site IMDB, um terceiro filme da franquia Cloverfield  interligaria a obra original com este segundo, e a gente espera que isso realmente aconteça.  Também esperamos que o nível altíssimo das produções permaneça intacto, já que a moda em Hollywood é capitalizar em cima de franquias de qualidade questionável.

Nota - 9,0

Assista ao trailer:





Por Josimar Correia e Maria Eduarda Barbosa

Primeiramente, falar de Batman vs Superman: A origem da justiça é destacar a renovação pela qual a DC Comics passa no Cinema. O filme, dirigido pelo veterano Zack Snyder ( O Homem de aço e 300), introduz a nova série de blockbusters baseados nos quadrinhos da editora, que prometem bater de frente com as produções da Marvel.

Snyder traz muito de sua personalidade para Batman vs Superman. A equipe de produção é composta por diretores de arte, fotografia e edição de filmes anteriores do diretor, colocando o seu tom sombrio na direção e trilha sonora, que é onipresente e, às vezes, desnecessária.

Apesar dos novos personagens inseridos, a história soa como uma continuação de O Homem de Aço, pelo destaque dado ao Superman e seus desdobramentos com Lois Lane e Lex Luthor. No entanto, o vilão funciona como uma ligação para a inserção dos novos personagens. É por causa de seus planos que surge desavenças entre Batman e Superman. O Homem de Aço daquele primeiro filme agora é uma figura julgada pela opinião pública e requisitada até para uma audiência no senado devido a desdobramentos culminados em tragédias.

Batman vs Superman: A origem da justiça inicia fazendo uma espécie de reboot da história do Batman, contando a tragédia pela qual o personagem passou com a perda da sua família ainda na infância e, caminhando, para conectá-lo ao Superman. Inicialmente, existe uma rivalidade entre os dois personagens, cujo surgimento se deu principalmente por fatos apresentados na mídia, na qual ambos eram vistos de forma dúbia, em um maniqueísmo entre vilão e mocinho.

Paralelo a isso, Lex Luthor rouba a cena com a intepretação maravilhosa de Jesse Eisenberg que deu personalidade ao vilão. O personagem possui planos e segredos para destruir o Superman e encontrar novas pessoas com dons semelhantes ao de o homem de aço. É a partir de documentos da LexCorp que Bruce descobre os novos personagens que futuramente darão origem a Liga da Justiça como Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Mamoa), Cyborg (Ray Fisher) e Mulher Maravilha (Gal Gadot), cuja aparição é sutil e misteriosa inicialmente, mas a personagem mostra a que veio na luta final do filme. Aliás, pelo marketing feito em torno de a Mulher Maravilha, achamos que ela teria mais participação no filme. Resta-nos esperar pelo seu filme solo em 2017.

Batman vs Superman é um bom filme. Seu roteiro funciona mais como uma introdução dos próximos filmes da DC e conecta os acontecimentos do longa aos personagens centrais: Batman, Superman e Lex Luthor, não se transformando numa espécie de Homem-Aranha 3, por exemplo. No entanto, há cenas desnecessárias ao filme, sendo apenas minutos de entretenimento aos espectadores, como os pesadelos do Batman.

Para os fãs que relutavam em ver Ben Affleck como Batman, o ator surpreende de forma positiva, entregando uma performance sóbria e mais madura do herói de Gotham City. Henry Cavill prova que talento e beleza não andam necessariamente de mãos dadas, mas nada tão desastroso. O destaque (negativo, infelizmente), fica mesmo para Amy Adams, que passa praticamente todas a cenas do filme fazendo carão. Lois Lane é uma personagem que merecia mais destaque, assim como a própria Amy, que é uma boa atriz. Apesar da pequena aparição, Gal Gadot mostra talento e uma Mulher Maravilha com muita personalidade. 

Diferentemente da Marvel, a DC não utiliza a comicidade para segurar o roteiro da produção, o que indica a seriedade e o confronto darão o tom dos próximos filmes do estúdio.

Confira as datas de lançamento dos próximos filmes da DC:

Mulher Maravilha: junho de 2017
Liga da Justiça: novembro de 2017
The Flash: março de 2018
Aquaman: julho de 2018
Liga da Justiça parte 2: junho de 2019
Cyborg: abril de 2020




*Atenção, o texto contém spoilers




O termo cria o terror soa até sensacionalista no título. No entanto, tratando-se de Frank Underwood, toda tirania política é verdade. Essa colocação que destaquei é dita por ele mesmo na última cena da quarta temporada, que, aliás, atingiu seu ápice de qualidade. Quando você começa, my friend, você não vai querer parar de assistir.

Antes, considerava a segunda temporada como a melhor. A terceira é ótima também, mas o plot de Doug foi um pouco entediante. A quarta chega no mesmo nível da segunda, com mais algumas surpresas e muito destaque pra Robin Wright. O fim da terceira foi caracterizado pela ruptura do casal Underwood, que serve de plot para os primeiros episódios do conjunto lançado dia 4 de março na Netflix. De início, vemos Claire mais fria e calculista do que nunca, trazendo algumas surpresas já esperadas (pelo menos por mim), como a sua vontade de se candidatar a um cargo político.

A não aceitação de Underwood é bem machista, mas Claire não se deixa abater. Uma primeira-dama pode, sim, disputar um cargo eleito! Ela é a personagem mais forte de toda a série, sem dúvidas. E sua frieza e rigidez são muito bem representadas pela maravilhosa Robin Wright. No entanto, a entrada de sua mãe na série, interpretada maravilhosamente por Ellen Burstyn, vai mexer com o passado da protagonista e trazer momentos em que a veremos em altos e baixos. Outra personagem adicional que fez bastante diferença nessa quarta temporada foi LeAnn, interpretada por Neve Campbell, vulgo Sidney Prescott da franquia Pânico. Ela é fundamental para a ascensão de Claire e todo o jogo planejado pela protagonista, principalmente contra Frank.

Sidney Prescott - LeAnn



Entretanto, após alguns fatos desencadeados pelo plot de Lucas, Frank reconhece sua dependência por Claire. Sem ela, ele não chega a lugar algum. Ele precisa mais dela do que ela dele. Na verdade, a parceria entre os dois é o que fez todos os planos se desenrolarem até ele chegar a presidência e tornar-se candidato. E essa ruptura mostra que os dois desunidos não traz bons resultados para ambos.

A temporada é toda de Robin Wright (não tirando o mérito de Kevin Spacey, que está ótimo like always), mas todos os arcos criados em volta da personagem mostram sua audácia para tomar decisões que cabem à presidência. Percebe-se também o destaque de Robin por trás das câmeras. Há três episódios dirigidos pela atriz. Três grandes episódios, onde acontecem fatos marcantes e cruciais para a temporada, o quarto, o nono e o décimo.

No âmbito jornalístico, essa temporada dá destaque para Tom Hammerschmidt, antigo editor do Herald, onde Zoe e Lucas trabalhavam. Após alguns acontecimentos, ele sente a necessidade de descobrir a verdade e ao final da temporada, vemos as peças se encaixando e transformando-se em plot para a próxima temporada. Além disso, em termos de geopolítica, House of cards traz questões com a Rússia e fundamentalismo religioso que influenciam na corrida presidencial norte-americana, com destaque também pro candidato republicano Conway, a nova pedra no sapato de Underwood.

Para os protagonistas, essa foi uma temporada onde embarcamos mais a fundo em suas emoções e suas fraquezas. Mas, ao final, a frieza dos Underwood é mais calculista do que nunca. Eles, literalmente, criam o terror.


Ao pensar em Anthony Hopkins, a mente faz logo uma associação à imagem do canibal mais famoso do cinema, Hannibal Lecter. Mas, em seu novo filme, Hopkins está mais para Will Graham, da série Hannibal, uma mudança bem curiosa de personagem. Presságios de um Crime é o novo thriller policial do ator, que também conta com as atuações de Colin Farrell, Abbie Cornish e Jeffrey Dean Morgan. É um longa que também lembra Seven, de David Fincher, pela forma construída de sua narrativa, e Hannibal, é claro. No caso de Hannibal, a lembrança está mais associada ao seriado. O porquê eu explico mais abaixo.

Uma série de homicídios começa a deixar o agente do FBI Joe Merriwether (Jefrrey Dean Morgan) sem saber como agir, até que ele recorre à ajuda do médico aposentado e analista civil Dr. Clancy (Anthony Hopkins), que possui uma espécie de premonição e consegue, também, visualizar como cada caso teve o seu desfecho. No entanto, Clancy resolve abandonar a investigação quando enxerga mais além e prevê algo que afetará a todos mais a frente.

Os arcos repletos de suspense vão sendo construídos, a partir de então, em momentos que chegam a ser macabros como algumas atitudes de Dr. Clancy. Cada caso possui uma ligação em comum, assim como Seven, que leva os personagens a entenderem o objetivo do assassino. Além dessa construção, há outro fato que também relembra a narrativa do longa de Fincher, que é a aparição do assassino, tornando-se mais um mistério. Quem será o assassino? Além da dupla formada por Clancy e Joe, a agente Katherine Cowles também rouba a cena no filme.

Mais acima, falei que o longa me faz lembrar a série Hannibal. Agora vou explicar o porquê e isso pode ser um spoiler. Então cuidado! Pense bem se você quer continuar lendo…

Quando Dr. Clancy chega às cenas do crime, ele tem uma visão do exato momento ocorrido. A situação é toda remontada, o que me fez lembrar de Will Graham interpretado por Hugh Dancy. A diferença é que Dr. Clancy não se torna o assassino nessa reconstrução.

Outra surpresa de Presságios de um crime é a direção, realizada pelo brasileiro Afonso Poyart (Dois Coelhos). Ela é repleta de efeitos especiais e cenas em slow motion, além de ser um longa esteticamente bem trabalhado. O filme cumpre sua função de thriller policial, prendendo o espectador do início ao fim e ainda traz suspenses em outras narrativas paralelas a respeito da vida pessoal dos personagens de Hopkins e Jefrrey. Então, se você está a fim de um bom filme desse gênero, corre pro cinema que Presságios de um crime estreia nesta quinta (25).







Reprodução/Facebook Bloodline

Que atire a primeira pedra quem não guarda um segredo. Seja entre amigos, família ou só para você. Dos criadores de Damages, Bloodline, a nova série original da Netflix que estreou no dia 20 de março, trabalha com uma abordagem acerca de segredos de uma família que tenta mascarar os mistérios para zelar por uma “boa reputação”.

A série, ambientada no clima de veraneio da Flórida, traz em seu primeiro episódio a volta de Danny (Ben Mendelsohn), considerado  a “ovelha negra” dos Rayburn. A família mantém há anos um negócio local voltado para o turismo e a volta do filho mais velho causa certa turbulência nas relações familiares. Segredos do passado vão surgindo como peças de um quebra-cabeça, cuja montagem acontecem ao longo dos episódios. No entanto, outras peças ainda continuam soltas, pelo menos até o último episódio que eu vi, o sexto.

Além dos mistérios, os conflitos familiares abordam temáticas como herança, por exemplo. A matriarca dos Rayburn é interpretada por nada mais nada menos que Sissy Spacek, que protagonizou Carrie na adaptação da obra de Stephen King em 1976. O elenco todo é um time de peso, com nomes que já marcaram presença em séries como Mad Men.

Bloodline é uma série densa, com momentos eletrizantes e imprevisíveis, mas com algumas partes bem lentas - isso não é ruim. Mas é preciso ter bastante atenção nos primeiros episódios para não perder nada. Em alguns momentos, a situação muda de uma hora pra outra que não dá tempo nem para o espectador respirar. O ritmo da série e até mesmo o ambiente lembra The Affair, série da Showtime que estreou ano passado e conquistou o Globo de Ouro de melhor série dramática.

Alguns dos flashbacks misteriosos são surpreendentes. O final do primeiro episódio é algo chocante. A situação é tão inacreditável que você fica sem reação. A série também traz histórias paralelas, inclusive investigações policiais. Enquanto isso, os diferentes segredos entre os irmãos e a irmã vão se acumulando como uma bola de neve, apesar de algumas deduções que o espectador pode ter.
Bloodline manteve um bom nível nos seis primeiros episódios e tem tudo para continuar com a mesma qualidade. Ahhh, e a trilha sonora é um primor à parte, desde a abertura aos créditos finais. 


Saiu o 2º trailer da nova produção do diretor David Fincher (Se7en - Os Sete Crimes Capitais, Clube da Luta, House Of Cards),"Garota Exemplar" (Gone Girl). O filme é baseado no best-seller de Gillian Flynn -- Garota Exemplar desenterra os segredos de um casamento moderno. "Garota Exemplar" é estrelado por Ben Affleck, e marca o aguardado retorno ao cinema do aclamado diretor David Fincher, que dirigiu o ótimo Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres em 2011. A estreia acontece no dia  2 de Outubro aqui no Brasil.

Confira o trailer:




 "Sinopse: Fox Filmes do Brasil. "Na época de seu quinto aniversário de casamento, Nick Dunner (Ben Affleck) avisa a polícia que sua linda mulher, Amy (Rosamund Pike), está desaparecida. Sob pressão da polícia e da imprensa, a imagem desse casamento perfeito começa a desmoronar. Logo, suas mentiras e seu comportamento estranho fazem todo mundo começar a perguntar: Será que Nick Dunner matou sua mulher?"

Trailer 1:








Julho é o mês que iremos conhecer o campeão do mundo de 2014 de uma copa bastante festejada e polêmica. Mas Julho também é mês de férias!!! Época que os cinemas lotam e Hollywood preparou um apanhado de tirar o fôlego para todos os gostos, assim como uma partida de futebol. Blockbusters de ficção científica, comédias, dramas, romances e terror. Mas não é só do cinema norte-americano que iremos desfrutar. O cinema francês marca presença e tem comédia mexicana também, além de animação dublada nacionalmente pelos apresentadores brasileiros Rodrigo Faro, Sabrina Satto e Marco Luque.

DIA 03


  • Khumba de Anthony Silverston - Com Jake T. Austin, Liam Neeson.
  • O Espelho de Mike Flanagan - Com Karen Gillan, Brenton Thwaites.
  • Causa e Efeito de André Marouco - Com Matheus Prestes, Luiz Serra, Rosi Campos e Henri Pagnoncelli.
  • O suspense francês "O Amor é um Crime Perfeito" de Jean-Marie Larrieu, Arnaud Larrieu - Com Mathieu Amalric, Karin Viard.
  • O Último Amor de Mr. Morgan de Sandra Nettelbeck - Com Michael Caine, Clémence Poésy.

Ainda dia 03, temos o vencedor do prêmio do Júri no Festival de Berlim desse ano e também já exibido na abertura do Cine PE, "O Grande Hotel Budapeste". A recepção da crítica foi só elogios, resta saber a avaliação do público. O longa tem um elenco incrível e só por isso, acho que já vale muito a pena assistir. Tem também o baseado em best-seller "O Céu é de Verdade", contando a história de um menino que sobreviveu à morte e após voltar para casa começa a contar para seus pais sobre como é o céu e sobre pessoas que nunca conheceu.



  • O Grande Hotel Budapeste de Wes Anderson - Com Ralph Fiennes, Tony Revolori, Jude Law, Adrien Brody, Edward Norton, Bill Murray, sem falar na sempre memorável, Tilda Swinton.
  • O fenômeno de bilheteria no México, "Não Aceitamos Devoluções", de Eugenio Derbez - Com Eugenio Derbez, Loreto Peralta, Jessica Lindsey.
  • O Céu é de Verdade de Randall Wallace - Com Kelly Reilly, Greg Kinnear, Margo Martindale.
  • HELI de Amat Escalante. Com Armando Espitia, Andrea Vergara, Linda González, Juan Eduardo. Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes 2013. Estreia exclusiva no Cinema da Fundação.

Daí em diante, temos a ficção científica "Teorema Zero", com o ótimo Christoph Waltz, o drama Fora da Lei e o terror "A Marca do Medo".

DIA 10



  • O Teorema Zero de Terry Gilliam - Com Christoph Waltz, David Thewlis.
  • O terror "A Marca do Medo" de John Pogue - Com Jared Harris, Sam Claflin, Olivia Cooke.
  • O drama "Amor fora da Lei" de David Lowery - Com Rooney Mara, Casey Affleck, Ben Foster.

Vamos aos retornos: a franquia "Transformers" está de volta. A comédia "Juntos e Misturados" marca também a volta da parceria de Adam Sandler e Drew Barrymore, que já atuaram juntos em "Afinado no Amor" e em "Como Se Fosse A Primeira Vez".

DIA 17



  • A Pele de Vênus de Roman Polanski - Com Emmanuelle Seigner, Mathieu Amalric.
  • Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate de Roberts Gannaway - Com Dane Cook, Julie Bowen.
  • Juntos e Misturados de Frank Coraci - Com Adam Sandler, Drew Barrymore.
  • O Melhor Lance de Giuseppe Tornatore - Com Geoffrey Rush, Jim Sturgess, Donald Sutherland.
  • Transformers: A Era da Extinção de Michael Bay - Com Mark Wahlberg, Nicola Peltz.

Tem drama e música com os ótimos Mark Ruffalo e Keira Knightley e ainda com participação do vocalista da banda Maroon 5, Adam Levine em "Mesmo Se Nada Der Certo". Mas sem dúvida, a grande estreia do dia 24 é Planeta dos Macacos: O Confronto. Sequência do reboot "Planeta dos Macacos: A Origem".

DIA 24



  •  Mesmo Se Nada Der Certo de John Carney - Com Keira Knightley, Mark Ruffalo.
  • Um Gladiador em Apuros de Iginio Straffi - Com Luca Argentero, Laura Chiatti.
  • Nautilus de Rodrigo Gava - Com José Wilker, Isabelle Drummond.
  • Apenas Uma Chance de David Frankel - Com James Corden, Alexandra Roach, Julie Walters.
  • Planeta dos Macacos: O Confronto de Matt Reeves - Com Andy Serkis, Jason Clarke
  • Sem Evidências de Atom Egoyan - Com Colin Firth, Reese Witherspoon

Para fechar o mês, a Marvel se supera com Guardiões da Galáxia e o diretor pernambucano Marcelo Gomes apresenta seu mais novo trabalho, "O Homem das Multidões". 

DIA 31



  • Guardiões da Galáxia de James Gunn - Com Chris Pratt, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Glenn Close.
  • O Homem das Multidões de Marcelo Gomes, Cao Guimarães - Com Sílvia Lourenço, Paulo André.
  • Um Amor de Vizinha de Rob Reiner - Com Michael Douglas, Diane Keaton.
Estreando aqui no Brasil com dois meses após o lançamento nos states, o filme Muppets consegue divertir a quem não tem pretensão de assistir a um longa de grande conteúdo, mas sim de se distrair com os personagens ao lado da família ou sozinho mesmo no maior estilo sessão da tarde.


 Foi com este pensamento que fui vê-lo e pude então me surpreender com boas piadas, bons números musicais e grandes participações especiais, como o primeiro filme também teve.

 Começamos o longa com o diretor do filme cortando a gravação da última cena do filme anterior feito há dois anos atrás e os Muppets tendo a confirmação de uma sequência dele, cantando a primeira canção, que é um dos pontos altos do filme, surpreendendo com as piadas sobre eles serem uma marca financeira viável para os estúdios e por geralmente as sequências cinematográficas serem ruins.

As referências sobre os filmes anteriores permanecem ao longo do roteiro. Também existem diversas referências a outros como "E o vento levou" e "Hannibal".


Após a decisão explícita dos personagens de que o roteiro do filme se trataria da busca deles por uma turnê mundial, o grupo conhece o vilão da trama, o gerente de turnê Dominic Badguy (interpretado por Ricky Gervais), que incentiva o grupo a fazer shows pelos maiores teatros que a Europa possui.



O problema é que Dominic está unido ao novo personagem e principal vilão da trama, Constantine,
que é um sósia criminoso internacionalmente famoso de Hermit (ou Caco, para os brasileiros), o famoso e simpático sapo do bando.


Hermit fica preocupado sobre o rumo que Dominic está levando a produção dos shows até que é substituído por Constantine e levado para uma prisão russa no lugar dele sem nenhum outro muppet saber.


Dominic e Constantine iniciam seu plano malígno de capturar um diamante valiosíssimo a partir de pistas existentes nos museus e bancos mais importantes da Europa. Enquanto isso, um agente da Interpol chamado Jean Pierre Napoleon (Ty Burrell) junto com Sam, um agente da CIA, partem numa jornada para desvendar os crimes que estão ocorrendo pela dupla criminosa citada anteriormente.



Ao mesmo tempo, Hermit permanece na prisão russa sob comando de Nadya, personagem interpretada por Tina Fey que está ótima e consegue dar um gás ao filme, ao surgir no meio dele, quando este já está ficando cansativo.


De acordo com o diretor James Bobin, as três duplas caricatas formadas por Constantine e Dominic, Kermit e Nadya, Jean Pierre e Sam, a Águia — formam o motor que impulsiona a aventura global.


Em resumo, o filme é divertido e superior ao primeiro, mas você deve ir assistí-lo sem pretensão alguma, livre de qualquer exigência ou expectativa. Lembre-se, o filme é infantil, não vai ter um enredo profundo nem piadas super inteligentes. Ao invés disto, ele é recheado das já citadas referências e de participações especiais como: Lady Gaga, P. Diddy, Celine Dion, Usher, Chloe Moretz, Tom Hiddleston, entre muitos outros.



Agora, já os atores principais do primeiro longa, Jason Segel e Amy Adams, não apareceram nem como participação. Segundo Jason "Meu objetivo nunca foi para assumir o leme do Os Muppets. Meu único objetivo era trazer de volta aqueles Muppets que eu amava. Com Os Muppets 2 teria a sensação de me repetir e eu sinto que talvez não haveria vantagem para mim". Sendo assim, na primeira cena do filme, que é a continuação da última sequência do primeiro, o que podemos ver é apenas o que seriam os dois atores de costas pra câmera.

Bom, pessoal. Declarações dadas. Pra quem quiser dar umas risadas em família, "Os Muppets 2 - Procurados e amados" estreia nos cinemas brasileiros neste dia 26 de junho. Confiram o trailer:





Por Rebeca de Arruda

“A Culpa é das Estrelas” (TFIOS, para abreviar) é baseado no romance do americano John Green, que conta a história de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes com câncer que se apaixonam. Câncer e amor, duas coisas que rendem muitas lágrimas, e é isso que você pode esperar. É difícil, eu diria impossível, não se emocionar com a história de Hazel e Gus. Não tanto pelo câncer, que não é tão explorado como geralmente acontece no cinema, mas sim pelas suas histórias, pelas pessoas que eles são. No livro, Green está sempre lembrando que uma pessoa doente não é a sua doença, e no filme isso não poderia ficar mais claro.


Os fãs não tem do quê reclamar, tudo que Green escreveu foi brilhantemente traduzido para a tela – mostra que a Fox aprendeu com os erros (vide Percy Jackson) e entendeu que boa adaptação tem envolvimento do autor na sua produção, sim. Então, como o texto de Green, o filme faz com que você se sinta na TPM: você vai ter um milhão de sentimentos numa pequena fração de tempo, agora você está chorando, depois você está rindo, pouco depois diz “own” e aí está chorando de novo. Nunca vi tantos olhos cheios de lágrimas numa sessão, e olha que assisti “Marley & Eu” no cinema!


A trilha sonora foi escolhida a dedo para TFIOS, uma mistura que conta com nomes da música indie, como Jake Bugg e Lykke Li, até artistas mais pops, como Charli XCX (a maravilhosa que participa de Fancy da Iggy Azalea) e um duo de hip hop sueco Afasi & Filthy – tudo perfeito para acompanhar o mood swing ao qual será submetido o espectador.


Outra coisa que contribui para o sucesso do filme é o seu elenco – o casting não poderia ter sido melhor! Shailene Woodley, vencedora do Trophée Chopard de 2012, encanta o público com a sua interpretação da Hazel, provando que a atriz se dá tão bem em blockbusters, quanto em filmes indie. E Ansel Elgort, cuja estreia no cinema aconteceu no remake de “Carrie”, parece que nasceu para o papel de Gus – a aura de bad boy com um soft side cai muito bem no ator. Outro destaque do elenco é o Natt Wolff no papel de Isaac, um jovem que tem câncer nos olhos; Natt será o protagonista da próxima adaptação de uma obra de John Green, “Cidades de Papel”. 
 

E no elenco adulto, destaque para Willem Dafoe, (que na minha mente é o) eterno Duende Verde, no papel do Peter Van Houten, autor favorito da Hazel; e Laura Dern, de “Blue Velvet”, no papel da mãe da Hazel, a Sra. Lancaster – uma das atuações mais emotivas do filme. 
 

O maior hype do primeiro semestre de 2014 tem tudo para agradar gregos e troianos: 1) bem adaptado, para a alegria dos fãs, 2) com boas críticas, para a alegria do estúdio que deve superar o seu orçamento de U$$ 12 milhões logo na primeira semana, 3) e uma história de amor, e sobretudo da vida, para ninguém colocar defeito, que nos ensina que alguns infinitos são maiores que outros. O.K.?





Quem tem medo do lobo mau? Depois que vi o Lobo Atrás da Porta, eu tive. Talvez você tenha também. E o medo surge porque não é apenas um lobo mau, são dois, três...Todo mundo acaba escondendo um lobo atrás da porta. O diretor Fernando Coimbra mostra isso em seu novo filme que, após ser premiado em vários festivais, finalmente estreia no Brasil nesta quinta-feira.

“O Lobo Atrás da Porta” é tensão do início ao fim. Lembro quando assisti ao filme em uma sessão do Janela Internacional de Cinema, lá no São Luiz, e fiquei estatizada com o final da história. É surpreendente. Aliás, é surpreendente porque você não consegue acreditar que a história realmente tomou tal rumo. Enfim. Se você quiser entender o filme, precisa ser esperto e ficar atento a todos os momentos, todas as cenas.

A história aborda o desaparecimento de uma criança, filha de Bernardo (Millhem Cortaz) e Sylvia (Fabiula Nascimento), que faz com que os pais procurem ajuda numa delegacia. Logo surge aquela voz malandra de Juliano Cazarré,  que vive o delegado encarregado do caso. Conversa vai, conversa vem, surge a amante de Bernado na história, Rosa (Leandra leal), a peça que faltava para começar o jogo, um poker talvez, por ter tantos blefes.



Com a chegada de Rosa, o quebra-cabeça começa a ser montado. Mas, quando pensamos que estamos prestes a terminar, surge um quebra-cabeça dentro do primeiro. É um suspense recheado com várias camadas, apesar de ter um gostinho amargo de ciúme e vingança. A cada depoimento, uma versão da história é contada e assim segue todo o filme, remendando a colcha de retalhos. Quando achamos que algo é verdade, acaba sendo mentira. E vice-versa, o que transforma o desfecho em uma tapa, bem dada, na cara da gente.

O Lobo Atrás da Porta é um filme que pertence ao eixo Rio-São Paulo, mas bem diferente do que estamos acostumados a ver em produções dessa área. É o primeiro longa-metragem de Coimbra e o cara já chegou chegando, surpreendendo tudo e todos. O roteiro é excelente, a fotografia nem se fala. E ao elenco, só elogio. O filme é ótimo. É raro. É um dos melhores do circuito nacional.








O mês de junho começou e, com um pequeno atraso de publicação, vamos fazer o roteiro cinematográfico da temporada. Junho é mês de Copa. Mas também é mês de Cinema. Logo na primeira semana, tem a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano: A Culpa é das estrelas, que vai fazer muita gente chorar, aliás, alguns fãs da história de John Green que já chorou com o trailer. Enfim...também não podemos perder Como treinar seu dragão 2, Transcendence, Vizinhos e Oldboy-Dias de vingança.



Junho é, também, o mês da estreia definitiva de filmes que tiveram pré-estreia em maio como O Lobo Atrás da Porta que, depois de conquistar prêmios pelo mundo todo, ganha lançamento oficial no Brasil nesta quinta (5). E enquanto a bola tiver rolando na Copa, o Cinemark Rio Mar será a arena de grandes clássicos do cinema que ganham sessões em alta definição. Só em junho, teremos a chance de conferir Pulp Fiction, Laranja Mecânica, Os embalos de sábado à noite e Grease. Sem falar em Taxi Driver, que terá sua última sessão amanhã (4). É melhor correr para não perder a chance! Para conferir mais detalhes sobre essas sessões, é só clicar AQUI.

Agora, depois da geral do mês, vamos ao calendário com as principais estreias:

5 de junho

A Culpa é das Estrelas de Josh Boone 
Junho - O Mês que Abalou o Brasil de João Wainer
O Lobo Atrás da Porta de Fernando Coimbra
Oldboy - Dias de Vingança de Spike Lee


12 de junho

Versos de um Crime de John Krokidas 
A Face do Mal de Mac Carter
Amor Sem Fim de Shana Feste
Avanti Popolo de Michael Wahrmann


19 de junho

Como Treinar o seu Dragão 2 de Dean DeBlois
Vizinhos de Nicholas Stoller 
Transcendence - A Revolução de Wally Pfister
Coração de Leão - O Amor Não Tem Tamanho de Marcos Carnevale
O Homem Duplicado de Denis Villeneuve
Um Plano Brilhante de Joel Hopkins

26 de junho
·      Muppets 2 - Procurados e Amados de James Bobin
Meninos de Kichute de Luca Amberg





A  dona  protagonista da série glee e cantora Lea Michele, lançou hoje (19) o clipe de On My Way, segundo single do álbum Louder, lançado em março deste ano. 


Depois do videoclipe "superação" do primeiro single da cantora, Cannonball (gravado meses depois da morte do seu namorado e também astro da série, Cory Monteith), Lea esbanja diversão em "On My Way", gravado no deserto de Palmdale, na Califórnia. Com tattoo à mostra, boymagia do lado e rodeada de amigos, o clipe tem uma atmosfera colorida, jovem e sensual  ui  que lembra vagamente o clipe de Teenage dream, sucesso da cantora Katy Perry, em 2010. 



Confiram o videoclipe, que tá lindo e como a própria Lea diz: