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"Toca Maria Bethânia pra ela, mostra que tu é intenso", aconselhou Clara (Sônia Braga) para o primeiro encontro romântico de seu sobrinho no filme Aquarius, exibido ontem no Vivo Open Air Recife. É seguindo esse clima que passamos pra divulgar não apenas o lançamento do novo show da cantora em CD e DVD mas também a disponibilização do registro completo no youtube neste sábado através da gravadora Biscoito Fino.


O DVD duplo "Abraçar e agradecer", assim como o CD, trazem o registro ao vivo da inigualável cantora com o show gravado em São Paulo para a turnê comemorativa de seus 50 anos de carreira. Durante suas 41 faixas performadas, Bethânia exibe novamente todo o seu potencial artístico e poético com a mesma qualidade a qual quem acompanha sua trajetória já conhece e o material físico desta obra é mais um ótimo exemplo de seu trabalho e sensibilidade, recheado de imagens e vídeos das tantas homenagens recebidas durante a carreira sendo a mais recente na Sapucaí, quando foi o tema da escola de samba da Mangueira e a rendeu o título de campeã do carnaval do Rio 2016.


O lançamento da obra "Abraçar e agradecer" foi nesta sexta-feira (dia 2 de dezembro) e já se encontra disponível nas lojas em CD e DVD como também nas plataformas digitais e de streamings como Spotify e Youtube. Segue o vídeo do show completo disponibilizado online para apenas este final de semana. Aproveitem:






Chega dezembro e com o mês vem as discussões de pautas pro blog que, convenhamos, anda um pouco abandonado. O veredito é certeiro. Listas. Fim de ano é aquele momento reflexivo e existencial, no qual você pensa sobre o que aconteceu e o que marcou.


O ano de 2015 foi surpreendente pro mundo fonográfico. É imensurável a quantidade de ótimos discos lançados esse ano. E a minha missão aqui é selecionar os dez melhores nacionais. Talvez a seleção agrade vocês, ou não. Vamos lá.


10. Aço - Alessandra Leão


Aço é, na verdade, um EP que faz parte da trilogia Língua, lançada por Alessandra Leão, que iniciou em 2014 e terminou no segundo semestre de 2015. As músicas de Aço trazem o peso nas letras e arranjos, em um trabalho mais profundo, de imersão pessoal, feito pela cantora pernambucana que agora vive em São Paulo.


9. Carbono - Lenine


O novo disco de Lenine foi uma grande surpresa para mim. É diferente de Chão (2011), que tem uma pegada mais intimista, e traz grandes participações especiais. Carbono merece uma vaga com certeza.


8. Manual - Boogarins


Porque a psicodelia e o timbre de Dinho representam o Brasil no exterior indie. É um disco para viajar vendo o sol e fugir do tédio.


7. Estado de Poesia- Chico César


Chico traz crítica e letras sobre amor após um hiato de 8 anos sem álbum de inéditas. E a sonoridade é diversa com forró, samba e frevo.


6. Sobre Crianças, Quadris, pesadelos e Lições de Casa - Emicida


A influência africana combinada a uma sonoridade mais pop faz do disco de Emicida um dos melhores do ano. Claro, não podemos esquecer de suas letras críticas e necessárias para pensar o Brasil atual. É um disco que arrepia. Por favor, ouçam Madume e Boa Esperança.


5. De Baile Solto - Siba


Depois do disco pessoal Avante, Siba volta com críticas sociais e inspiração no Maracatu de Baque Solto.


4. Dancê - Tulipa Ruiz


Tulipa Ruiz pop e dançante com influências de Tim Maia e Olivia Newton-John.


3. Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! - Johnny Hooker

Johnny Hooker revoluciona com sua performance e sua música. Os arranjos, as letras, tudo nesse disco é incrível. Tem frevo, tem bolero, é diversificado.


2. Estratosférica - Gal Costa


A diva baiana interpreta canções de músicos consagrados no cenário nacional como Criolo, Mallu Magalhães, Céu, Junio Barreto, Lira, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Os arranjos misturam-se a elementos eletrônicos que reforçam a contemporaneidade no disco de Gal.

1. A mulher do fim do mundo - Elza Soares


Porque a voz rouca de Elza Soares, com suas críticas sociais, é necessária no Brasil que retrocede atualmente. E as melodias são de músicos consagrados da cena paulistana como Guilherme Kastrup, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos.


Reprodução/Facebook
Ponte Aérea, o segundo longa dirigido por Júlia Rezende, poderia facilmente ser mais uma história de amor entre mocinho e mocinha que são completamente diferentes, mas facilmente superam seus problemas pelo amor; porém não é. O filme conta a história de Amanda (Letícia Colin), jovem publicitária, que conhece o artista plástico Bruno (Caio Blat) no hotel de aeroporto no qual esperam o próximo voo para São Paulo, aonde os dois prontamente começam seu romance.  

As relações modernas e as dificuldades enfrentadas por essa geração smartphone em se relacionar são o foco principal da história. De um lado temos Amanda, paulista que acha a alegria do Rio angustiante, vive a mil por hora sempre com o celular na mão e já tem o hábito de tomar um comprimido tarja preta pra poder relaxar ao fim do dia e que, antes dos 30, assume um cargo importante em sua agência. No contra ponto existe Bruno, o carioca que acha São Paulo "cinza e solitária" e seu estilo descompromissado, não por dificuldades, mas por escolha que sofre um choque de realidade quando visita seu ausente pai em uma UTI.   

Entre a vida corrida e ambições de Amanda e as dificuldades mais existenciais de Bruno, o relacionamento do casal cresce. Mas a relação nunca é perfeita graças as diferenças entre os dois personagens e também à distância enfrentada, mesmo com a presença da tecnologia, servindo de muleta emocional - seja no stalking pelo Instagram ou namoro via Skype. É muito fácil se identificar com ambos e todos os seus defeitos, algo que as boas atuações do experiente Blat e da jovem Colin torna muito mais natural. 

Ponte Aérea é um romance no qual o amor acaba sendo plano secundário na história. O filme se destaca ao retratar as dificuldades de manter o compromisso, de se integrar ao mundo do outro, de amadurecer, de viver em seu próprio ritmo e até mesmo de aceitar seu parceiro como é. Todos esses problemas comuns, que fazem parte da nossa realidade e mostram que o amor, ou falta dele, nem sempre é o principal motivo para o sucesso ou fim de uma relação.  

O filme, que estreia dia 26 de março, provavelmente não será um sucesso de audiência como o primeiro longa de Rezende (a comédia Meu Passado me Condena) e também não é uma experiência que mude vidas, mas vale a pena ir curtir.

*Texto feito por Mateus Fernandes, colaborador do Claquete Pop. 

Nos últimos anos, o cinema brasileiro vem se rendendo à comédias com inspiração norte-americana para lotar as salas de cinema, e assim conseguir uma bilheteria respeitosa. Super Pai, que estreia nesta quinta-feira, não é diferente. A fórmula é a mesma: a reunião de velhos amigos com personalidades distintas - um fato esdrúxulo que os une ainda mais - e a garota desejada do colegial.

O filme é uma comédia politicamente incorreta, que não chega a flertar, porque ela é realmente objetiva em suas inspirações e consegue trazer tudo o que já vimos, mas com um toque tupiniquim. Aos moldes de Se beber não case e Super Bad, o filme mistura tudo o que deu certo nestes filmes e acrescenta uma "personalidade brasileira" à trama. O personagem do Paulinho Serra, que interpreta um traficante, é um bom exemplo disso.

Ao assistir Super Pai, a sensação é sempre a mesma durante a metragem do longa, "Hum, acho que já vi isso em algum lugar...", e sim, você não estará errado! A premissa do filme é interessante(a troca do próprio filho por um outro garoto), mas infelizmente não passa disso. Com poucas situações e piadas originais, a película se perde em meio aos clichês de filmes já vistos.

Divulgação Universal (Danton Melo)
Os atores tem entrosamento, mas os personagens não são interessantes. Você acaba não se identificando com eles, em principal o Diego (papel do ator Danton Melo). O personagem chega a ser enfadonho e sem graça. Na contramão, e talvez o único papel que valha a pena, temos a ótima Dani Calabresa, interpretando, como ela mesma fala, uma "ex-vadia". A atriz e comediante traz consigo as melhores piadas do longa, e tem uma química perfeita com o Antônio Tabet, vulgo Kibe Louco. Thogun Teixeira interpreta o amigo racional e o cérebro da "turma".

O diretor, Pedro Amorim, vem de um recente sucesso, onde dirigiu "Mato sem Cachorro". O filme não fez feio nas bilheterias, e tinha uma história, até certo ponto, original. Mas aqui o diretor vai pelo caminho mais confortável, e faz um trabalho que não passa do "ok".

Super Pai é mais uma cópia das comédias norte-americanas, que busca principalmente arrecadar bilheteria e público, esquecendo a originalidade e deixando os clichês e roteiro batido tomarem conta por completo. Os personagens não animam, e com raras exceções e bastante esforço, o filme te arrancará algumas risadas. Mais uma vez, bilheteria eles terão, mas qualidade em termos de comédia original, infelizmente, não.
Reprodução/Facebook

Quem vai ao cinema procurando mais uma romantização da vida de um artista, vai se arrepender, pois não é essa a proposta de Paulo Henrique Fontenelle. No documentário Cássia, o diretor, conhecido pelos seus trabalhos em Dossiê Jango e Mauro Shampoo, retrata a vida da cantora Cássia Eller mostrando seus acertos, suas falhas e tudo que a fez ser o mito que é.

Através de entrevistas com parentes e amigos, o documentário desenrola a carreira de Cássia Eller e, ao mesmo tempo, a sua vida pessoal - mostrando que cada momento íntimo seu, refletia na sua música. A arte era a catarse de Cássia e, apesar de ser uma mulher tímida, no palco ela era visceral e expunha todos os seus sentimentos na forma como interpretava cada verso. Cássia compunha, mesmo quando a letra não era dela. 

O documentário é feliz em abordar assuntos que poderiam ser polemizados nas mãos de outro diretor, mas que aparecem com naturalidade através da direção de Paulo Henrique. A homossexualidade, o relacionamento poliamor e o uso de drogas não são estrinchados na tela, apenas apresentados de forma real. 

Ao entrevistar Maria Eugênia, companheira de Cássia, é possível adentrar no universo interior da cantora e perceber, por exemplo, as mudanças muitas vezes sutis que aconteceram ao longo da sua vida até as mais drásticas, como a gravidez, que deu uma nova perspectiva à Cássia e fez com que ela mudasse sua forma de viver e de ser artista.

A narrativa da figura perturbadora que foi Cássia Eller, faz com que o espectador se emocione não por ângulos forçados da câmera, mas sim, por ao longo do documentário, você se dar conta do quão especial e importante ainda é Cássia Eller, e as lágrimas ao final da sessão vêm com a mesma espontaneidade que transbordava da cantora.  

O relicário de Cássia

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27/01/2015
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O diretor Roberto Santucci vem se destacando há alguns anos no cinema brasileiro por trazer ao público as comédias mais assistidas do circuito nacional. Logo após o grande sucesso "De Pernas pro Ar"(2010), Santucci tornou-se o grande nome quando se trata de comédias lucrativas, vide a sequência "De Pernas pro Ar 2" e o longa "Até que a Sorte nos Separe" - Esse estrelado pelo também fenômeno do cinema nacional, Leandro Hassum - ambas lançadas no mesmo ano (2012), e que juntas levaram mais de cinco milhões de pessoas aos cinemas. Entretanto, as comédias do Santucci nem sempre são dignas de tamanho público e dinheiro. Algumas, nem ao menos se dão ao trabalho de serem engraçadas.

Massacrados pela crítica e com razão, o reconhecimento aqui é totalmente oposto ao que os filmes dessa safra faturam. Essa dominação das salas de cinema que a Globo Filmes perpetua e empobrece a diversidade que o cinema brasileiro apresenta, levando o público à pouco conhecer a qualidade do cenário nacional.

"Loucas pra Casar", nova aposta do diretor para o inicio do ano, não é diferente. Com uma trama simplória e batida, as piadas são arrastadas e de um péssimo mal gosto. Ingrid Guimarães, estrela dos filme do Santucci, entrega uma interpretação sem graça, e nada confortável, bem diferente da Alice, personagem da atriz em "De pernas pro Ar". Aqui ela é uma mulher determinada e muito bem sucedida, mas que está ficando velha e precisa casar com uma certa urgência. O problema é que o suposto marido, interpretado por Márcio Garcia(Samuel), provavelmente tem não apenas uma, mas sim, duas amantes.

Amantes interpretadas pela talentosa Suzana Pires(Lúcia), e pela sempre bem-vinda, Tatá Werneck. Infelizmente, são raros os momentos em que os personagens das atrizes se sobressaem ao da Ingrid Guimarães, sendo pouco explorados durante o longa. Tatá ainda consegue arrancar boas gargalhadas em determinadas cenas, interpretando uma virgem religiosa. Suzana fica com um lado mais selvagem, sexy e barraqueira das três, mas não ganha tanto destaque. Bom, quanto ao Márcio Garcia, ainda acho que ele não deveria ter saído da Rede Record, há anos atrás.

O final surpreende, mas peca pelo o excesso de "surpresas" durante os quinze ou dez minutos finais da película, tornando-os realmente cansativos e sem necessidade. O "time" entre as surpresas finais deixa a trama sem nexo, bagunçada e extremamente cansativa. E vale a ressalva, se você já não suporta mais a música "Happy", do Pharrell Williams, não assista. Só existe essa trilha sonora durante todo o longa, e eles não economizaram em coloca-la diversas vezes durante toda a metragem.

"Loucas pra Casar" provavelmente será um sucesso de publico, mas não necessariamente deveria obter tamanho prestigio. A trama é fraca, as piadas também, e o final, que deveria surpreender, apresenta-se confuso e bagunçado. Mas existe o "Hype" das atrizes, que são simpáticas e já possuem seu público cativo. Obter eles vão, mas merecer, já é outra história.




 Não Pare na Pista é o resultado de sete anos de trabalho da roteirista Carolina Kotsho, conhecida por escrever os filmes 2 Filhos de Francisco(2005) e Flores Raras(2012). Essa experiência com cinebiografias resultou em mais um ótimo filme, desta vez, baseado na vida do escritor brasileiro mais lido de todos os tempos, Paulo Coelho e sua relação com a família, drogas e a busca por inspiração e realização do sonho de ser escritor. Antes de qualquer coisa, o filme mostra que nunca devemos desistir de nenhum objetivo. O script do longa foi lançado em livro contendo entrevistas com o próprio Paulo Coelho, informações adicionais, fotografias etc. O filme estreou nos cinemas no dia 14 de agosto.

  O primeiro longa-metragem a ser dirigido por Daniel Augusto, que tem cinco documentários no currículo
explora a vida do enigmático Paulo Coelho, escritor de grande sucesso em todo mundo. Desde a sua conturbada adolescência até a maturidade. Como o próprio nome já diz, a cinebiografia  foca, principalmente, na busca incessante do sonho de Paulo Coelho de ser escritor, desejo esse que o próprio possuía desde criança e seu pai tentava ofuscar, cobrando responsabilidade e questionando sobre qual "profissão concreta" ele terá. No meio dessa busca, entra em cena a vida agitada do ator: suas relações, amizades, trabalho, amores, envolvimento com drogas e ocultismo e a parceria com o grande Raul Seixas.
 

Os momentos mais marcantes da vida do autor, dos anos 60 até 2013, quando ele refaz o caminho de Santiago, é retratado por ótimos interpretes: Ravel Andrade,  interpreta Paulo na juventude e Júlio Andrade, (também conhecido por fazer o papel de Gonzaguinha em "Gonzaga de Pai para Filho, 2012)  na vida adulta e na maturidade (com bastante maquiagem). Paulo Coelho vive intensamente. Fernando Morais, escritor da biografia "O Mago" afirmou em seu livro: "o menino que nasceu morto, flertou com o suicídio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas, experimentou várias formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso pela ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro, redescobriu a fé e se tornou um dos escritores mais lidos do mundo." Essa incrível vida, teve uma ótima adaptação cinematográfica e todos esses momentos  tiveram seu lugar e seu significado no filme.

  Por fim, o passado, presente e futuro da vida de Paulo Coelho apresentados no filme dialogam entre si e, mais especificamente sua vida adulta e sua parceria com Raul Seixas, nos causam uma sensação nostálgica de uma época que não vivemos e de uma história que não é nossa.







O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro chega a sua 13ª edição em 26 de agosto. O evento será realizado no Teatro Municipal do Rio de janeiro e premiará os profissionais e filmes lançados comercialmente em 2013, além de homenagear o diretor e dramaturgo Domingos Oliveira. A lista de finalistas, votados pelos membros da Academia Brasileira de Cinema, tem novidades como a categoria de “Melhor Longa-Metragem de Comédia”.

Os filmes Faroeste Caboclo, Serra Pelada e Flores Raras são os que lideram as indicações, tendo os dois primeiros treze e Flores Raras doze, seguidos da ótima comédia de Halder Gomes Cine Holliúdy, que concorre a dez prêmios Grande Otelo. Ainda entraram na lista os pernambucanos O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho e Tatuagem, de Hilton Lacerda, com oito indicações cada. A lista ainda destaca outros sucessos do cinema nacional, como o longa-metragem Minha Mãe é uma Peça, A Busca, Mato Sem Cachorro, Uma História de Amor e Fúria, entre outros.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro chega a sua segunda etapa de votação e abrirá espaço para o público escolher seus favoritos. Além dos membros da Academia Brasileira de Cinema, os cinéfilos poderão ajudar a eleger os vencedores do Grande Otelo nas categorias “Melhor Longa-Metragem Ficção”, “Melhor Longa-Metragem Documentário” e “Melhor Longa-Metragem Estrangeiro” em votação popular pelo site oficial da Academia. O acompanhamento e auditoria do sistema de votação do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é feito pela PwC, a mesma empresa de auditoria que faz a apuração do Oscar - LUSHO! e você poderá conferir a transmissão ao vivo pelo Canal Brasil e pelo site da emissora.


Confira a lista completa:

MELHOR LONGA–METRAGEM DE FICÇÃO

- CINE HOLLIÚDY de Halder Gomes. Produção: Halder Gomes e Dayane Queiroz por ATC;
FAROESTE CABOCLO de Rene Sampaio. Produção: Bianca De Felippes por Gávea Filmes e Produções, Marcello Maia por República Pureza e René Sampaio por Fogo Cerrado Filmes.
- FLORES RARAS de Bruno Barreto. Produção: Lucy Barreto e Paula Barreto por LCBarreto e Filmes do Equador;
- O SOM AO REDOR de Kleber Mendonça Filho. Produção: Emilie Lesclaux por Cinemascópio Produções;
- TATUAGEM de Hilton Lacerda. Produção: João Vieira Jr, Chico Ribeiro e Ofir Figueiredo por REC Produtores Associados.

MELHOR LONGA–METRAGEM DOCUMENTÁRIO

- A LUZ DO TOM de Nelson Pereira dos Santos. Produção: Márcia Pereira dos Santos por Regina Filmes Ltda e Maurício Andrade Ramos por Videofilmes;
- DOSSIE JANGO de Paulo Henrique Fontenelle. Produção: Paulo Mendonça por Canal Brasil;
- ELENA de Petra Costa. Produção: Petra Costa por Busca Vida Filmes
- JORGE MAUTNER – O FILHO DO HOLOCAUSTO de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Produção: Paulo Mendonça por Canal Brasil e Pedro Bial;
- O DIA QUE DUROU 21 ANOS de Camilo Tavares. Produção: Karla Ladeia por Pequi Filmes;
- SÃO SILVESTRE de Lina Chamie. Produção: Denise Gomes e Paula Cosenza por BossaNovaFilms e Girafa Filmes.

MELHOR DIREÇÃO

- BRUNO BARRETO por Flores Raras
- HALDER GOMES por Cine Holliúdy
- HEITOR DHALIA por Serra Pelada
- HILTON LACERDA por Tatuagem
- KLEBER MENDONÇA FILHO por O som ao redor

MELHOR ATRIZ

- FERNANDA MONTENEGRO COMO BIBIANA por O tempo e o vento
- GLORIA PIRES COMO LOTA DE MACEDO SOARES por Flores Raras
- ISIS VALVERDE COMO MARIA LUCIA por Faroeste Caboclo
- LEANDRA LEAL COMO ZOÉ por Mato sem cachorro
- SHOPHIE CHARLOTTE COMO TEREZA por Serra Pelada

MELHOR ATOR

- EDMILSON FILHO COMO FRANCISGLEYDISSON por Cine Holliúdy
- FABRÍCIO BOLIVEIRA COMO JOÃO DE SANTO CRISTO por Faroeste Caboclo
- IRANDHIR SANTOS COMO CLÉCIO por Tatuagem
- IRANDHIR SANTOS COMO CLODOALDO por O som ao redor
- JESUÍTA BARBOSA COMO FININHA por Tatuagem
- WAGNER MOURA COMO THEO GADELHA por A Busca

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

- ALEXANDRA RICHTER COMO IESA por Minha mãe é uma peça – o filme
- ANA MARLENE COMO MÃE DO WALDISNEY por Cine Holliudý
- ÂNGELA LEAL COMO DONA BERTA por Bonitinha, mas ordinária
- BIANCA COMPARATO COMO CARMEM TEREZA por Somos tão jovens
- SANDRA CORVELONI COMO DONA CARMINHA por Somos tão jovens

MELHOR ATOR COADJUVANTE

- ANTÔNIO CALLONI COMO MARCO AURÉLIO por Faroeste Caboclo
- BRUNO TORRES COMO FÊ LEMOS por Somos tão jovens
- JESUÍTA BARBOSA COMO NAVALHADA por Serra Pelada
- MATHEUS NACHTERGAELE COMO CORONEL CARVALHO por Serra Pelada
- WAGNER MOURA COMO LINDO RICO por Serra Pelada

MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

- MINHOCAS de Paolo Conti. Produção: Paolo Conti por Animaking Produções, promoções artísticas e cinematográficas e com Ltda e Paulo Boccato por Glaz Entretenimento Ltda.
- UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA de Luiz Bolognesi. Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Débora Ivanov e Gabriel Lacerda por Gullane Entretenimento, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi e Marcos Barreto por Buriti Filmes

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL

- CORDA BAMBA de Eduardo Goldenstein. Produção: Eduardo Goldenstein e Katya Goldenstein por Aion Cinematográfica Ltda.
- MEU PÉ DE LARANJA LIMA de Marcos Bernstein. Produção: Katia Machado por Pássaros Films do Brasil Audiovisuais Ltda.
- MINHOCAS de Paolo Conti. Produção: Paolo Conti por Animaking Produções, promoções artísticas e cinematográficas e com Ltda e Paulo Boccato por Glaz Entretenimento Ltda.
- TAINÁ – A ORIGEM de Rosane Svartman. Produção: Pedro Rovai e Virginia Limberger por Sincrocine Produções cinematográficas.

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

- ADRIAN TEIJIDO, ABC por A Busca;
- AFFONSO BEATO, ASC, ABC por O tempo e o vento;
- GUSTAVO HADBA por Faroeste Caboclo;
- LITO MENDES DA ROCHA por Serra Pelada;
- MAURO PINHEIRO JR, ABC por Flores Raras.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

- JOSÉ JOAQUIM SALLES por Flores Raras;
- JULIANO DORNELLES por O som ao redor;
- MARCELO ESCAÑUELA por A Busca;
- RENATA PINHEIRO por Tatuagem;
- TIAGO MARQUES por Faroeste Caboclo;
- TIZA DE OLIVEIRA por O tempo e o vento;
- TULÉ PEAKE por Serra Pelada;

MELHOR FIGURINO

- BIA SALGADO por Serra Pelada;
- CHRIS GARRIDO por Tatuagem;
- JOANNA FONTELLES por Cine Holliúdy;
- MACELO PIES por Flores Raras;
- VALÉRIA STEFANI por Faroeste Caboclo;

MELHOR MAQUIAGEM

- ANCELMO SAFFI por Flores Raras;
- AURI MOTA por Faroeste Caboclo;
- CRIS PIRES por Cine Holliúdy;
- DONNA MEIRELLES por Tatuagem;
- SIVA RAMA TERRA por Serra Pelada.

MELHOR EFEITO VISUAL

- BRUNO MONTEIRO por Uma história de amor e fúria;
- CARLOS EDUARDO NOGUEIRA por O som ao redor;
- OMAR COLOCCI E RAFAEL RODRIGUES por Faroeste Caboclo;
- ROBSON SARTORI por Flores Raras;
- ROBSON SARTORI por Serra Pelada.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

- ANDRÉ PEREIRA por Mato sem cachorro;
- HALDER GOMES por Cine Holliudý;
- HEITOR DHALIA e VERA EGITO por Serra Pelada;
- HILTON LACERDA por Tatuagem;
- KLEBER MENDONÇA FILHO por O som ao redor.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

- BERNARD ATTAL, IZIANE MASCARENHAS e SERGIO MACHADO – Adaptado da obra “A coleção invisível” de Stefan Zweig – por A coleção Invisível;
- JULIE SAYRES e MATTHEW CHAPMAN – adaptado da obra “Flores Raras e Banalíssimas” de Carmen L. de Oliveira e baseado no roteiro de Carolina Kotscho, AC – por Flores Raras;
- MARCOS BERNSTEIN e MELANIE DIMANTAS – adaptado da obra “O Meu pé de laranja lima” de José Mauro de Vasconcelos – por Meu pé de laranja lima;
- MARCOS BERNSTEIN e VICTOR ATHERINO – adaptado da música “ Faroeste Caboclo” de Renato Russo, Legião Urbana – por Faroeste Caboclo;
- NELSON PEREIRA DOS SANTOS e MIUCHA – adaptado da obra “Antônio Carlos Jobim, o homem iluminado” de Helena Jobim – por A luz do Tom;
- PAULO GUSTAVO e FIL BRAZ adaptado da peça teatral “’Minha mãe é uma peça” de Paulo Gustavo – por Minha mãe é uma peça – o filme.

MELHOR MONTAGEM FICÇÃO

- DIRCEU LUSTOSA por Somos tão jovens;
- HELGI THOR por Cine Holliúdy;
- KLEBER MENDONÇA FILHO e JOÃO MARIA por O som ao redor;
- LETÍCIA GIFFONI por Flores Raras;
- MARCIO HASHIMOTO por Faroeste Caboclo.

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO

- ALEXANDRE SAGGESE e LUCIANE CORREIA por a Luz do Tom;
- CESAR TUMA e VERÔNICA SAENZ por O dia que durou 21 anos;
- LEYDA NÁPOLES por Jorge Mautner – o filho do holocausto;
- MARÍLIA MORAES e TINA BAZ por Elena;
- PAULO HENRIQUE FONTENELLE por Dossiê Jango.

MELHOR SOM

- ALESSANDRO LAROCA, ARMANDO TORRES JR. e EDUARDO VIRMOND LIMA por Uma história de amor e fúria;
- ALFREDO GUERRA E ÉRICO PAIVA por Cine Holliúdy;
- JOÃO GODOY, MÁRTIN GRIGNASCHI, DIEGO GAT e LUCAS MEYERE por Serra Pelada;
- JORGE SALDANHA, ALESSANDRO LAROCA, ARMANDO TORRES JR. e EDUARDO VIRMOND LIMA por O tempo e o vento;
- LEANDRO LIMA, MIRIAN BIDERMAN, ABC, RICARDO CHUÍ e PAULO GAMA por Faroeste Caboclo;
- PAULO RICARDO NUNES, ALESSANDRO LAROCA e ARMANDO TORRES JR. por Flores Raras.

MELHOR TRILHA SONORA

- FIL PINHEIRO por Elena;
- JARDS MACALÉ por Jards;
- JORGE MAUTNER por Jorge Mautner – o filho do holocausto;
- LINA CHAMIE por São Silvestre;
- PAULO JOBIM por a Luz do Tom.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

- ANTÔNIO PINTO por Serra Pelada;
- CARLOS TRILHA por Somos tão jovens;
- DJ DOLORES por O som ao redor;
- MARCELO ZARVOS por Flores Raras;
- PHILLIPE SEABRA por Faroeste Caboclo.

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO

- AU REVOIR de Milena Times;
- FRERTE de Hsu Chien;
- LINGUAGEM de Luis Rosemberg Filho;
- OS IRMÃOS MAI de Thais Fujinaga;
- TODOS OS DIAS EM QUE SOU ESTRANGEIRO de Eduardo Morotó.

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

- A GUERRA DOS GIBIS de Thiago Brandimarte Mendonça;
- ATÉ O CÉU LEVA MAIS OU MENOS 15 MINUTOS de Camilla Battistetti;
- CONTOS DA MARÉ de Douglas Soares;
- GERICINÓ de Gabriel Medeiros e Maria Clara Senra;
- LUNA E CINARA de Clara Linhart.

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO

- ENGOLE OU COSPERVILHA de David Mussel, Fernanda Valverde, Gabriel Bitar, Giuliana Danza, Jonas Brandão, Marcelo Marão, Pedro Eboli, Zé Alexandre;
- FAROESTE de Wesley Rodrigues;
- GRAFFITI DANÇA de Rodrigo EBA;
- MACACOS ME MORDAM de Sávio Leite;
- O MENINO QUE SABIA VOAR de Douglas Alves Ferreira;
- PALEOLITO de Ismael Lito e Gabriel Calegario;
- QUINTO ANDAR de Marcos Nick;
- UM DIA DE TRABAJO de Francisco Rosatelli.

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

- A GRANDE BELEZA/La grande bellezza de Paolo Sorrentino. Distribuição Vinny Filmes/Europa Filmes
- AMOR/Amour de Michael Haneke. Distribuição: Imovision;
- AZUL É A COR MAIS QUENTE/La Vie d’Adele de Addellatif Kechiche. Distribuiição: Imovision;
- BLUE JASMINE/Blue Jasmine de Woody Allen.Distribuição: Imagem Filmes;
- DJANGO LIVRE/Django Unchained de Quentin Tarantino. Distribuição: Columbia/Sony.

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA

- COLEGAS de Marcelo Galvão. Produção: Marcelo Galvão por Gata Cine Produções;
- MATO SEM CACHORRO de Pedro Amorim. Produção: Eliane Ferreira por Mixer e Malu Miranda por Lupa Filmes;
- MEU PASSADO ME CONDENA de Julia Rezende. Produção: Mariza Leão por Atitude Produções;
- CINE HOLLIÚDY de Halder Gomes. Produção: Halder Gomes e Dayane Queiroz por ATC;
- MINHA MÃE É UMA UMA PEÇA – O FILME de André Pellenz. Produção: Iafa Britz por Migdal Filmes.

Curta-Metragem "Sem Coração", premiado em Cannes.  Foto: Divulgação
Dois longas-metragens e dois curtas do nosso Estado estão na competição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. São os filmes Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, Ventos de agosto, de Garbiel Mascaro, Loja de répteis, de Pedro Severien, e Sem coração, de Tião e Nara Normande, que foi vencedor no Festival de Cannes, relembre AQUI.



Confira a lista de selecionados:


Mostra competitiva de filmes de longa metragem
1. Branco sai. Preto fica, de Adirley Queirós, 93min, DF, 2014
2. Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, 72min, PE, 2014
3. Ela volta na quinta, de André Novais Oliveira, 118min, MG, 2014
4. Pingo d’água, de Taciano Valério, 80min, PB, 2014
5. Sem pena, de Eugenio Puppo, 87min, SP, 2014
6. Ventos de agosto, de Gabriel Mascaro, 77min, PE, 2014


Mostra competitiva de filmes de curta metragem
1. B-Flat, de Mariana Youssef, 24min, SP, 2013
2.
Bashar, de Diogo Faggiano, 18min, SP, 2014
3. Castillo y el Armado, de Pedro Harres, 13min, PB, 2014
4. Crônicas de uma cidade inventada, de Luísa Caetano, 25min, DF, 2014
5. Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida, 14min, SP, 2014
6. Geru, de Fábio Baldo e Tico Dias, 23min, SE, 2014
7. La llamada, de Gustavo Vinagre, 19min, SP, 2014
8. Loja de répteis, de Pedro Severien, 17min, PE, 2014
9. Luz, de Gabriel Medeiros, 25min, RJ, 2014
10. Nua por dentro do couro, de Lucas Sá, 21min, MA, 2014
11. Sem coração, de Nara Normande e Tião, 25min, PE, 2014
12. Vento virado, de Leonardo Cata Preta, 21min, MG, 2013


                                                                                                             
Sem Ariano não teríamos isso



Se Ariano Suassuna visse o layout e as postagens do Claquete POP, certamente ele iria dizer algo como “não troco meu oxente pelo OK de ninguém”. Apesar do site ter a maioria das postagens estrangeiras-coisa que ele odiava-, não poderíamos deixar de homenagear esse grande escritor nascido na Paraíba, mas pernambucano de coração.

Isso aqui está longe de ser um obituário. Muito pelo contrário. Isso aqui é um registro de como o mestre me influencia e continuará influenciando gerações. O cabra da peste é, talvez, a maior referência que tenho hoje. Mais que Nelson Rodrigues. Eu me apaixonei pelo Cinema quando vi a adaptação de “O Auto da Compadecida” pela primeira vez, lá em 2001, quando eu tinha 6 anos. Lembro muito bem de estar deitada no tapete da sala e tentando entender aquele choro encenado da mulher do padeiro. Eu ainda não entendia que aquilo vinha do Teatro.

“O Auto da Compadecida” foi o primeiro filme brasileiro que vi e que vejo até hoje sempre que passa na Sessão da Tarde ou Temperatura Máxima. Não tem como não amar. À medida que fui crescendo fui entendo e estudando cada vez mais as obras de Ariano. Encenações de peças no colegial. Como esquecer? Toda turma que se preze na Escola do Recife tem que encenar alguma obra de Ariano. No meu primeiro ano lá, em 2008, vi “O Santo e a Porca”. Em 2010, foi a vez de a minha turma encenar “A Farsa da Boa Preguiça”. Uma das coisas mais prazerosas que vivi no colegial foi poder montar o cenário dessa adaptação. Foi graças a esse trabalho também, que consegui um autografo do mestre. Infelizmente não pude conhecê-lo, mas tenho a assinatura dele gravada em uma de suas melhores obras. Aliás, como escolher uma melhor obra? Todas são excepcionais.

Na graduação não foi diferente. Logo no primeiro ano, Ariano fez parte da minha formação através de uma radionovela e de um documentário. “Armoriano”. O criador do Movimento Armorial influenciou na escolha do tema de forma unânime. Foi quando conheci Carlos Newton, um dos maiores- pra mim, o maior-pesquisador do Movimento Armorial. Graças a ele pude conhecer mais a fundo a vasta obra produzida por esse movimento. De Samico ao Grial. Ainda, graças a Deus, tive o prazer de assistir a uma aula-espetáculo do próprio. Um dos momentos mais cômicos que já tive. Melhor que qualquer stand-up ou canal de humor no Youtube.


Se hoje eu tenho algum conhecimento sobre a cultura pernambucana, teatro e literatura, isso se deve a Ariano. Ele se foi. Mas vai continuar vivo na lembrança de gerações do passado, presente, futuro...Imortal.
  "E agora? Que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer..." É nesse climinha que o Soundtrack dessa semana desembarca no interior de Pernambuco para homenagear musicalmente este lindo filme que marcou muitos corações apaixonados. Lisbela e o Prisioneiro, baseado na peça teatral de Osman Lins e estrelado por Selton Mello e Débora Falabella e com direção de Guel Arraes.



  O filme conta a história da encantadora Lisbela(Débora Falabella), uma garota sonhadora e apaixonada por cinema clássico e Leléu(Seltom Mello), um malandro que vive se aventurando de cidade em cidade com seu carro-de-som tentando passar a perna em alguém com seus produtos fajutos. Leléu chega a cidade de Lisbela quando ela estava de casamento marcado com Douglas (Bruno Garcia), um pernambucano que passou um mês no Rio de Janeiro e tem um sotaque carregado. Leléu é seduzido por Inaura (Virginia Cavendish) que é casada com o matador de aluguel Frederico Evandro (Marco Nanini). Em meio a essa confusão, Leléu conhece Lisbela e ambos se apaixonam perdidamente. Sabendo da Traição, Douglas contrata Frederico Evandro para matar Leléu, que também estava a procura do sujeito que pôs um par de chifres em sua cabeça. Com um cenário e personagens baseados em romanceiros nordestinos, essa engraçada e romântica história nos faz rir e suspirar ao mesmo tempo.


  O que mais marca também é sua trilha sonora que fez tanto sucesso na época do lançamento que até um show exclusivo com os artistas participantes cantando ao vivo foi realizado. Dentre grandes artistas brasileiros na trilha, destacam-se: Elza Soares, Los Hermanos (com a música tema de Lisbela), Zé Ramalho, Sepultura e Caetano Veloso. Segue a listinha com as melhores músicas do filme pra fazer vocês recordarem as melhores cenas e correr pra rever o longa.

O Amor é filme.
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica





Você Não Me Ensinou a Te Esquecer - Caetano Veloso




A Dança das Borboletas - Zé Ramalho e Sepultura





Espumas ao Vento - Elza Soares





Para o Diabo os Conselhos de Vocês - Os Condenados





Lisbela - Los Hermanos





Oh Carol - Caetano Veloso e Jorge Mautner





O Amor é Filme - André Moraes e João Falcão










Foto: Reprodução/Internet

Foi premiado hoje (23), o filme pernambucano Sem Coração, único representante brasileiro nas mostras competitivas do Festival de Cannes 2014. O curta venceu na categoria Prix illy du court métrage (melhor curta-metragem), com direção de Tião e Nara Normande, sendo apresentado ontem (22) na mostra Quinzena dos Realizadores (que é voltada para revelações e autores estreantes de diversas partes do mundo) e tem produção de Emilie Lesclaux (O Som Ao Redor).

Não é a primeira vez que Tião foi premiado no Festival. Em 2006, ele ganhou o troféu Un Regard Neuf com o curta "Muro", também exibido na mostra paralela. Nara Normande até então só havia dirigido a animação Dia Estrelado (2011).




Gravado nas cidades de São Miguel dos Milagres, em Alagoas e em Pontas de Pedra, no Litoral Norte de Pernambuco, o enredo conta a história de um adolescente de classe média que vai passar férias na casa do primo, em uma comunidade de pescadores. Ali ele se apaixona por uma menina que usa um marca-passo (chamada de “Sem Coração”). A história nasceu das recordações de Nara da Praia de Garça Torta, em Maceió, onde cresceu. O filme foi produzido com patrocínio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) do governo do estado.

Sem Coração concorreu com filmes de Portugal, França, Suíça, Polônia, Canadá, Coreia do Sul, Azerbaijão e Romênia e em sua exibição no Festival para uma platéia lotada, Tião protestou contra a demolição dos galpões do Cais José Estelita, em Recife, ao dizer que o Brasil era uma falsa democracia. O diretor e crítico Kleber Mendonça Filho é um dos produtores do filme e comentou sobre o assunto em sua página no Facebook: "As coisas foram bem ditas para uma plateia do mundo inteiro, na França, cultura historicamente associada a uma Revolução". Além disso, Kleber divulgou a notícia da vitória e elogiou o curta “O filme é lindo e vai rodar o mundo".

O filme brasileiro mais premiado de 2013, chega em home video nesta quarta (15). O filme estará disponível para aluguel  em locadoras de todo o país (sim caros leitores, ainda existem locadoras em algum lugar além desse blog). A equipe do Claquete Pop entrou em contato com a distribuidora do filme, que informou que o DVD chega as lojas em setembro.

Tatuagem é um filme brasileiro que se passa em 1978, durante a ditadura militar, e mostra o  romance entre o soldado Fininha (Jesuíta Barbosa) e o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, Clécio Wanderley (Irandhir Santos). O filme foi todo rodado em Recife, capital pernambucana, e Olinda, e apresenta a a irreverência da companhia de artistas performáticos Chão de Estrelas, que lutava pela liberdade de se expressar artisticamente com performances que envolviam nudez e músicas com conteúdos considerados ofensivos para os censores da época da ditadura militar, além da polêmica relação homossexual de um soldado com o líder do movimento artístico.

Tatuagem recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema do Rio e no Festival de Gramado, além de Melhor Ator para Jesuíta Barbosa no Festival do Rio.
Pra quem ainda não viu, é uma ótima pedida!




Clemens Schick, Jesuíta Barbosa e Wagner Moura

Nesta quinta-feira, dia 15 de maio, estreia o aguardado Praia do Futuro, do diretor franco-brasileiro Karim Aïnouz (Madame Satã) e grande elenco, que inclui o sempre espetacular Wagner Moura, a nova cara do cinema nacional Jesuíta Barbosa, e o ator Alemão Clemens Schick (007 – Cassino Royale). O ClaquetePOP vem te trazer um apanhado desse que promete ser a grande promessa brasileira desta temporada.

O filme conta a história de Donato(Moura), um salva-vidas que tem sua vida alterada por não ter conseguido salvar uma pessoa do afogamento, neste momento ele conhece o alemão Konrad (Clemens Schick), e Donato acaba largando tudo na praia do futuro, em fortaleza, para viver em Berlim ao lado do Konrad. No meio disso tudo há o irmão, Ayrton(Jesuíta), abandonado por Danato ainda pequeno e querendo alguma explicação do irmão pelo abandono.

O Karim Aïnouz classificou o filme como “quase biográfico”, pela experiência que já teve de se desmembrar do Ceará, “o lugar onde nasci, mas que nunca pertenci”. “O filme explora ao máximo a identidade e o pertencimento”, explica o diretor em algumas entrevistas cedidas. Ele também diz não quer ser lembrado por um filme apenas de temática homo afetiva, ele não quer resumir a obra em um sensacionalismo barato, “Esse filme é sobre pessoas em geral, duas delas são homossexuais, mas e daí?”.

Uma curiosidade sobre o filme foi a dificuldade que os atores tiveram em aprender a língua, tanto Wagner, quanto o alemão Clemens Schick Eles praticamente decoraram apenas suas falas para a atuação. O ator alemão Clemens Schick chegou a ficar irritado por não conseguir entender a língua, mas disse que no final das contas o estresse o ajudou a formar sua atuação no filme. Wagner teve dois meses de preparo, mas logo viu que não conseguiria atuar na língua, e fez o mesmo, decorou e apenas incorporou sotaque nas suas atuações.

Uma das peças principais do filme deve ficar por conta da sua trilha sonora, embalada por Heroes, do David Bowie. O diretor já revelou que quando ficava em dúvida sobre algum ponto do filme ele simplesmente parava e escutava a música, ele revelou que Heroes é bem semelhante ao filme, e que ela traz “um melodrama rock'n'roll, com motos e luta". Praia do futuro ainda concorreu ao principal prêmio no festival de Berlim deste ano, mas acabou não levando, infelizmente. O prêmio ficou com o chinês Bai Ri Yan Huo (Black Coal, Thin Ice), do diretor Diao Yinan.

Ainda lançaremos aqui no site uma crítica de Praia do Futuro, atualizaremos nesta mesma página assim que estiver pronta. Mas vem logo conferir o trailer do filme pra matar um pouco a ansiedade:




Obs: Os trechos das entrevista foram retirados da entrevista feita pela jornalista Mariana Paiva, do portal A Tarde.

Aquecimento - Praia do Futuro

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11/05/2014
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