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Quinta-feira será um dia histórico para a indústria cultural mundial. Finalmente é chegada a hora que a personagem Mulher Maravilha tanto merecia, o seu primeiro filme solo. O processo foi longo, as especulações sobre um possível filme atravessaram décadas, mas ele chega nesta semana num momento no qual a agenda midiática debate questões de gênero e representatividade feminina no Cinema. É um filme que vem para somar tudo o que já foi discutido e precisa ser ainda mais falado quando vemos homens fazendo críticas às sessões exclusivas do filme para mulheres.

Esta semana, durante o Festival de Cannes, Jessica Chastain, uma das juradas, fez uma crítica contundente a representação das mulheres nos filmes exibidos na ocasião. Apesar de termos vistos mulheres ganhando prêmios de roteiro e direção, havia poucos filmes em competição realizados por elas. Mas por que eu to falando de Cannes, e não de Mulher Maravilha? Porque essas diferenças também existem na cultura pop. Não à toa que só em 2017 vemos o primeiro filme solo de uma personagem criada na década de 1940. A propósito, os primeiros encarregados para dirigi-lo nos projetos da década de 1990 e 2005 eram homens. Mas a missão de levar a super-heroína, símbolo do feminismo, às telonas ficou a cargo da maravilhosa Patty Jenkins (Monster).

Como vocês fãs e curiosos já devem ter visto na mídia, o filme da Mulher Maravilha está tendo uma recepção maravilhosa. Uma surpresa para quem acompanha o Universo DC no cinema que tem nos decepcionados há anos. Depois do desastre de roteiro que foi Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, Allan Heinberg é um alento como roteirista de Mulher Maravilha. A história não é solta dos últimos acontecimentos nos filmes da DC, ela possui uma ligação com um fato de Batman vs Superman. Parece soar estranho já que o filme retrata a origem da personagem. Mas a ligação feita entre o presente e o passado é ótima.



Para quem não acompanha a super-heroína nos quadrinhos, não fica perdido na história. É uma personagem que ganha uma nova representação no Cinema, com referências, é claro, às suas origens nos quadrinhos. É um filme que vai agradar fãs de super-heróis do Cinema e os que também acompanham HQs. O filme acompanha Diana (Gal Gadot, ótima) desde a sua infância e seu interesse em se tornar uma guerreira em meio a proibição de sua mãe, a rainha Hipólita. Antíope (Robin Wright, sempre maravilhosa) é quem ajuda a protagonista a se tornar a maior guerreira da ilha Temiscira. Eis que acontece um fato que vai mudar a vida do lugar para sempre. Um homem, Steven Trevor (Chris Pine), acaba caindo com sua aeronave no local e é salvo por Diana. Ao saber o que acontece externamente, a personagem decide ir com ele para salvar o mundo das guerras.

A partir deste fato, o filme ganha um desenvolvimento extraordinário com pitadas de humor, que não estamos acostumados a ver nos filmes da DC, além de grandiosas cenas de luta, que tem uma estética referenciada a Zack Snyder em alguns momentos, com câmera lenta, por exemplo. O diretor de Batman vs Superman foi um dos criadores da história da Mulher Maravilha no cinema. Mas calma. O filme não é ruim! Muito pelo contrário.

O filme da Mulher Maravilha resgata uma essência do ser super-herói que não víamos há muito tempo na DC Comics, e também na Marvel. É algo que existe no Superman de 1978, como referenciado pela diretora Patty Jenkins. E também é um sentimento que encontrei nos dois primeiros filmes do Homem-Aranha, de Sam Raimi. Aquele sentimento de salvação e bondade que foi substituído por um tom sombrio nos filmes de Snyder.



Gal Gadot entrega uma Mulher Maravilha excepcional. Tão forte que não imagino outra atriz em seu lugar. O romance entre ela e Steven Trevor não é o protagonista do filme. Ainda bem! Longe disso. Entre eles, nasce uma parceria de luta e amizade durante todo o filme, enquanto ao romance são reservados pouquíssimos minutos. E ao contrário do que costumamos ver nos Cinemas, a personagem feminina não precisa ser salva pelo bom moço.

William Moulton Marston foi o criador da Mulher Maravilha e acreditava que as HQs podiam ser potenciais produtos educativos para crianças. Acredito que ele ficaria orgulhoso do primeiro filme solo da personagem. Ele funciona muito bem como uma pedagogia cultural sobre igualdade de gênero para mulheres e homens.

Quadrinhos

Se você não conhece a Mulher Maravilha nos quadrinhos, você pode iniciar com a coleção Lendas da DC, lançada pela Panini. É a história da personagem resgatada por George Perez na década de 1980 que foi relançada em três volumes. Outra opção são as duas HQs da coleção Os Novos 52, com os títulos de Sangue e Direito de Nascença. Para quem quer algo mais atual ainda, tem os novos lançamentos da linha Renascimento da DC Comics.



Texto por Maria Eduarda Barbosa

Queria ter forças pra fazer vários textos sobre a maravilhosa CCXP Tour. Mas a maratona está tão grande, que tudo o que eu faço quando chego em casa é dormir, já que tô acordando às 5h.

A sexta-feira e o sábado foram épicos. Dias bem movimentados, principalmente este último. Foi notável o aumento das filas nos estandes e para os painéis.

No segundo dia da Comic Con, o auditório Twitch abriu com o painel da Disney mostrando a Star Wars Celebratrion, ao vivo, direto de Orlando. Este painel só foi exibido em dois lugares do mundo ao mesmo tempo: aqui no Recife e na China.
Como nova fã de Star Wars foi uma emoção sem descrição poder compartilhar esse momento com tantos outros fãs. Os gritos e aplausos e o calor da plateia eram contagiante. Sem falar em poder ver os atores de Os Últimos Jedi falando sobre o filme que será lançado em dezembro. De quebra, ao final, podemos conferir o trailer em primeira mão, que pouco tempo depois foi divulgado no YouTube pela Disney. Mas nem se compara a emoção de poder assisti-lo junto com os fãs e numa tela de cinema. 

Depois foi a vez de um painel pra discutir as adaptações da DC comics para as telas, com a participação de alguns quadrinistas como Ivan Reis, responsável pelo novo visual de Aquaman nos quadrinhos e que também ajudou a definir o visual do super-herói no Cinema. Apesar de desenhar a capa de um e dos maiores sucessos da Vertigo, Preacher, Glenn Fabry também participou do painel e esteve no Artists' Alley.

Os fãs de Supernatural dominaram o auditório para o terceiro painel com Richard Speight Jr,, ator que interpretou o arcanjo Gabriel na série. Eu não tinha interesse em ver esse painel porque conheço pouco do produto, mas foi bastante engraçado. O ator tem um carisma imenso. Ele também contou que dirigiu alguns episódios da série.

O auditório ficou lotado para o quarto painel, que foi sobre as adaptações da Marvel Comics para as telas. A ocasião contou com a participação do paraibano Mike Deodato, que será responsável por desenhar novos quadrinhos de Velho Logan. Outro nome de peso foi Bill Sienkiewicz, responsável por desenhar Elektra, Constantine e Novos Mutantes (que a gente pode ver na excelente série Legion, da FX).

Depois o auditório contou com uma programação especial dedicada a games e, por último, teve o painel com Carlos Villagrán, o Quico de Chaves.



Terceiro Dia e o domínio da Netflix

O sábado começou cedo para a primeira pessoa que chegou na fila dos painéis, às 4h. Por volta das 6h20, a fila no Centro de Convenções só fazia crescer. O motivo? Netflix. Ela provou mais uma vez porque é dona de tanto sucesso.



Antes do painel da Netflix, teve um super legal com Luciano Cunha, criador da HQ o Doutrinador, que ganhará adaptação cinematográfica e séries em live-action e em animação feitas pelo canal pago Space. O autor foi bastante aplaudido por todos e é responsável pela criação de um super-herói que assassina políticos corruptos. O mesmo painel também foi dedicado a Cine Hollywood 2 e teve até música ao vivo com o mito Falcão.

Pouco tempo depois, todo mundo não poupou voz para o aguardado painel da Netflix. Primeiro entraram os atores Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente da série brasileira 3%. Eles ficaram surpresos com a recepção do público que ovacionou bastante Vaneza. Ah, e teve Fora Temer também!

Logo depois foi a vez de um dos paineis mais emocionantes, com Miguel Ángel Silvestre, o Lito de Sense8. Antes de ele entrar, assistimos aos três primeiros minutos da segunda temporada e deixou muita gente surpresa. Ao chegar, Miguel foi inusitado e ficou em pé e disse uma das histórias mais bonitas que já vi, sobre a influência que ele teve da tia, que era lésbica, para interpretar o personagem. Ele falou maravilhas dela e de como ela era verdadeira em plena ditadura espanhola. Em seguida, vimos uma cena exclusiva da segunda temporada que foi gravada aqui no Brasil, na parada LGBT de São Paulo. É uma cena linda sobre aceitação e com direito a beijo de Lito e Hernando na tela gigante.



A terceira série da Netflix foi 13 Reasons Why, que contou com a presença de Alisha Boe, Christian Navarro e Brandon Flynn. Os atores, todos muito carismáticos, foram ovacionados pelo público e retribuíram dizendo frases como "I love you" e You're beautiful". Os atores revelaram que as gravações da série duraram seis meses e sobre como todos se tornaram melhores amigos no set. Alisha Boe também falou como foi trabalhar com Selena Gomez no set, produtora executiva da série, contando que a atriz e cantora trabalhava mesmo na produção e só esteve presente uma vez durante as gravações.  A expectativa deles para uma segunda temporada é alta. Alisha Boe falou que espera ver a recuperação de sua personagem se houver uma nova temporada, enquanto Christian Navarro brincou dizendo que queria um crossover com a série Stranger Things. Brandon Flynn quer ver o seu personagem crescer como pessoa e se livrar de todas as influências negativas da sua vida.



Por último tivemos a presença de Finn Jones e Tom Pelphrey, da série Punho de Ferro. Os atores falaram bastante sobre a relação entre os personagens. O público ia ao delírio a cada vez que os artistas citavam a série Game of Thrones, produção da HBO que o ator Finn Jones participou por 6 temporadas.

Foto: Josimar Correia


Depois do êxtase do painel da Netflix, a Warner também veio a altura. Trouxe algumas novidades que serão lançadas ainda este ano como Rei Arthur: A Lenda da Espada e o novo filme de Cristopher Nolan. Abrindo o painel, Danilo Gentili veio falar de seu novo filme, Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola. Mas o ápice da Warner, foi trazer 5 minutos de cenas exclusivas de Mulher-Maravilha. Foi incrível e, pelo que vi, vai ser um grande filme <3 E não acabou aí. Quem participou do painel e pegou o saquinho para guardar o celular pode trocá-lo por um pôster enorme da Mulher-Maravilha. Obrigada, Warner!

Em seguida foi a vez do terror brasileiro dominar o auditório com O Rastro, que estreia 18 de maio. O painel contou com alguns membros da equipe do filme e os atores Rafael Cardoso e Alice Wegmann. A ocasião foi uma aula de cinema, falando sobre as etapas de se fazer um longa e, ainda, abordando outras obras de terror como O Iluminado e The Babadook.

Para encerrar as atividades do auditório Twitch, teve o horário dedicado aos games.

Texto com colaboração de Josimar Correia.
Fotos: Josimar Correia.

CCXP TOUR: SEGUNDO E TERCEIRO DIA

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16/04/2017
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King Kong é um clássico inigualável. Quando lançando em 1933, foi revolucionário não apenas em seus efeitos, que na época era o que existia de melhor em Hollywood, mas por sua trama ao envolver um primata gigante e trazê-lo para plena Nova York da década de 30.

Depois de várias tentativas de trazer o "macacão" de volta às telas(algumas bem sucedidas, outras nem tanto), incluindo 1976 e 2005 (esta última tentativa assinada pelo todo poderoso Peter Jackson), Kong está de volta, e digo uma coisa, mais poderoso que nunca!

Jordan Vogt-Roberts dirige a nova incursão do animal nas telonas e o faz com maestria! O filme, além de ter um visual deslumbrante, consegue cativar o público em cheio! O ritmo do filme é avassalador, mesclando cenas aterrorizantes e ação descontroladas. Jordan não só acerta como mostra um novo visual ao personagem icônico. Dizem os boatos que o diretor produziu a cena inicial do longa para provar ao estúdio que era apto a dirigir a nova adaptação do monstro, e olha, ele estava certo! Os closes fechados nos olhos dos personagens é uma marca registrada do diretor nesse longa, mostrando toda a fúria e raiva, deixando isso evidente nas cenas.

O grande problema do filme são seus protagonistas. Tom Hiddleston e Brie Larson não empolgam e entregaram apenas caras e bocas.  As expressões de Hiddleston no filme são embasadas em clichês de dos galãs dos anos 40 e em filmes onde os protagonistas não exercem suas funções. Os personagens secundários brilham e sua torcida acabará sendo por algum deles no final das contas. Samuel L. Jackson interpreta o vilão e se sai muito bem.  Um homem frustrado pelo fracasso da guerra do vietnã procurando a todo custo mais uma vitória em seu currículo.

Kong: A Ilha da Caveira não é apenas mais uma tentativa bem sucedida de reimplantar o personagem no imaginário dos mais jovens, ele é um fôlego em meio a tanta produção sem carisma produzidas pelos estúdios atualmente. A Warner apostou em Godzilla alguns anos atrás e acertou em cheio, agora ela volta a acertar revivendo espetacularmente o personagem e mostrando que não existe apenas um macaco gigante, mas toda uma fauna por trás dessa mitologia! Uma dica, fiquem até o os créditos finais, sua cabeça vai explodir com as informações! 




Não é novidade que os super-heróis estão tomando conta da indústria cinematográfica. E 2016 foi um ano de grandes surpresas e algumas decepções nesse tipo de filme. Tivemos o aguardado Batman vs Superman e Capitão América: Guerra Civil, além das estreias de Deadpool, Esquadrão Suicida e Doutor Estranho no Cinema, sendo este último uma grande surpresa e, adiantando a lista, é o nosso número um. Mas vamos lá…


6. Deadpool



Deadpool é um filme que agrada os fãs dos quadrinhos, mas que deixa muito a desejar...Encontramos nele piadas machistas e por aí vai. Muitos dirão que é mimimi meu, mas eu sigo o pensamento de Guacira Lopes Louro (citarei sempre que puder em meus textos) de que o cinema é uma pedagogia cultural, sendo uma forma de educar os espectadores. E o que é perpetuado por este filme? Piadas machistas que são reforçadas na nossa cultura misógina através desse longa.

5. Batman vs Superman



Bom, esse filme é um divisor de águas. Conquistou muitos fãs, mas conseguiu muitas críticas negativas por parte da imprensa. Eu particularmente achei o roteiro bem fraco e a luta, entre os dois, desnecessária. Mas, pasmem, a atuação de Ben Affleck foi legal. Outro ponto positivo que, diga-se de passagem, foi a melhor coisa do filme foi Gal Gadot como Mulher Maravilha. A gente publicou a crítica que pode ser conferida aqui. 

4. Esquadrão Suicida




Sim, Esquadrão Suicida está na frente de Batman vs Superman. Achei que a dinâmica do filme funcionou melhor que o longa anterior, e a atuação de Viola Davis se sobressai. Apesar dos muitos problemas do roteiro, é um longa que prende mais a atenção do que BvS. Leia a nossa review aqui. Ponto negativo também para a hipersexualização de Arlequina.

3. Capitão América: Guerra Civil



Mais um filme que viralizou nas redes sociais por formações dos times De que lado você ficou? Capitão América ou Homem de Ferro? Com cenas hilárias e aquela já conhecida fórmula da Marvel Studios, o longa prende você até o final. Só cansa um pouco as várias cenas de lutas. Por outro lado, as formações dos times foram incríveis, com direito a primeira aparição do Homem-Aranha depois do acordo entre a Sony e a Marvel.

2. X-men: Apocalipse



Sim, a saga X-men no cinema é uma bagunça. Sei de tudo isso. Mas deixando a cronologia de lado, olhando apenas o filme como um produto cultural, saí do cinema dizendo: que filme do caralho! Essa segunda posição pode ser duvidosa porque tenho uma relação de amor com os mutantes. E o novo elenco agradou bastante. Outro ponto positivo foi o protagonismo dado a Mística (Jennifer Lawrence). Já queremos o seu filme solo!

1. Doutor Estranho



A grande surpresa ficou por conta deste filme, protagonizado por Benedict Cumberbatch. Acredito que poucos apostavam todas as fichas nesse longa como apostaram nos outros cinco. Mas os efeitos especiais e as atuações fazem de Doutor Estranho o nosso primeiro lugar. Ele tem alguns pontos negativos, claro, mas os positivos se sobressaíram. Ele é diferente de tudo que a Marvel já fez, principalmente em relação ao roteiro que introduz o personagem cuidadosamente. Leia nossa crítica aqui.


Depois de tantas críticas negativas recebidas pelo esperado Batman vs Superman, agora é a vez de Esquadrão Suicida. Para o site Rotten Tomatoes, por exemplo, as resenhas negativas deste último filme ocasionaram em uma reação dos fãs da DC, que criaram uma petição para retirar a página do ar. Esperava-se uma revolução neste universo cinematográfico com Batman vs Superman, porém havia Zack Snyder no caminho. Todas as apostas, então, voltaram-se para Esquadrão Suicida, com a direção de David Ayer, mas muitos problemas também surgiram na narrativa.

Esquadrão Suicida inicia sua saga fazendo uma pequena apresentação de dois personagens, os mais carismáticos do filme, aliás, Pistoleiro (Will Smith) e Arlequina (Margot Robbie). Logo depois, entra em ação, Amanda Waller (Viola Davis), buscando a aprovação para sua Força Tarefa X, cujo objetivo é reunir vilões para atuarem do outro lado da moeda, também lutando contra outros vilões.

O filme se passa após os acontecimentos finais que vemos em Batman vs Superman, sendo também um dos argumentos utilizados por Amanda para conseguir colocar seu projeto em prática. A personagem tem uma personalidade fortíssima e não desiste fácil dos seus objetivos. A atuação de Viola Davis é fenomenal e é um dos pontos positivos do longa assim como as atuações de Will Smith e Margot Robbie. Os três fazem a diferença no filme.

Em meio ao processo de aprovação do projeto Força Tarefa X, os componentes do que o Pistoleiro chamará de Esquadrão Suicida são apresentados em planos paralelos, com narração de Amanda Waller. É nesse momento que Batman entra em ação, com uma aparição que aumenta as expectativas para o seu filme solo, com Ben Aflleck estrelando e dirigindo. Ainda bem que não tem mais Zack Snyder. 

Também conhecemos a origem do relacionamento abusivo entre o Coringa (Jared Leto) e Arlequina. É preciso chamar atenção para a forma como é conduzida esse relacionamento, que não acrescenta em nada, só traz destruição. O que Arlequina sofre é o cotidiano de muitas mulheres e essa relação não pode, jamais, ser romantizada. Por falar em Coringa, a performance de Jared Leto não foi além das expectativas. Não chega aos pés de Heath Ledger e Jack Nicholson.

É necessário também que analisemos a forma com a qual a performance de Arlequina é construída aos olhos do diretor. O capítulo “Olhar masculino”, trazido por Ann Kaplan em 'A Mulher e o Cinema', pode ser todo inserido na contextualização da personagem. O olhar da câmera é sexualizado nela, diferentemente com os personagens homens. Não vou me ater a colocar prints aqui para não perpetuar ainda mais esses enquadramentos.

Esquadrão Suicida funciona bem melhor que Batman vs Superman. Outro plot que poderia ser melhor trabalhado é o de Magia (Cara Delevingne), mas a fórmula trilha sonora agitada e empolgante com algumas piadas (parece que falo sobre a Marvel, mas a DC ainda não atingiu esse nível) dão o tom do filme, que estreia nesta quinta (4), com pré-estreia nacional nesta quarta (3).

A San Diego Comic-Con terminou no domingo (24), mas ainda estamos eufóricos com todas as novidades divulgadas no evento! Foram tantos trailers que resolvemos fazer uma compilação do que rolou nesses quatro dias de muita cultura pop. Desculpem-nos se algum vídeo ficou de fora, mas a nossa intenção é tentar resumir todo o evento em uma única postagem para facilitar a vida de vocês, então vamos lá!


Teve o painel da Netflix arrasando nossas vidas:

Teaser de Luke Cage – todos os episódios estarão disponíveis no dia 30 de setembro




First look de Punho de Ferro



O teaser de Os Defensores que fez todo mundo tremer:



E teve também a confirmação da terceira temporada de Demolidor <3


Já a Fox nos agraciou com um novo vídeo do remake de The Rocky Horror Picture Show



Confesso que fiquei com um pé atrás quando saiu a notícia do remake, mas pelo que já vimos Laverne Cox está dando um show!

Também teve trailer de Teen Wolf e a confirmação de que a série terminará na sexta temporada:



No painel de Power Rangers, foi divulgado que o robô Alpha terá um novo visual. Além disso, o filme terá easter eggs para quem curte a série original. A estreia do longa será em março de 2017.



Agora a bomba da Lionsgate foi a revelação de A Bruxa de Blair 3. Inicialmente o filme foi intitulado The Woods, mas na Comic-Con o segredo foi revelado com direito a divulgação de trailer. A estreia nos EUA será em setembro.



Para os fãs das narrativas de zumbi, teve trailer da sétima temporada de The Walking Dead



E também trailer da segunda parte da 2ª temporada de Fear the walking dead:




Para os fãs de Game of Thrones, no painel da série foi exibido um vídeo com os erros de gravação da sexta temporada

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O terceiro dia da Comic-Con foi lacração atrás de lacração

Foi divulgado o trailer de Kong: A Ilha da Caveira, filme com Brie Larson, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, John Goodman e John C. Reilly no elenco.



Também teve trailer de Rei Arthur - A Lenda da Espada...


...Assim como The Lego Batman Movie



Teve também trailer de American Gods, nova série de Bryan Fuller (Hannibal) que é uma adaptação do livro de Neil Gaiman.


Vale lembrar também que Bryan Fuller também é responsável por trazer Star Trek de volta à TV

Além disso, teve trailer de Legion, novo produto da FX ambientado no universo dos X-men. A criação é de Noah Hawley, criador da excelente série Fargo.



Uma informação importante para os fãs de animações: Vai ter crossover entre Os Simpsons e Hora de Aventura. Seria meu sonho?

Teve também novo trailer de Animais Fantásticos e onde Habitam! No painel, Eddie também entregou varinhas para todos os presentes.



Universo DC


Agora, o melhor trailer divulgado foi, sem dúvidas, o da Mulher Maravilha! “Não cabe a você decidir o que eu faço”




A Liga da Justiça também teve seu primeiro trailer teaser divulgado, gerando vários gifs maravilhosos para os fãs. Ah, também teve a confirmação que Ben Affleck será o diretor do filme solo de Batman. Ainda bem, porque chega de Zack Snyder.



Esquadrão Suicida, que estreia na semana que vem, também teve trailer com cenas inéditas!



Para os fãs da série Arrow, trailer da 5ª temporada



E da segunda temporada de Legends of Tomorrow



Não esquecemos da terceira temporada de Flash…



Agora é hora da Marvel:


O estúdio apresentou sua nova logo para os filmes!



No painel de Pantera Negra, tivemos a confirmação de mais nomes no elenco como Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o e Danai Gurira, além da logo do filme que estreia em 2018.



Doutor Estranho, que chega aos cinemas em novembro, também ganhou um novo trailer. O filme é estrelado por Benedict Cumberbatch e conta com Regina George Rachel McAdams, Tilda Swinton, Mads Mikkelsen e Chiwetel Ejiofor no elenco.



Guardiões da Galáxia 2 também teve seu painel, com exibição de teaser, mas ele não está disponível online. Na ocasião, foi divulgado que Kurt Russell será o pai de Peter Quill (Chris Pratt).

E agora, a notícia mais linda desse terceiro dia:

Brie Larson será a Capitã Marvel!!!



No domingo (24), último dia da San Diego Comic-Con, teve painel de Sherlock com direito a trailer da quarta temporada!!



Nesse mesmo dia também teve divulgação de uma cena inédita da nova temporada de Prison Break.


Teve também trailer de Incorporated, nova série produzida por Ben Affleck e Matt Damon para o canal SyFy:


O sucesso mundial Pokemon Go também ganhou um painel no último dia da Comic-Con!


Outros trailers





Sexta temporada de Once Upon a Time, introduzindo Aladdin!


Terceira temporada de Gotham!



Quarta temporada de The Originals!



Segunda temporada de Lucifer!



Segunda temporada de The Magicians!



Segunda temporada de Blindspot!



Fim do resumão! Se teve alguma informação ou trailer que eu esqueci de colocar, por favor, manda pra gente!




Jim Parsons, Johnny Galecki e Kaley Cuoco, respectivamente Sheldon, Leonard e Penny de The Big Bang Theory, acabaram conseguindo um novo acordo com o canal Warner Bros. para continuarem na série. A produção estava suspensa desde a semana passada por causa de discordâncias salariais, mas agora retornará firme e forte na próxima quarta (06/08), iniciando sua oitava temporada e garantindo pelo menos mais três anos de BAZINGA!

Não foram divulgados os valores oficiais, mas o site Deadline informa que seus salários mais recentes de US $ 350.000 por episódio agora giram em torno de 1 milhão por episódio pelos próximos 72 capítulos da série, além de um aumento na participação de cada nos lucros que a série arrecada (de 0,25% para mais de um ponto percentual). Essa farra multimilionária pode ultrapassar cerca de CEM MILHÕES DE DÓLARES!!!! para cada ator.

Além disso, a renovação dos contratos para a 11ª temporada tem muita chance de acontecer, se for o desejo de todos com cláusulas de compromisso. Todos terão também a liberdade para trabalhar em outras séries, participar de filmes e peças teatrais. Como as atrizes Melissa Rauch e Mayim Bialik já estavam com acordos fechados, o foco das negociações passou a ser dos coadjuvantes Simon Helberg e Kunal Nayyar, que também querem participar dessa festa (quem não, né?).

Sabe o que a gente deseja do fundo do core?








Hoje J.K. Rowling, escritora da saga Harry Potter, completa 49 anos de idade. Todos sabemos que a escritora do bruxo mais querido do mundo se orgulha bastante do mundo criado. O que ela não imaginaria, era que um jogo ficcional criado por ela, nos seus livros, pudesse virar mania entre os jovens americanos. E é justamente disso que o documentário "Mudbloods", ou "Sangue Ruim" em português retrata.

Pois é, o quadribol virou esporte físico de contato nos EUA e já é febre, acontecendo torneios,  e com direito a "Copa Mundial de Quadribol", sendo disputada diretamente de Nova York.

O documentário é dirigido pelo ex-estudante de cinema da UCLA, Farzad Sangari. Ele segue uma equipe de jogadores de quadribol na UCLA, e  observa como eles competem na "Copa Mundial de Quadribol", em Nova York.

O filme de Sangari fez a sua estreia mundial no festival AFI DOCS, em junho, e estará disponível on demand e em um circuito limitado no mês de outubro, nos Estados Unidos. 

Vejam o trailer do documentário:


Faleceu no último dia 30 o ator britânico Bob Hoskins, aos 71 anos, vítima de pneumonia. E este post é uma homenagem a esse grande ator, que marcou não apenas a minha infância, como a de muitas crianças em frente ao Cinema em Casa(SBT), com o hilariante "Uma Cilada para Roger Rabbit". Mas antes, vamos falar sobre a trajetória desse grande ator, que nos deixou de surpresa, e que com toda a certeza, deixará saudades...

Robert William "Bob" Hoskins, Jr., nasceu em Bury St Edmunds, uma cidade de pouco mais de 35 mil habitantes no condado de Suffolk , na Inglaterra em 1942. Bob se destacou em 1980 por "The Long Good Friday"(No Brasil, Caçada na Noite), e em 1986 por sua atuação em "Mona lisa". No ano seguinte colheu os frutos do seu excelente trabalho, onde lhe rendeu a palma de ouro em Cannes de melhor ator e disputou naquele mesmo ano ao Oscar de melhor ator, mas acabou perdendo para o também excelente Paul Newman.

Dois anos depois de sua indicação ao Oscar e já com sua Palma de Ouro pelo dramático "Mona Lisa", o ator resolveu se arriscar em comédias e usar sua versatilidade, e decidiu estrelar "Who Framed Roger Rabbit", ou aqui no Brasil "Uma Cilada para Roger Rabbit", nele vemos Hoskins trabalhando em algo que ele realmente desconhecia, na verdade era desconhecido para vários atores na época, e foi realmente desafiador contracenar com personagens que você não os via, já que eles eram desenhos, e seriam adicionados a película na pós-produção.

O filme conta a história do Detetive Eddie Valiant(Bob), que é contrato para investigar a mulher do Roger Rabbit, Jessica Rabbit, por suspeita de infidelidade. Mas o assassinato do Marvin Acme muda o rumo da história e o Roger Rabbit acaba sendo um dos principais suspeitos, sendo assim, ele acaba pedindo ajuda ao detetive para provar sua inocência, mas muita coisa ainda acontece e até um vilão, interpretado pelo genial Christopher Lloyd (Juiz Doom), tenta destruir toda a ToonTown.

O filme é uma adaptação do romance escrito por Gary K. Wolf, Who Censored Roger Rabbit?, lançado originalmente em 1981.
Who Censored Roger Rabbit? de 1981

O Walt Disney Studios compraram os direitos do livro ainda em 1981, e anos mais tarde chagariam nas mãos dos Jeffrey Price e Peter S. Seaman, os roteiristas. Jeffrey e Peter já tinham feito pelo menos 2 rascunhos do roteiro antes mesmo da produtora do Steven  Spielberg, a Amblin Entertainment, chegar para financiar o projeto. Uma curiosidade é que a primeira opção para dirigir o filme não foi originalmente o Robert Zemeckis, e sim o Terry Gilliam(Os irmãos Grimm). O motivo da recusa da direção seria a dificuldade que ele teria alegado em realizar o projeto, mais tarde, Terry declarou publicamente que estaria arrependido dessa decisão. Outra curiosidade é que o nosso Bob Hoskins não era a primeira opção no pepel do detetive Eddie Valiant, e sim outro grande ator, Bill Murry. Zemeckis e Spielberg acharam que o ator recusaria o papel do detetive, mas anos mais tarde o próprio Bill Murry ficou sabendo disso, e se pronunciou dizendo que teria aceitado o papel imediatamente.

A história do filme se passa em uma Hollywood de 1947, o principal enredo centra na coexistência dos desenhos animados, onde eles vivem e interagem com os seres humanos. Os principais desenhos que aparecem são da Disney, obviamente, e os desenhos da Warner Bros. Cartoons. Os animadores se inspiraram na era de ouro da animação americana, o coordenador das sequencias de animação foi o Richard Williams. Por conta de vários contratos entre as empresas de animação, principalmente Disney e Warner, há várias curiosidades que incluem, por exemplo, a exigência da Warner em que os seus personagens aparecessem o mesmo tempo que os da Disney, nem mais, nem menos. Além disso os personagens de outras empresas aparecem o mesmo tempo, na mesma quantidade de frames e tem a mesma quantidade de diálogos no longa. Alguns estúdios não liberaram os seus desenhos, como Tom e Jerry e o Popeye. 

Dá uma olhada na cena onde vemos dois ícones da animação na mesma cena, Mickey e Pernalonga: 




Há também personagens bem marcantes neste filme, como a belíssima Jessica Rabbit, e seus lábios delirantes. e várias participações especiais de outros personagens, como a Betty Boop, Dumbo(um uma cena super legal), Eufrasino, Gaguinho e Pica-Pau.


Arte da Jessica Rabbit
Betty Boop em cena no filme

Recentemente ele teve o seu lançamento em Blu-Ray em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, e claro que como um fã desesperado comprei minha edição há algum tempo. Farei uma breve análise dela, mas já fica o ponto negativo por não conter nenhuma dublagem, muito menos uma dublagem clássica! Infelizmente o Blu-Ray só conta apenas com áudio Inglês, Frances e Russo(???), fomos agraciados(ou não), com apenas legendas em Português e nada mais que isso. O disco e a case são simples, o padrão simples da Disney Brasil, sem nem se quer uma contra-capa(luva), ao menos tem uma arte interna descente e colorida. Os menus são apresentados em Português, Espanhol e Inglês. O Áudio vem em seu poderoso DTS-HD MA 5.1 em inglês, e Dolby Digital 5.1 em francês e 2.0 em Russo(ainda quero entender a autoração em Russo ¬¬'). A imagem é satisfatória e o áudio faz a diferença com os seus 5.1 canais em HD, nos extras os destaques ficam por conta dos comentários em áudio de vários realizadores da produção, incluindo o diretor Robert Zemeckis, e o produtor Frank Marshall, além de um featurette mais completo de 37 minutos mostrando todo o processo de criação, desenvolvimento e produção.
Em grande resumo este clássico poderia ganhar uma edição mais caprichada e a sua altura, mas os aspectos técnicos como imagem e som são quase perfeitos
Blu-Ray nacional de "Uma Cilada pra Roger Rabbit"
Bob Hoskins fez outros papeis memoráveis e voltou a parceria com o Steven Spielberg em 1991 como o Smee, braço direito do capitão gancho. Em 1993 Bob interpretou nada menos que o  Mário Bros, tornando-se o primeiro personagem dos vídeo games que foi transformado em filme. Pena que a recepção do longa na época foi péssima, tanto pela crítica, quanto o público. Uma semana depois da sua estreia, chegaria aos cinemas Jurassic Park que esmagou todas as possibilidades de um retorno satisfatório do filme.

Hoskins em "Super Mario Bros - Filme" 

Smee foi um dos seus personagens mais marcantes

 A película custou em torno dos $ 45 milhões de dólares e não chegou a arrecadar nem ao menos $ 20 milhões. Hoskins desde então sempre aparecia em papéis pequenos, até que em 2012 resolveu anunciar sua aposentadoria depois da descoberta da doença de Parkinson, o seu último trabalho foi ainda em 2012 no filme "Branca de Neve e o Caçador".

É isso gente, essa foi a homenagem do Claquete POP a esse grande ator que nos deixou, mas que ficará marcado por bons papéis, e boas atuações na sua longa trajetória. Espero que tenham gostado, e até o próximo post galera, com mais informações sobre cinema, coleção e cultura POP.