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Crédito: Carlos Cajueiro


Chico Science já cantava “Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão”, em Mateus Enter. E na noite desta sexta (2), o Vivo Open Air fez jus ao trecho da canção, trazendo para o Caxangá Golf & Country Club uma programação pernambucana.

A curadoria está fazendo um trabalho incrível de combinar a programação: na quarta, o jazz de Amaro Freitas casou com a trilha de Café Society. Na quinta, o curta Malária se relacionava com o Cinema de Tarantino e, na sexta, com ingressos esgotados, foi a vez do premiado Aquarius dividir a noite com Otto, que fez seu último show do ano para lançar o vinil do ótimo Certa Manhã acordei de sonhos intranquilos.

Assisti a Aquarius pela terceira vez e a sensação é que o filme melhora cada vez mais. Aquarius é resistência e ocupação, palavra bastante em voga nos dias atuais. Uma palavra necessária, aliás. Uma ação que precisa ser feita nesses tempos sombrios. Assistir a história de Clara é imaginar essa resistência da personagem além do telão do tamanho de uma quadra de tênis. Há inúmeras Claras pelo Brasil resistindo em escolas, universidades e no Cine Olinda.

Quase no final da sessão, começou uma pequena chuva, que passou rapidamente. Mas a produção do festival entrou em ação e distribuiu capas protetoras para o público, que não se intimidou com o contratempo e grande parte continuou a assistir ao filme, que foi ovacionado ao final ao som da voz de Taiguara, cuja música se conecta no início e fim do longa. Se você quiser ler mais sobre Aquarius, nós publicamos duas críticas do filme que podem ser acessadas aqui e neste outro link. 
Crédito: Carlos Cajueiro

Otto com toda sua performance já conhecida do público fez um show memorável em sua terra natal. Afinal, o músico cresceu no bairro da Cidade Universitária, que fica próximo ao local do evento. O show foi dividido em duas partes, a primeira com as músicas do disco Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos. E a segunda ele passeou por outros álbuns e homenagem a Chico Science.

Não faltaram críticas ao governo atual e gritos de Fora Temer acompanhados pelo som da banda. Na música Cuba, do álbum Condom Black, Otto a dedicou a Fidel Castro, falecido no dia 25 de novembro. O palco de Otto, assim como o filme Aquarius, foi um momento de resistência e de perseverança de que não podemos desistir.

Hoje é a vez de Star Wars e o Exorcista dividirem a noite do Vivo Open Air. Confira a programação: 

03 de dezembro (sábado)

1ª sessão 
Abertura da casa: 19h 
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h 
Filme: Star Wars – O Despertar da Força

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h 
Filme: O Exorcista (Legendado)


04 de dezembro (domingo) 
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Minions (dublado) 

2ª Sessão 
Abertura da casa: 20h30 
Sessão: 21h 
Filme: Cinema Paradiso (Legendagem Eletrônica)


07 de dezembro (quarta-feira)

Abertura da casa: 19h 
Sessão: 21h 
Filme: Pré-estreia – Michelle e Obama 

08 de dezembro (quinta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton

Sessão: 21h 
Curta: Até a China 
Filme: Táxi Driver (Legendagem Eletrônica) 


09 de dezembro (sexta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 Hugo Linns
Sessão: 21h 
Filme: O Lar das Crianças Peculiares (Legendado)
Atração: 23h Los Sebosos Postizos 


10 de dezembro (sábado) 

1ª sessão
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 20h 
Filme: Pré-estreia – A Qualquer Custo (Legendado)

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h CTRLBEAT
Sessão: 00h 
Filme: O Silêncio dos Inocentes (Legendado)


11 de dezembro (domingo) 
1ª Sessão
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Procurando Dory (dublado) 

2ª Sessão 
Abertura da casa: 20h30 
Sessão: 21h 
Filme: Spotlight

14 de dezembro (quarta-feira)
Abertura da casa: 19h 
Sessão: 21h 
Filme: Pré-estreia – Minha Mãe É uma Peça 2 


15 de dezembro (quinta-feira) 
Abertura da casa: 19h30
Show Instrumental: 19h30 CTRLBEAT
Sessão: 21h 
Filme: O Poderoso Chefão 2 (Legendagem Eletrônica)



16 de dezembro (sexta-feira) 
Abertura da casa: 19h
Show Instrumental: 19h30 A banda de Joseph Tourton
Sessão: 21h 
Filme: Dirty Dancing (Legendagem Eletrônica)

17 de dezembro (sábado) 
1ª sessão 
Abertura da casa: 19h 
Show Instrumental: 19h30 Amaro Freitas
Sessão: 20h 
Filme: Esquadrão Suicida (Legendado)

Sessão Especial 
Abertura da casa: 23h Amaro Freitas 
Sessão: 00h 
Filme: O Iluminado (Legendado)


18 de dezembro (domingo) 
Abertura da casa: 16h com recreação infantil
Sessão: 18h 
Filme: Frozen (dublado) 



Serviço
VIVO OPEN AIR
Cidade: Recife
De: 30/11 a 18/12 de 2016
Local: CAXANGÁ GOLF & COUNTRY CLUB
Estacionamento no local: R$ 15, sujeito à lotação
Horário de funcionamento
- De quarta à sexta: Portões abertos às 19h30/ Filme às 21h
- Dias Sábados: Duas sessões
· 1ª Sessão: Portões Abertos às 19h30 / Filme às 20h
· Sessão Especial: Portões Abertos às 23h / Filme às 00h
- Domingos: Duas Sessões
· 1ª Sessão: Portões abertos às 16h/ Filme às 18h
· Sessão Especial: Portões abertos às 20h30 / Filme às 21h

Ingressos 
CINEMA ou CINEMA + SHOW
R$ 50,00 (inteira) 
R$ 25,00 (meia)

Vendas: www.vivo.com.br/openair

Pontos de venda
Loja VIVO – Shopping RioMar, Tacaruna e Recife
Lojas Renner - Shopping Recife e Imperatriz
Teatro Guararapes (Bilheteria)

Bilheteria 
Dias do evento, de 30/11 a 18/12, de quarta a sábado, das 16h às 02h
Caxangá Golf & Country Club – Entrada lateral (Rua Engenho Poeta, s/nº)


Por Esdras Castiliano

Aquarius é um grito. Um grito de pertencimento ao espaço e resistência. Um grito de ocupação do que vem sendo tomado de nós há 500 anos. Aquarius cumpre com maestria seu exercício sobre os afetos, poderia facilmente ter sido chamado de "Summer Sleep", em referência ao cineasta turco Nuri Bilge Ceylan.

Kleber Mendonça Filho, em seu segundo filme, trabalha um puro estudo de personagem, traz sua própria estética e linguagem - mais uma vez o filme é dividido em capítulos: O cabelo de Clara, O amor de Clara e O câncer de Clara. Aqui, as fotos dos engenhos e latifundiários deram lugar às fotos da Avenida Boa Viagem e dos prédios, Jackie Brown deu lugar a Barry Lyndon, as batidas ritmadas deram lugar a uma trilha sonora mais suave e nostálgica, o corte brusco dos prédios envolvendo as garrafas deu lugar a um frame sem as famigeradas "Torres Gêmeas do Recife", as bombas deram lugar aos cupins. Kleber também continua com suas clássicas alfinetadas nas elites burguesas, acidez presente desde seus curtas e ainda mais explícitas no aclamado O Som ao Redor, seu primeiro longa.

Trazendo em seu corpo, seu cabelo e seu olhar distorcido, as marcas do seu tempo, Sonia Braga entrega uma interpretação sublime e marcante, digna de todos os elogios possíveis. A fim de retomar o antigo, sem abandonar o novo, Sonia é a atriz perfeita para o papel, assim como nenhum outro ator cairia tão bem na metáfora criada por Michael Keaton em "Birdman". Clara é uma personagem complexa, suas marcas nem sempre estão expostas, recordar faz parte de seu viver diário e preservar isso é seu ato político, seu modo de não andar morrendo pela vida. A canção "Hoje" de Taiguara é a canção de Clara, foi escrita para ela, diretamente do passado. Clara é a fossa, a fome, a flor, o fim do mundo.

Aquarius, assim como "Winter Sleep", que venceu a Palma de Ouro dois anos atrás, tem seu lugar de prestígio na sétima arte. Aquarius acaba sendo um grito contra os "cidadãos de bem" que se dizem fartos de caráter, quando na verdade são vazios. Também, um grito contra os cupins da sociedade. Mas, sobretudo, um grito sobre as relações humanas degradadas.

Classificação Indicativa - Fica aqui o nosso repúdio contra a classificação indicativa de 18 anos. Filmes como Bruna Surfistinha foi destinado para maiores de 16 anos.

Crítica - Aquarius

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31/08/2016
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Durante o caminho para a sessão de Aquarius, pensava comigo sobre a especulação imobiliária que começa a avançar no bairro onde eu moro, a Várzea. É um bairro predominantemente habitado por casas e prédios de até três andares, mas que, de uns tempos pra cá, temos encontrado alguns edifícios enormes. Também lembrei do Caiçara, em Boa Viagem, que teve uma demolição iniciada em 2013, e interrompida com decisão judicial que pedia a reconstrução do edifício da década de 1940. No entanto, em 7 de abril deste ano, fomos pegos de surpresa quando vimos nos jornais que o Caiçara estava sendo derrubado pela construtora Rio Ave.

Aquarius inicia com imagens fotográficas em preto e branco nos levando, logo depois, para a década de 1980, onde conhecemos Clara e seus familiares. Desde esse período, ela mora no edifício que dá nome ao filme, com uma arquitetura de anos anteriores e preservado até a atualidade pela protagonista, que resiste dia após dia como única moradora do local. O restante do prédio foi desocupado, os outros moradores aceitaram a oferta de uma construtora que quer fazer o mesmo que a Rio Ave fez com o Caiçara.

Clara é interpretada por Sonia Braga e o elenco conta com nomes como Irandhir Santos, Maeve Jinkings, Humberto Carrão e Pedro Queiroz. A protagonista vive sozinha em um apartamento do Aquarius, preservado com móveis antigos e sua coleção de vinis. Assim como o próprio edifício, Clara também conserva uma cômoda que ganha uma atenção especial no roteiro e na direção de Kleber Mendonça Filho. O móvel fez parte da história de Tia Lúcia, a qual conhecemos no início filme, que aliás, ganha uma divisão em partes como em O Som ao Redor.

Diferentemente do primeiro longa de ficção de Kleber, a história de Aquarius centra em um só personagem: Clara. Conhecemos o dia a dia dela, os seus filhos, sobrinho e sua intimidade. Ela lutou contra um câncer de mama e agora luta para preservar o local de sua história, de sua vivência e lembranças. Também crítica musical, Clara desperta em nós um contato próximo com a música. Sonia Braga dá vida a uma personagem fortíssima, que não abre mão de sua história por dinheiro algum.

Ela protagoniza também duas falas que resumem bem a sociedade de hoje: “Quando você gosta, é vintage. Quando você não gosta, é velho.” E, em um diálogo com os filhos, Clara fala sobre loucura, porque ela pode parecer louca por tentar preservar o Aquarius, mas “a loucura está lá fora”. E essa fala pode ser adaptada para outros contextos. Em tempos em que precisamos resistir cada dia mais, Aquarius chega para nos fortalecer.

Aquarius foi ovacionado no festival de Cannes, onde a equipe protagonizou um protesto mostrando ao mundo a situação política brasileira e denunciando o golpe em curso. O filme venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Lima, que deu a Sonia Braga o prêmio de melhor atriz. O longa também foi premiado no Festival de Sydney, na Austrália, e selecionado para os festivais de Toronto e Nova York.

No Brasil, a estreia acontece no dia 1º de setembro, com pré-estreia marcada no Cinema São Luiz, no Recife, neste sábado (20), com ingressos esgotados.




Confira agora a crônica escrita pelo jornalista Vinícius de Brito sobre o Caiçara:


CRÔNICA DE UMA MORTE CAIÇARA

Revisito o texto na manhã do dia 7 de abril, horas depois do esqueleto do Edifício Caiçara ser pulverizado pelas máquinas da construtura Rio Ave, que desde 2013 já tratara de desfigurar o prédio da orla de Boa Viagem escondido entre castanheiras. Lembro que após escrever a crônica, descobri que uma tia minha havia morado ali em meados do século passado, mas minha história com o lugarejo era outra. Até porque ele virou símbolo, antes mesmo de se esmiuçar à areia. Texto originalmente publicado no livro R A C H A D U R A.

***

– Você sabe onde fica aquele prédio que está meio caído? – estava eu na Península (quase autônoma) da Zona Sul e perguntava sobre o “mambembe” Caiçara a uma mulher. – Não sei, não. Talvez seja pra lá – apontou ela da Avenida Conselheiro Aguiar, que fica a poucos metros da orla. Não satisfeito, repito a inquietação a outra Belle du Jour que encontrei logo mais: – Você vai andar mais um pouco. É mais pra frente – disse. Esta andança me levou à Avenida Boa Viagem. Seguindo os conselhos da última informante, cheguei ao número cabalístico 888, e o GPS me norteava o bairro adjacente do Pina como destino. Ali, espremido entre o Edifício Nossa Senhora de Copacabana e o Studio Portal de Boa Viagem, resistem os escombros do meu achado dos anos 1940.

Na verdade, eu bem que sabia a localização do tal “Coliseu”, mas queria sentir se a ruína do que restou do Caiçara saltava aos olhos dos moradores ao redor. Ao que parece, não fez muita diferença.

Era uma tarde incomum de quinta-feira. Naquele dia 22 de maio de 2014, o silêncio que costuma imperar nas madrugadas de outro bairro, o de São José, no centro, havia sido anulado, porque se ouviu de longe o agudo amargo de tratores. É só juntar uma coisa a outra. As máquinas haviam começado a destruir os armazéns abandonados do Cais José Estelita, e isso, claro, a mando de uma grande construtora da Cidade Maurícia. Porém, o trabalho às escuras foi embargado por um grupo de moradores que, no melhor estilo só-se-for-por-cima-do-meu-cadáver, se impôs àquela intransigência.

E o que isto tem a ver com o neocolonial Caiçara? Tudo. A ação das empresas da construção civil: derrubar construções antigas e construir muralhas de 30 andares em ode à contemporaneidade. E a reação das pessoas: protestar contra um plano que só favorece as construtoras e, por vezes, a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR).

No caso do Edifício Caiçara, em 2013, a empresa que detém a posse do terreno onde cambaleia o prédio começou o processo de destruição – como disse, algo muito similar ao que se planejava para os armazéns. A Justiça do Estado, no entanto, estabeleceu à época que, se a construtora colocasse tudo a baixo, pagaria uma multa altíssima. E a demolição foi embargada. O resultado é o que se vê por trás da castanheira que toma a vista do prédio – e pela qual os banhistas se digladiam para ter sombra: um terço da construção original restou, digo, os escombros engoliram a porta azul tingida e as janelas emolduram, hoje, o estrago. Das pastilhas pixeladas, o mar se encarregou de tirar o brilho. E a porta, enfim, por onde os moradores passavam, agora é só um tapume metálico.

Sentado em um banco da Praia de Boa Viagem, estrategicamente de frente para o Caiçara, passei meia hora. Observei a relação de quem passava por lá. Sinceramente, naquele dia, digamos, insólito, não senti a menor diferença na rotina praieira da Zona Sul. As madames passavam com seus poodles à coleira; por consequência, as amas se encarregavam das crianças. Os saudáveis caminhavam com troços tecnológicos presos ao tronco. Surfistas havia poucos. Namorados se entocavam nos coqueirais. Mas, para não dizer que não falei das flores, vi uma mulher. Apenas. Ela passava pela calçada do Caiçara e dedicou um tempo à ruína. De longe, até pude notar um olhar angustiado. Curioso, talvez.

Apesar da minha impressão, não posso negar um movimento que comove pessoas a partir dos clarins da internet – e que extrapola a WEB, vide a relatada ocupação do Cais José Estelita. É uma parcela de amantes do Recife que reivindica suas memórias, uma identidade arquitetônica recifense que não se sustenta na padronização do mar de concreto. O movimento “Salve o Caiçara”, como foi batizado, tornou o prédio desacreditado até mesmo pelo Conselho de Urbanismo e Desenvolvimento (CDU) – que, em votação, decidiu pela destruição do edifício, em abril de 2014 – em símbolo contra o processo de verticalização acelerado. O Caiçara, ainda que moribundo e desfigurado, diz que um “Novo Recife” é sustentável. Afinal, percebe-se vigor em uma cidade quando mais lhe vale um prédio de dois andares do que um “espigão” de trinta.






Foi divulgado o primeiro vídeo de making of do filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho. Nele, você pode conferir, também, curiosidades sobre as filmagens realizadas na capital pernambucana entre agosto e setembro de 2015. 

Este é o primeiro de uma série de cinco vídeos, cuja divulgação ocorrerá até a estreia comercial do filme, no dia 1º de setembro. Sua primeira exibição aconteceu no Festival de Cannes, no qual integrou a seleção oficial competitiva do evento. Aquarius ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney.

O filme conta a história de Clara, interpretada por Sônia Braga, uma escritora e jornalista aposentada que vive no edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar de Boa Viagem. Ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que quer demolir o prédio. O elenco também conta com Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Zoraide Coleto, Carla Ribas, Paula de Renor, Fernando Teixeira, Pedro Queiroz, entre outros.

Assista ao primeiro vídeo: