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 Filme estrelado pelas maravilhosas Cate Blanchett (O Curioso Caso de Bejamim Button) e Rooney Mara (Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres) lidera entre os indicados da premiação que antecede o Oscar com 5 Indicações: Melhor Filme Drama, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz Drama (Cate Blanchett) e Melhor Atriz Drama (Rooney Mara). A cerimônia Globo de Ouro acontecerá no dia 10 de Janeiro de 2016.

  Dentre as indicações ao Globo de Ouro, o filme também foi vencedor de quatro prêmios do New York Film Critcs Circle nas categorias: Melhor Filme, diretor, roteiro e direção de fotografia. Além de mais 6 indicações Spirit Awards 2016. Meus caros, temos um forte candidato ao Oscar entre nós.

  Carol, dirigido por Todd Haynes, é sobre Therese Belivet (Rooney Mara) que trabalha em uma loja em Manhattan no inicio dos anos 1950 e sonha com uma melhor vida, quando conhece Carol (Cate Banchett), uma mulher sedutora presa num casamento fracassado. Ambas sentem uma atração ardente uma pela outra logo no primeiro encontro que se transforma num sentimento mais profundo depois. Quando o envolvimento delas vem à tona, o marido de Carol, a afronta, desafiando sua competência como mãe. Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando tudo pra trás, mas se veem encurraladas entre convenções e a atração mútua.

  O filme será lançado pela Mares Filmes no dia 14 de Janeiro de 2016.

Confira o Trailer abaixo:







Divulgação/Disney
Assistir o mais novo live action da Disney é uma experiência. Além do longa Cinderela, o espectador também vai poder conferir o curta Frozen: Febre Congelante. O filme tem tudo para repetir o sucesso da obra original, pois investiu na fórmula que já havia dado certo. 

A forte relação entre as irmãs Elsa e Anna, na qual Elsa, apesar de ser a mais velha e possuir poderes, sempre acaba sendo cuidada pela irmã mais nova. E Olaf, o boneco de neve que fez tanto sucesso, ganha destaque, mais uma vez, acrescentando humor à história de sororidade da Disney.

Reprodução/YouTube
Outro personagem que recebeu destaque foi Kristoff, noivo de Anna, que nesse curta aparenta ter mais falas do que teve durante todo o primeiro filme da franquia Frozen. O curta só teve uma música, Making Today a Perfect Day, que não tem potencial para ser a nova Let It Go, mas é pano de fundo para fazer boas referências a momentos do primeiro filme. Frozen: Febre Congelante é um curta para manter a chama da franquia viva, enquanto se espera pelo próximo filme. 

Já quando o longa Cinderela começa, o espectador é imerso na linda fotografia do filme, suave e com tons vivos, lembrando uma pintura impressionista. Outro ponto essencial no filme é o cenário da casa de Ella e sua família, os temas florais espalhados pela casa e os pequenos detalhes como os carretéis de linha fazem a diferença. O imóvel reflete aconchego, amor e força, tudo que existe em abundância na família. 

Nesse live action, a Disney mais uma vez dá dimensões aos personagens, como aconteceu em Malévola. Nenhum personagem é bom só por ser, e nenhum personagem é mau porque decidiu ser. É possível notar o que motiva cada personagem e o faz ser da maneira que é. Esse é um recurso que acrescenta profundidade à narrativa, indo além da dicotomia bem x mal.

O crescimento de Lady Tremaine (Cate Blanchett) merece destaque. Ela é brilhantemente trabalhada no roteiro e executada por Cate, que transforma a Madrasta em alguém com quem é possível se relacionar. O desenvolvimento psicológico dá sentido à história e à crueldade que a personagem vem a apresentar.

O filme, com certeza, ficará marcado como o desabrochar de Lily James. A atriz, que foi parte do elenco de Downton Abbey, exibiu talento ao mostrar uma Cinderela com várias facetas - diferente da boa moça do desenho ou da menina bem humorada de Caminhos da Floresta. Aqui Ella sente raiva, desiste, é impulsiva, mas continua mantendo a coragem e a gentileza características da personagem original.

Reprodução/YouTube
O único defeito é que, ao tentar modernizar alguns pontos, o filme, ainda assim caiu em clichês. Depois da enfática frase de Elsa, em Frozen, sobre amor à primeira vista e casamentos apressados, dois pontos típicos dos contos de fadas; a Disney parece estar tentando correr disso e montar uma base para o relacionamento antes de um compromisso sério. Mas como é uma ideia nova, ainda precisa de alguns ajustes.

Para uma história ter final feliz, ela não precisa terminar em casamento - ainda mais um apressado. E já é hora de tirar esse estereótipo da mulher que precisa ser resgatada pelo príncipe. Durante a divulgação do filme, a atriz Lily James afirmou que Ella não seria uma donzela indefesa - e ela não é. Mas o príncipe ainda a vê dessa maneira, e tenta tomar as decisões por ela e forçá-la a aparecer. São pontos que podem, e devem, ser melhorados até o live action A Bela e A Fera.

Cinderela é um filme para toda a família, que com certeza vai se encantar com a beleza e magia da história. E, juntamente com Frozen: Febre Congelante, tem tudo para levar milhares aos cinemas e ser um sucesso de bilheteria. O curta é apenas um aquecimento para a sua sequência, e o longa é uma mostra perfeita da magia do universo Disney, capaz de recontar a mesma história diversas vezes e torná-la cada vez mais linda.