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Listas são, como se diz no mundo da moda, "tendências" (isso me lembra um comentário, nas redes sociais, relacionado a "Spotlight 2"). E o conteúdo disponível na Netflix me faz pensar em todos os tipos de listas possíveis. Entretanto, em meio aos últimos e futuros lançamentos de produtos originais do serviço, resolvi fazer uma lista relacionada às séries pra você maratonar. Tentei escolher dez, mas sempre sobra espaço pra mais uma ou duas.


Orange is the newblack

Orange foi a primeira série original da Netflix que vi, ainda em 2013. Ela foi tão inovadora, e continua sendo, que foi amor à primeira vista. Essa é uma série que retrata o sistema prisional para mulheres e traz em sua essência representatividade, com atrizes latinas, negras e trans que posteriormente conquistaram espaço na TV, além de vários prêmios. 

House of cards

Aproveitando o ensejo da estreia da quarta temporada nesta sexta (4), coloquei House of cards logo no início. Além de sua história excelente (qualquer semelhança com a política brasileira é mera coincidência - ou não), as atuações são dignas de aplausos, e fará você tirar algumas horas pra maratonar esta série. Frank e Claire Underwood formam um dos casais mais tensos da televisão. E, na terceira temporada, a personagem de Robin Wright, mostra ainda mais o seu poder na história. 

Jessica Jones

Só amores por Jessica Jones! Nela, encontramos uma super-heroína sem uniforme, sem estereótipos de super-heroína e com discussões importante sobre relações abusivas e estupro. É uma série importante com personagens complexas e humanas, além de ser um produto que pode trazer grandes reflexões àquelas pessoas que possuem pouco contato com temáticas relacionadas a debates de gênero. 

Unbreakable Kimmy Schmidt

Depois de 30 Rock, Tina Fey acertou novamente com Unbreakable. É uma comédia fofa, com críticas e referências à cultura pop. E tem a abertura mais chiclete de todos os tempos, porém FEMALES ARE STRONG AS HELL <3 

Love

Love estreou recentemente na Netflix e já conquistou fãs em todo o mundo. Judd Apatow, criador de Girls, acerta novamente no estilo cômico para representar a nossa geração. Temos Gillian Jacobs, de Community, como protagonista e excelente em seu papel. A série parte do fim de dois relacionamentos e como os personagens lidam com essa situação. O fim se torna um novo começo. 

Demolidor

Apesar de todo mundo ter elogiado a série na época de sua estreia, em abril de 2015, só comecei a vê-la recentemente. Ainda to no quinto episódio, mas já garanto que vale a pena maratonar, pelo menos até onde eu vi. Demolidor é uma série repleta de ação e com uma excelente produção. Se você é traumatizado com o filme do Demolidor protagonizado por Ben Affleck, essa é a sua chance de esquecer esse passado. A segunda temporada estreia no dia 18 de março!

Narcos

Falem mal ou falem bem do sotaque de Wagner Moura, ele está excelente em Narcos. A série que conta a história de Pablo Escobar é cheia de novidades em cada episódio, deixando-nos ansiosos para o próximo e, quando nos damos conta, já terminamos de assistir tudo.


Better Call Saul

Spin-off de Breaking Bad, Better Call Saul se passa antes da premiada história de Walter White. Ela conta como Jimmy McGill se tornará Saul Goodman. Não cheguei a assistir Breaking Bad (ainda), mas o ritmo da série da Netflix com a AMC é ótimo e o personagem principal é super carismático.

Sense8

Falei em representatividade em Orange is the new black, e vou reiterar a temática aqui também. A série das irmãs Wachowski já se tornou um ícone da cultura pop e é maravilhosa por abordar temáticas relacionada aos direitos humanos em um produto que é consumido por milhares de pessoas, sendo que muitas delas podem estar tendo contato com o tema pela primeira vez. Mas a série também traz seu lado ficção científica, deixando muita gente confusa no início. E ainda tem muita coisa pra ser explicada.

Master of none

Já considero Master of none a melhor comédia da Netflix. Criada e protagonizada por Aziz Ansari, a série mostra dilemas enfrentados pela geração que se encontra nos trinta e poucos anos (a geração dos vinte e poucos também se identificou), como mercado de trabalho, relacionamentos e a forma com a qual lidamos com nossos pais. Master of none também faz críticas ao racismo e machismo e funciona como uma espécie de biografia de Aziz Ansari.


Ah, vem mais uma série nova da Netflix por aí. Dia 11 estreia Flaked, criada e estrelada por Will Arnett.








Pensei em todos os adjetivos tristes pra caracterizar um término de um relacionamento. Não vou inserir aqui porque são vários e dolorosos. Quem já passou por essa situação deve saber o quão sem chão a pessoa fica. Pros românticos, aquela história de felizes para sempre não existe. O amor que era um filme de comédia romântica se torna um drama. O cheiro de menta e pipoca da música de Cordel do Fogo Encantado torna-se o mais amargo possível. Mas, para todo fim, existe um novo começo. Não necessariamente um começo com outra pessoa, mas um começo para você mesmo.

É partindo do fim que a nova série de Judd Apatow tem um início. Pelo trailer e pelo nome "Love", pensamos que será mais uma daquelas narrativas engraçadas em que o casal fica bem no final. Mas não pra uma obra de Judd Apatow que cria suas séries como um espelho dessa geração conturbada e cheia de dilemas que vemos em Girls (HBO) e agora em Love (Netflix), que estreou duas semanas atrás, exatamente no dia 19 de fevereiro.

Na série, conhecemos Mickey (Gillian Jacobs, de Community) e Gus (Paul Rust, também co-criador de Love). Duas pessoas com personalidades totalmente diferentes, mas que tem em comum o fim de seus respectivos relacionamentos. Ambos tentam dar um rumo em suas vidas, com mudanças de lar e dedicação ao trabalho. Até que o destino coloca Gus e Mickey no mesmo lugar, na mesma hora e numa situação bem inusitada.

A partir de então, eles entram na vida um do outro, mas não daquela forma clássica de filmes românticos. Há uma química entre os dois que transcende o romance e se torna essencial para a série. É como se eles se completassem para que o tom cômico/dramático da série atinja o ponto máximo. Os personagens têm seus altos e baixos e Love acerta no aprofundamento de cada um deles. A construção narrativa dedica tempo tanto para a vida pessoal de Mickey como para de Gus, não precisando os dois estarem juntos para que haja uma conexão.

Aliás, tanto Mickey como Gus são pessoas problemáticas, mas quem não? E precisam resolver suas vidas pessoais para que haja algo entre eles. É nessa linha que segue Love, que apesar de todos os dilemas traz um final, digamos, fofo e paradoxal pela última fala de Mickey. Agora, só saberemos o desfecho com a segunda temporada, já confirmada pela Netflix e prevista pra estrear em 2017.


Ah, um plus aqui só pra falar o quanto Claudia O'Doherty rouba a cena como Bertie, a nova colega de Mickey!

'Love' - O fim é o começo

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29/02/2016
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