Mostrando postagens com marcador Wes Anderson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wes Anderson. Mostrar todas as postagens
Divulgação/Fox Film do Brasil

Com nove indicações ao Oscar 2015, O Grande Hotel Budapeste  volta às telonas brasileiras a partir do dia 29 de janeiro. O filme de Wes Anderson será exibido nos seguintes cinemas: Liberty Mall e Drive In, em Brasília; Estação Barra Point, Estação Botafogo e Estação Gávea, no Rio de Janeiro; Lumiere Bougainville, em Goiânia; UCI Ribeiro Iguatemi, em Fortaleza; UCI Ribeiro Recife, no Recife; e  Belas Artes, em São Paulo.

O Grande Hotel Budapeste venceu no último dia 11 de janeiro o prêmio de Melhor Filme de Comédia ou Musical, no Globo de Ouro 2015, além de ter conquistado o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Berlim 2014. 

A nossa crítica do filme pode ser conferida AQUI. 

E nesta quinta-feira estreou aqui no Brasil uma das obras primas dirigidas pelo diretor Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste! O filme conta com nomes de peso, e Anderson não economizou na lista dos atores e atrizes que fazem uma ponta aqui ou ali, são eles: Ralph Fiennes, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Jude Law, Bill Murray, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Owen Wilson e Tony Revolori, Léa Seydoux. Ufaa!! Muitos desses nomes já são figurinhas certas nos filmes do Wes Anderson, o Bill Murray é um deles.

Os filmes do Wes Anderson são sempre particulares e de público limitado, mas de ótimo bom gosto, principalmente por seu perfeccionismo na hora de dirigir as cenas. E em "O Grande Hotel Budapeste" não é diferente. Está tudo lá, os quadros perfeitos, a câmera com movimentos suaves (ou sem movimento algum), atores em marcações perfeitas e tudo bem centralizado, marca do Anderson. O filme apresenta nada menos que três aspectos de filmagem, 2.30:1, 1:82:1, 1.33:1. E não pense que o filme por mesclar tantos formatos perde o tom ou o ritmo, pelo contrário, ele ganha mais vida e tonalidades, visões diferentes, épocas distintas.

Mas calma, "Budapeste" não é apenas mais um show de perfeccionismo de um diretor espetacular como Anderson, mas sim uma comédia que mistura vários elementos de uma amizade verdadeira, um amor e atuações de se aplaudir de pé. Ralph Fiennes, por exemplo, está encantador na pele do M. Gustave, atuação brilhante e marcante. O seu fiel escudeiro, Zero, interpretado pelo iniciante, mas igualmente genial, Tony Revolori. A dupla consegue mostrar uma bela amizade, entre um concierge de um hotel, M. Gustave, e seu fiel Lobby Boy, Zero. E é com eles que acompanhamos os desfechos de duas guerras que assolaram o país, a disputa de uma herança de família e as súbitas mudanças que a Europa passou durante a primeira metade do século 20.

"O Grande Hotel Budapeste" também tornou-se a maior arrecadação de um filme independente da história dos EUA. Na sua estreia, no dia 7 de março deste ano, ele arrecadou em apenas quatro salas o valor de $800 mil dólares.

O filme merece todos os elogios que tem recebido da crítica e público, e ainda digo mais, é um dos melhores filmes do ano. Sua delicadeza e humor confuso desperta uma paixão a primeira vista de quem o assiste. "Budapeste" é uma obra-prima do Wes Anderson, e que merece ser visto e revisto diversas vezes, sem medo de ser feliz.

P.S. Fica apenas minha indignação a Fox, por ter lançado o filme com absurdos QUATRO meses de atraso em relação a estreia americana, em 7 de março. Segundo o site IMDB, fomos os últimos a receber o filme.

P.S.² O filme já foi lançado em alta definição nos EUA, e sabe qual a melhor notícia? Com áudio e legendas em nosso idioma!